quinta-feira, 26 de março de 2020

Essa Pandemia, por milagre, nos salvou da UTI. Estávamos quase mortos!

Em poucos dias um vírus fez o que levaríamos uns 50 anos para fazer ideologicamente, assim como as 7 pragas do Egito, quando Deus pedia para que o  escravizado povo ficasse em casa e esperasse o mau passar, esta nossa praga vai passar e os que estão neste governo, não.

Amigos e amigas, sejamos sinceros, queremos sim o fim desta pandemia, é claro, mas sem hipocrisia, de certa forma, apesar de toda a desgraça, ressurge um pouco de felicidade nos nossos corações, concordam?

Por que falo isto? Porque esta terrível pandemia, por milagre, nos salvou da UTI, estávamos quase mortos, e agora todos os diagnósticos apontam, sim, a nossa alta.

Não sou ateu, nem igrejeiro, considero muito todos os ateus que conheço, pois, sem exceção são pessoas inconformadas com tanta injustiça, assim como sou também, por isto penso que estes são muito mais cristãos do que a maioria dos que erguem os braços nas igrejas, e pedem a Deus que nenhum mau lhes aconteça.

Nós que lutamos por uma sociedade mais justa, mais humana, menos materialista e cruel,

de repente vimos todos os princípios pétreos do cruel neoliberalismo, caíram por terra, de repente fazer arminha não resolve mais nada;

de repente o Velho da Havan por si só mostrou o canalha que é;

de repente o país começou a perceber que elegeu um idiota demente e cruel;

de repente o governo passou a defender a saúde pública, que estava com os dias contados;

de repente , os ricos ,  mesmo tendo cofres  abarrotados de ouro e dólares , não podem viajar, todos os resorts estão fechados, todos os aeroportos estão fechados.

O Vírus foi tão pontual que os primeiros a serem atingidos estão no Palácio, o centro de tanta maldade.

Todas as famílias estão em casa, como a muito não acontecia, o momento é de forte reflexão, após esta parada inesperada deste trem enlouquecido em que involuntariamente estávamos viajando, com certeza tudo isto deixará profundas marcas, o mundo será outro, será melhor.

Em poucos dias um vírus fez o que levaríamos uns 50 anos para fazer ideologicamente, assim como as 7 pragas do Egito, quando Deus pedia para que o  escravizado povo ficasse em casa e esperasse o mau passar, esta nossa praga vai passar e os que estão neste governo, não.

Texto de Teodoto Jose Tonon

Senado abre consulta popular online sobre taxação de grandes fortunas

A abertura da consulta acontece na mesma semana em que a presidência do senado emite uma dura nota contra o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro. Saiba como votar.

Em paralelo com a crise causada pelo coronavírus, o senado federal abrir para consulta pública uma votação sobre o projeto de lei complementar nº 183 de 2019 (PLP 183/2019) que regulamenta o disposto no art. 153, inciso VII, da Constituição Federal, para instituir o Imposto sobre Grandes Fortunas.

O projeto institui o imposto sobre grandes fortunas, cujo fato gerador consiste na titularidade de patrimônio líquido de valor superior a 12 mil vezes o limite mensal de isenção do imposto de renda de pessoa física e cuja alíquota varia de 0,5% a 1%, de acordo com o valor do patrimônio.

A abertura da consulta acontece na mesma semana em que a presidência do senado emite uma dura nota contra o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro nesta última terça-feira (24).

Segundo alguns parlamentares a taxação de grandes fortunas poderia ajudar o governo a manter a renda de trabalhadores afetados pela quarentena causa da pela pandemia global.

O atual relator do projeto é o Senador Major Olimpio do PSL paulista.

Clique aqui para votar na consulta.

Proposta em andamento: renúncia de Bolsonaro em troca da anistia para os filhos

O bem mais valioso que Bolsonaro preza, diz Cristina, é a liberdade dos filhos. A proposta a ser desenvolvida, então, seria a anistia aos 01, 02 e 03 em troca da carta de renúncia. Mas, para anistiar, tem que ter a condenação. Participam do governo, hoje em dia, militares com atuação direta na intervenção no Rio de Janeiro e, portanto, conhecedores dos meandros das milícias, que poderiam convencê-lo da inevitabilidade da condenação dos filhos.

Por Luis Nassif

Há tempos, Maria Cristina Fernandes, do Valor, se consolidou como (na minha opinião) a melhor analista política da imprensa. Não se perde em considerações supérfluas, sempre traz um olhar diferente sobre os fatos, baseado em uma seleção critérios da fatos.

Em sua coluna de hoje, A carta de renúncia, mata a charada. Depois de mostrar o descontentamento das Forças Armadas com a irresponsabilidade de Jair Bolsonaro, alinha as hipóteses de afastamento dele, quase todas traumáticas, se seguindo o rito normal. Bolsonaro já não governa, atenta contra princípios básicos de saúde, não tem nem 10% de apoio no Congresso. Mas, ainda assim, o impeachment é ritual complexo.

A Rússia teve problemas semelhantes com Boris Yeltsin, um presidente alcóolatra e irresponsável que estava destruindo o país. Foi convencido a renunciar em troca da anistia a seus filhos.

O bem mais valioso que Bolsonaro preza, diz Cristina, é a liberdade dos filhos. A proposta a ser desenvolvida, então, seria a anistia aos 01, 02 e 03 em troca da carta de renúncia.

Mas, para anistiar, tem que ter a condenação. Participam do governo, hoje em dia, militares com atuação direta na intervenção no Rio de Janeiro e, portanto, conhecedores dos meandros das milícias, que poderiam convencê-lo da inevitabilidade da condenação dos filhos.

A esperança, portanto, está na aceleração das investigações do Ministério Público Estadual (MPE) e da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Não haverá a menor dificuldade em concluir as investigações sobre as estripulias dos filhos, desde negócios menores, as “rachadinhas”, até as tentativas posteriores em vários novos negócios obscuros, conforme vários indícios divulgados pelo GGN, passando pelas suspeitas de envolvimento com a morte de Marielle.

A hora que quiser, o MPE-RJ poderá comprovar que Carlos Bolsonaro estava no condomínio da família, no mesmo momento em que se reuniam os dois assassinos de Marielle, preparando-se para cometer o crime. E que, antes de se autodenunciar – no vídeo em que mostrou as ligações registradas no sistema de telefonia do condomínio – assegurara que estava na Câmara Municipal.

Beba na Fonte> Valor economico - A carta de renúncia

ATENÇÃO: Eminência Parda resurge na Zimba com "novo" projeto maquiado para tentar enganar o imbitubense novamente.


Será que o povo é bobo em engolir novamente mais este conto de fadas do Eminência ??? 

Quem lembra?
Que fez o Eminência Parda na campanha passada com seu amigo e prefeito Rosenvaldo e Zaga para ganhar as eleições? 

Quando o vermelho do PT estava demonizado trocou o vermelho pelo azul calcinha em suas bandeiras, adesivos e santinhos..

Quem lembra?
Logo em seguida, vencido as eleições o eminência parda derruba Zaga o vice do MDB , e passa a comandar  a prefeitura de fato.

Quem lembra?
O balcão de negócios que o eminencia instalou na câmara de vereadores que da noite para o dia torna adversários políticos em aliados através da distribuição de cargos comissionados na prefeitura. Fazendo uma politicalha jamais vista na Zimba?

E agora, 4 anos depois qual a ideia do Eminência?

Construir uma nova fachada política e outro estelionato eleitoral, já que o governo que ele criou se revelou uma tragédia administrativa nunca vista na cidade.

Para isso desfilou  o prefeito Rosenvaldo do PT, filiando no PSB, filiou o Judas do PSD Vereador Renato Ladiada que acompanhará o prefeito Rosenvaldo também no PSB de fachada. Desfiou Vereador Faustina do PT e enxertou no PP.

Em tempo: O ex-presidente do PSD Ladiada e o petista Rosenvaldo combinam bem. 

Que beleza!!!!!!!

Enquanto isso Zaga fundou o PODEMOS, em contra partida  servira de escudo pra ele.

Jorge bornhausen e zaga combinam bem...

Então!

Será que o povo é bobo em engolir novamente mais este conto de fadas do Eminencia ???



fotos redes sociais

quarta-feira, 25 de março de 2020

Manifesto por Transparência e Garantia de Participação Social no Congresso durante a pandemia

Manifestamos nossa preocupação concernente à participação democrática da sociedade civil nas decisões que serão tomadas pelo Parlamento em nome de toda a sociedade brasileira.


da ABJD

Manifesto por Transparência e Garantia de Participação Social no Congresso durante a pandemia

Diante da pandemia do novo coronavírus e de todas as consequências advindas dessa situação ao regular o funcionamento das instituições no Brasil, a Frente Parlamentar em Defesa da Democracia e dos Direitos Humanos (FDDDH) e as organizações da sociedade civil abaixo, signatárias desta carta, reconhecem a necessidade das medidas de contenção do avanço da doença e do consequente colapso do sistema de saúde brasileiro – entre elas, as restrições ao pleno funcionamento do Congresso Nacional.

Considerando as medidas já adotadas a fim de regulamentar o andamento do processo legislativo neste período, durante o qual as votações serão realizadas pelo Sistema de Deliberação Remota (especialmente a Resolução n° 14, Ato da Mesa n° 118 e Ato da Mesa n° 123 da Câmara dos Deputados, bem como seus equivalentes do Senado Federal), manifestamos nossa preocupação concernente à participação democrática da sociedade civil nas decisões que serão tomadas pelo Parlamento em nome de toda a sociedade brasileira.

Reconhecemos o conjunto de canais de participação virtual já em funcionamento nas duas Casas, cuja utilização deve ser potencializada, visando uma escuta ativa do Parlamento acerca dos anseios da população brasileira. Por outro lado, com vistas à garantia de uma participação efetiva e da necessária transparência que devem orientar todos os atos do Poder Legislativo, entendemos como necessárias medidas como o aprimoramento dos canais existentes, a adoção de novas ferramentas de participação social, incluindo canais diretos de comunicação sobre os temas em votação, e de uma postura de transparência ativa da Câmara dos Deputados e do Senado Federal na ampla divulgação de seus atos e deliberações.

Assim, requeremos que o Congresso Nacional implemente, em caráter de urgência, as seguintes medidas:

Beba na Fonte>https://jornalggn.com.br/a-grande-crise/manifesto-por-transparencia-e-garantia-de-participacao-social-no-congresso-durante-a-pandemia/

Os equívocos do conceito de grupo de risco: segregação social e danação coletiva


A luta é pela sobrevivência do coletivo social e não apenas para os que são pensados como os mais úteis e aptos aos interesses e ao trabalho para o incansável e insone capital. O que agora ocorre é mais um absurdo equívoco. Charge de Flávio Luiz)



Por Antonio Helio Junqueira no GGN

Em seu pronunciamento em rede nacional de televisão, na noite de ontem, o maníaco e aturdido mandatário do (des)governo de plantão contraria medidas e recomendações adotadas por autoridades médicas, sanitaristas e políticas de todo o globo e convoca a população a abandonar sua quarentena e a retomar a normalidade da vida social, em pleno contexto da pandemia do coronavírus.

Sua atitude insana e descompromissada com a saúde, o bem-estar e o futuro do País imediatamente ganhou resposta nas panelas e janelas de todo esse sofrido Brasil no uníssono grito de ”Fora, genocida! ”

Nessa sua mais recente investida, o portador da faixa presidencial retoma o problemático conceito de grupo de risco, na tentativa de circunscrever as medidas restritivas da circulação pública a apenas poucos grupos de pessoas consideradas mais vulneráveis aos ataques letais do coronavírus: idosos, gestantes e portadores de doenças pré-existentes. Todas as demais, incluindo as crianças, são assim convocadas à retomada da normalidade da vida social, nada tendo a temer, posto que imunes ou resistentes a qualquer “gripezinha, ou resfriadinho”.

Lamentavelmente, esse conceito de grupo de risco ressuscita uma visão muito parcial e extremamente falaciosa, no que diz respeito à saúde coletiva. Nem é preciso ir muito longe para perceber os riscos que tal ideário retoma. Basta analisarmos com serenidade e a distância temporal que já nos é possível os fenômenos ocorridos no início da epidemia da AIDS/HIV, nos anos 1980.

Naquele período, frente à emergência visceral e ameaçadora da doença até então desconhecida, muito rapidamente consolidou-se a vontade de circunscreve-la a determinados grupos sociais, o que, na medida do possível, arrefecia a ansiedade coletiva e permitia a implementação de formas de isolamento, especialmente através da invisibilização e do apagamento social dos corpos doentes. O fato de os primeiros quadros sintomáticos terem se revelado em grupos homossexuais masculinos e usuários de drogas injetáveis forneceu os elementos necessários para que a doença fosse classificada como “peste ou câncer gay”. Nesse contexto, o conceito então engendrado de grupo de risco veio a contribuir decisivamente não apenas para aumentar a estigmatização social já prevalecente sobre os indivíduos considerados “desviantes” em relação às normas morais predominantes, mas também para confundir o entendimento dos mecanismos da transmissão da doença, o que veio a contribuir decisivamente para sua mais rápida propagação e generalização do contágio.

Assim, a ampla disseminação da doença e a indistinta contaminação de heterossexuais, mulheres e crianças, que se seguiram pelos anos 1990, trouxeram a necessidade do abandono da operacionalidade funcional do conceito anterior de grupo de risco e sua substituição pelo de comportamento de risco.

Ainda assim, nesse novo contexto ideológico da percepção social da doença, essa mudança não foi capaz de aportar subsídios suficientes para o enfrentamento bem-sucedido da epidemia da AIDS. Isso porque o conceito mantinha a condenação, o estigma e a exclusão dos indivíduos, sob o pressuposto da possibilidade da imputação da individualização da culpa e do julgamento moral das vítimas, acima das condições de existência e da convivência coletiva. Não é difícil perceber, portanto, as formas e as astúcias como o jogo do discurso hegemônico cria e recria a divisão social e aniquila a empatia e a solidariedade necessárias ao enfrentamento de questões globais, como as afetas à esfera da saúde coletiva. Nesse contexto, enraíza-se a ideia de que a doença é  –e sempre será – a doença do Outro, o problema do Outro, daquele que não me atinge, por que dele posso simplesmente me afastar.
Para superar esses dilemas, a ciência, a prática e a práxis em saúde coletiva passaram a adotar o conceito de vulnerabilidade. Nele, e a partir dele, os riscos passam a ser compartilhados por todos, independentemente de gênero, idade, classe ou outros quaisquer marcadores sociais. Diz respeito a todos os seres humanos, de todos os lugares, irmanados pela globalização das relações e das conexões. Não somos grupos discrimináveis; somos coletivos interdependentes e mutuamente interferentes. Dependemos, quiçá mais do que nunca, da saúde e do bem-estar dos outros.

Nesse sentido, a ideia da vulnerabilidade em saúde coletiva convoca práticas de prevenção social dos riscos comuns, a que todos, indistintamente, estamos sujeitos. Envolve, simultânea e inseparavelmente, ações e compromissos individuais, sociais e governamentais, em suas dimensões de educação, informação segura, cuidados e assistência. Trata-se do único caminho da construção confiável para assegurar o bem-estar social e garantir a própria existência de um futuro para a humanidade.

Se apenas uma parte do coletivo se sentir intocável e invulnerável, estaremos prontamente todos incapazes de contornar e superar as condições impostas pelo risco social e coletivamente experimentado. É na ponte do Eu para o Outro que reside a única saída possível para todos. Solidariedade, empatia e cooperação são partes inextricáveis do caminho a ser trilhado nesses momentos de medo, ansiedade e risco.

Nesse contexto, a insistência de alguns, especialmente se dotados de poder de mando, em continuar operando as ideias e conceitos de grupos de risco e de comportamento de risco, ao invés do de vulnerabilidade, reacende as visões do preconceito e do estigma social e nos coloca a todos no caminho da danação.

Pensar a vulnerabilidade como fenômeno coletivo tem implicações políticas do mais alto significado e relevância, posto que exige repensar valores e sentidos partilhados, formas de organização do trabalho e da vida, contextos de solidariedade e empatia e modos de partilhar a construção do futuro comum. Ou seja, tudo o que não interessa àqueles que visam, antes e acima de tudo, a manutenção das relações de iniquidade, submissão e exploração do Outro.

O discurso do risco coloniza nossos corpos, subjugando-os às intervenções arbitrárias, política e economicamente interessadas dos poderes do Estado e do capital. Tornamo-nos (os dos ditos grupos de risco), portadores da ameaça ao conjunto dos sãos e inatingíveis.

A classificação dos sujeitos em grupos de risco, instituindo a diferença entre uns e outros no interior do corpo social, favorece e atende aos propósitos da culpabilização das minorias ou dos corpos estigmatizados, em atenção às astúcias da biopolítica discriminatória, que tal discurso arma e nutre. Ao receber a pecha da portabilidade do risco ao coletivo, o sujeito estigmatizado é transposto do seu status de vítima para o de ameaça, passando a alvo de toda ansiedade social. A socióloga Deborah Lupton[2] é incisiva ao afirmar que o conceito de grupo de risco contribui para a produção de determinadas racionalidades, estratégias e subjetividades, sendo central na regulação de indivíduos, grupos sociais e instituições.

No triste momento que atravessa a nação, a narrativa que se tenta construir é a de que as crianças e os jovens são inquebrantáveis pelo coronavírus e que sua saúde é totalmente refratária aos reais riscos da sua morbidade e eventual letalidade. Sem dúvida que corpos juvenis são mais saudáveis e mais rapidamente autoreparadores. Isso faz parte do mistério da vida e de toda sua beleza. Porém, tal fato não minimiza, em nada, o seu papel transmissor e disseminador do vírus por todo o tecido social. Jovens estudam, trabalham, comem, vivem e se divertem em conjunto com pessoas mais idosas, sejam elas pais, avós, professores, instrutores, prestadores de serviços, chefes e supervisores. É a cadeia lógica da vida e da existência, onde o convívio entre gerações favorece e estimula a troca de saberes, fazeres, afetos e esperanças.

Ainda que não sucumba diretamente à nocividade do vírus, o jovem pode vir a ser o seu portador e o transmissor da sua letalidade para outras pessoas, que pelas mais diversas condições pessoais ou sociais, se encontre momentaneamente menos resistente ou debilitado. Todos e cada um de nós pode vir a se encontrar nessa situação. Não somos ilhas; somos coletivos inter-relacionados.
Ao contrapor equivocada e maliciosamente saúde e economia, o mandatário procura confundir a opinião pública amedrontada e ansiosa, como se houvesse, de fato, oportunidade para essa impossível escolha. Pois, não há!

A luta é pela sobrevivência do coletivo social e não apenas para os que são pensados como os mais úteis e aptos aos interesses e ao trabalho para o incansável e insone capital. O que agora ocorre é mais um absurdo equívoco.

Nunca será ocioso lembrar que, no Brasil, os indivíduos com 65 anos ou mais já representam, segundo o IBGE, mais de 10% do total da população, somando mais de 22 milhões de pessoas. São esses idosos que respondem, com suas aposentadorias, pela maior ou pela única fonte de renda e sustentação econômica de 5,7 milhões de lares brasileiros. Com o recente agravamento da crise econômica e com a crescente precarização das relações entre o capital e o trabalho, é o rendimento dos idosos aposentados que garante a sobrevivência de mais de 12 milhões de pessoas. Além disso, mesmo aposentada, grande parte dos idosos tem se mantido profissionalmente ativa, submetendo-se, inclusive, a trabalhos e relações aviltantes para seguir contribuindo com a sobrevivência não apenas de si próprios, mas de suas famílias, inclusive dos membros mais jovens.

Sim! Os idosos tornaram-se os novos arrimos de família no Brasil! Quem ousa, pois, pensá-los como improdutivos, dispensáveis, estorvos para o andamento da carruagem econômica.

Sob todos e quaisquer aspectos, sejam eles sociais, econômicos ou morais, é melhor pensar muito bem antes de condená-los ao extermínio viral!

A saúde é o nosso maior bem. Cuidados e viva longa a todes! Fiquemos bem uns com os outros e uns pelos outros.

[1] Doutor em Ciências da Comunicação (ECA/USP), com pós-doutorado e mestrado em Comunicação e Práticas de Consumo (ESPM/SP). Engenheiro Agrônomo (ESALQ/USP). Pós-graduado em Desenvolvimento Rural e Abastecimento Alimentar Urbano (FAO/PNUD/CEPAL/IPARDES) e em Organização Popular do Abastecimento Alimentar Urbano (FEA/USP). Pesquisador e consultor de empresas em Inteligência de Mercado, Estudos do Consumo, Tendências de Mercado e Marketing. Sócio-proprietário da Junqueira e Peetz Consultoria e Inteligência de Mercado.
[2] LUPTON, Deborah (Ed.). Risk and sociocultural theory: new directions and perspectives. Cambridge: University Press, 1999.

Covid-19: pesquisadores criam checklist para prefeituras enfrentarem pandemia

Município menos populoso do país e com receita deficiente, Serra da Saudade, em Minas Gerais, tem cerca de 780 moradores.

Por Congresso Em Foco

Uma plataforma online está organizando e recomendando medidas para apoiar as prefeituras a se prepararem para o combate ao covid-19. O objetivo é auxiliar no planejamento e implementação das ações das redes de atenção básica.

O site coloca à disposição um checklist baseado em documentos e protocolos lançados pelo Ministério da Saúde e outras organizações para enfrentamento da pandemia. Esse instrumento permite aos gestores de saúde diagnosticarem seu nível de preparo para o covid-19.

As ações são estruturadas em quatro eixos:

  1. Vigilância;
  2. Assistência;
  3. Governança de crise; e
  4. Comunicação e distanciamento.
Segundo o pesquisador de políticas públicas Arthur Aguillar, a ideia surgiu com o objetivo de mitigar erros humanos, dado o grande número de vidas em jogo. “Olhando para a pandemia como um problema complexo, pensamos que, na correria de apagar um incêndio desse tamanho, é muito bom para as secretarias terem um passo a passo que ajude a ordenar quais são as ações prioritárias”, disse Aguillar.

Para a pesquisadora Helyn Thami, o Ministério da Saúde tem feito bom trabalho de coordenação e divulgação de materiais, mas foi diagnosticado que faltava capilaridade para fazer as informações chegarem a todos os municípios. “A gente entendeu que faltava essa capilaridade e uma coisa que estava sendo pouco pensada, para além das medidas de isolamento social, é a capacidade de resposta da rede”, disse.

As autoridades sanitárias são unânimes no entendimento de que, quanto maior o preparo, maiores as chances de se minimizar os danos decorrentes da disseminação do novo coronavírus. Portanto, preparo é fundamental.
A ferramenta é produzida por três organizações sem fins  lucrativos – Impulso, Instituto Arapyau e Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e contou com apoio de consultores técnicos e gestores de saúde.

Como participar

Para solicitar apoio na estruturação de ações de combate ao coronavírus em sua região e receber novos materiais técnicos, entre em contato pelo Whatsapp.