sábado, 18 de janeiro de 2020

Placa Mercosul enfim será obrigatória em todo Brasil a partir de fevereiro



Por Renan Bandeira - MSN

O Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) informou que seguirá Resolução nº 780 e a placa Mercosul se tornará obrigatória para todos os estados brasileiros a partir de 31 de janeiro.


De acordo com o órgão, “a data prevista na resolução nº. 780 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), de 26 de junho de 2019, neste caso, dia 31 de janeiro de 2020, está mantida. Não há expectativa de prorrogação de prazo”.

Até o momento, apenas 10 estados aderiram a implementação da nova PIV (Placa de Identificação Veicular): Amazonas (AM); Bahia (BA), Espírito Santo (ES); Paraíba (PB); Piauí (PI); Paraná (PR); Rio de Janeiro (RJ); Rio Grande do Norte (RN), Rondônia (RO) e Rio Grande do Sul (RS).


Ainda não aderiram ao serviço: Acre (AC); Alagoas (AL); Amapá (AP); Ceará (CE); Distrito Federal (DF); Goiás (GO); Maranhão (MA); Mato Grosso (MT); Mato Grosso do Sul (MS); Minas Gerais (MG); Pará (PA); Pernambuco (PE); Roraima (RR); Santa Catarina (SC); São Paulo (SP); Sergipe (SE); e Tocantins (TO).


De acordo com o Detran-SP, São Paulo – que é o estado com a maior frota de veículos no Brasil – a adoção da placa acontecerá dentro do prazo estipulado pela resolução.

O texto do Contran afirma que os veículos deverão receber a nova PIV nos casos de: primeiro emplacamento; mudança de categoria do veículo; roubo, furto, extravio ou dano da placa; mudança de município ou unidade federativa; instalação de segunda placa traseira.

Para quem quiser adotar a nova placa de forma voluntária, perceberá que o novo modelo mudou seu padrão alfanumérico. Isso quer dizer que o segundo número da antiga placa será substituído por uma letra. 
Veja tabela:

Número antigo
Letra substituta
0
A
1
B
2
C
3
D
4
E
5
F
6
G
7
H
8
I
9
J

Exemplo: uma placa ABC1234, seria ABC1C23 com a nova regra. Vale lembrar que essas as faixas de letra entre “A” e “J” servirão para conversão do modelo antigo para o novo da PIV.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Ministério da Saúde faz alerta sobre febre amarela especialmente à população das regiões Sul e Sudeste


Por Agencia Brasil

O Ministério da Saúde alerta quem ainda não se vacinou contra a febre amarela a buscar a imunização contra a doença. O alerta é dirigido especialmente à população das regiões Sul e Sudeste, que estão no centro da atenção dos especialisa depois que 38 macacos contaminados morreram nos estados do Paraná, de Santa Catarina e São Paulo.

Ao todo, 1.087 notificações de mortes suspeitas de macacos foram registradas no país. Os dados são do boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Ministério da Saúde, que apresenta o monitoramento da doença de julho de 2019 a 8 de janeiro deste ano. O alerta se dá porque o Sul e o Sudeste são regiões de grande contingente populacional e baixo número de pessoas vacinadas, o que contribui diretamente para os casos da doença.

O público-alvo para vacinação inclui desde crianças a partir de 9 meses de vida até pessoas com 59 anos de idade que não tenham comprovante de vacinação. Neste ano, as crianças passam a receber um reforço da vacinação aos 4 anos de idade.

Casos em investigação

No mesmo período, foram notificados 327 casos suspeitos de febre amarela em humanos. Destes, 50 permanecem em investigação, e um foi confirmado. A vítima, residente do estado do Pará, faleceu.

Atualmente, o Brasil tem registros apenas de febre amarela silvestre, ou seja, transmitida por mosquitos que vivem no campo e em florestas. Os últimos casos de febre amarela urbana (transmitida pelo mosquito Aedes aegyptii) foram registrados em 1942, no Acre.

Monitoramento

Segundo o Ministério da Saúde, o vírus da febre amarela se mantém naturalmente em um ciclo silvestre de transmissão, que envolve macacos e mosquitos silvestres. A pasta realiza um monitoramento para antecipar a ocorrência da doença e, dessa forma, intervir para evitar casos humanos, por meio de vacinação. Além disso, atua de forma a evitar a transmissão por mosquitos urbanos, com o controle de vetores nas cidades. O macaco, principal hospedeiro e vítima da febre amarela, funciona como sentinela, indicando se o vírus está presente em determinada região.

Vacina

A vacina contra a febre amarela está no Calendário Nacional de Vacinação e é distribuída mensalmente aos estados. No ano passado, mais de 16 milhões de doses da vacina contra a doença foram distribuídas para todo o país. De acordo com Ministério da Saúde, apesar dessa disponibilidade, é baixa a procura da vacina pela população.

Para este ano, a pasta já adquiriu 71 milhões de doses da vacina, o suficiente para atender o país por mais de três anos. Está prevista para 2020 a ampliação gradativa da vacinação contra febre amarela para 1.101 municípios dos estados do Nordeste que ainda não faziam parte da área de recomendação de vacinação. Dessa forma, todo o país passa a contar com a vacina contra a febre amarela na rotina dos serviços.

Bolsonaro sabia de negócios de Wajngarten, diz O Globo


Por Fernando Brito

É possível que não seja apenas a estratégia de criar conflitos o que tenha feito Jair Bolsonaro insistir com a manutenção de Fábio Wajngarten na chefia da Secretaria de Comunicação da Presidência, claramente inviabilizada…

Beba na Fonte> Tijolaço

Telegramas secretos de espião iraniano mostram como Qassim Suleimani exercia seu enorme poder no Iraque


Por Murtaza Hussain - The Intercept

Nas quatro décadas desde a Revolução Iraniana de 1979, poucos líderes iranianos alcançaram o perfil global alcançado pelo general Qassim Suleimani, comandante militar morto em um ataque aéreo americano na quinta-feira, 2 de janeiro. 

Após a invasão norte-americana do Iraque em 2003, Suleimani emergiu como o adversário dos Estados Unidos mais capacitado naquele país. O seu equivalente americano em um momento-chave durante da ocupação, o general David Petraeus, descreveu Suleimani como “uma figura verdadeiramente maligna” em carta a Robert Gates, então secretário de Defesa dos EUA. 

Ao longo dos anos, Suleimani ganhou reputação como um líder militar temível que controlava uma rede de milícias motivadas ideologicamente em todo o Oriente Médio.

Um retrato matizado de Qassim Suleimani emerge de um arquivo vazado de telegramas secretos de espiões iranianos obtidos pelo Intercept. Os documentos foram gerados por oficiais do Ministério Iraniano de Inteligência e Segurança, o MOIS, na sigla em inglês, ...

Beba na Fonte> The Intercept


O fascismo à brasileira e o cavaleiro da razão

...o Professor Bresser Pereira chamou de “estranho casamento” entre um nacionalista de extrema direita e o neoliberalismo. A elite e as altas camadas da classe média apoiam o neoliberalismo, enquanto as baixas camadas da classe média apoiam o nacionalismo de direita. Um casamento que pode ou não durar muito, mas em ambos os casos inexiste a consciência da necessidade de um projeto nacional de desenvolvimento para o Brasil...Créditos da foto: (Arte/Carta Maior)

Por Liszt Vieira – Carta Maior

O que me preocupa é a deformação, a abjeção humana, provocadas pela organização social baseada na exploração econômica ou na dominação política de muitos por poucos.
Celso Furtado, New Haven, 01.09.64 in Diários Intermitentes


Na conhecida concepção de Max Weber, o Estado detém o uso legítimo da dominação e da força física em determinado território. Weber explica a dominação com base em três critérios: a dominação tradicional, baseada em costumes, a carismática, baseada no apelo de um grande líder, e a legal, baseada na lei. Já Marx explica o Estado como o instrumento executivo da classe dominante.


São conceitos muito úteis, mas não creio que são suficientes para explicar a Tripartição dos Poderes que ocorre em vários Estados brasileiros, principalmente o Rio de Janeiro. Por Tripartição não me refiro à clássica Separação dos Poderes em Executivo, Legislativo e Judiciário que continua existindo, mas não abrange a totalidade do Poder tal como é exercido.


Com todo o respeito a Montesquieu e Weber, a Tripartição de fato se dá entre o Poder Público (incluindo as três esferas), a Milícia e o Tráfico de Drogas. Todas essas fontes de poder usam a força física para controlar o território que dominam com as regras que impõem. Claro que não há legitimidade do ponto de vista legal, mas muitas vezes esse poder paralelo conta com o apoio das comunidades que controlam. Frequentemente, há sobreposição, funciona a regra do Estado e da milícia ou tráfico. Às vezes, o Estado inexiste e determinado território é “governado” pela milícia ou tráfico.

No caso das milícias, a semelhança com o Estado é maior, porque impõem o pagamento de taxas e impostos aos moradores das áreas onde dominam. Já os traficantes comportam-se em geral como comerciantes de mercadoria que, por ser ilegal, exige o uso da força. Muitas vezes, porém, impõem suas regras de comportamento e segurança na área que controlam.

Em ambos os casos, o Estado oficial está ausente. Em seu lugar, o Poder de controle do território, de impor regras de conduta e cobrar impostos foi apropriado pela Milícia ou pelo Tráfico. Às vezes, há duplicidade de poder quando o Estado se faz presente com escolas, postos de saúde, segurança etc. Em outros, a ausência do Estado é suprida pelo poder dos milicianos ou traficantes. Esse quadro é hoje sobredeterminado pela ação de um Estado autoritário que elimina direitos e caminha em direção a um modelo próprio, um “fascismo à brasileira”. Enquanto o fascismo italiano combateu a Máfia, o nosso fascismo, ainda cozinhando no forno, já demonstrou ter boas relações com a máfia dos milicianos e já fez muitas vezes acordos pecuniários com os traficantes. A intervenção militar na segurança pública do Rio de Janeiro em 2018 ignorou a milícia e só cuidou do tráfico. Já a Polícia está cansada de fazer “arreglos” com os traficantes.


A situação política no Brasil começa a apresentar elementos e configurações próximas aos regimes fascistas que dominaram a Itália e Alemanha a partir dos anos 30 do século passado até o final da 2ª. Guerra Mundial. Claro que o fascismo brasileiro terá características próprias e se encontra ainda em formação, enfrentando resistências em algumas instituições e na sociedade civil. Mas já é evidente que, capitaneado pelo Executivo, conta com o apoio de importantes setores do Judiciário e do Legislativo, como também de cerca de um quarto da população que apoia as medidas liberticidas e antissociais do governo Bolsonaro.


É muito interessante e instrutivo ler o pensamento e as observações de Celso Furtado a respeito do fascismo italiano no pós-guerra no livro Diários Intermitentes – 1937-2002, organizado por Rosa Freire D’Aguiar. Encontramos observações e análises que parecem terem sido feitas para o Brasil de hoje. Vejamos alguns excertos.


A classe média ... apresenta um quadro triste onde dominam a exploração mútua, a passividade e a ausência de padrões de moralidade. Essa classe parece ser indiferente à grande tragédia, como acontecimento nacional, e nenhuma consciência de culpa ou revolta apresenta. O Estado fascista, parece, anulou-lhe o senso de responsabilidade no que diz respeito à coisa pública.


A grande massa do povo – conservada em estado de semi-ignorância e mantida em estado de permanente embriaguez pela técnica fascista – essa não aceitou de nenhuma maneira a ideia de derrota. Afasta de todos os modos, de seus olhos, o espantalho da catástrofe, e em meio ao delírio da crise moral se entrega a toda ordem de sofismas e símbolos novos.

A elite alta cada vez mais passiva no seu isolacionismo – o fascismo a tinha adormecido num sonho de segurança; a classe média completamente corrompida e sem senso de interesse coletivo – o fascismo alheou-a dos problemas superiores do país; a massa do povo, completamente ignorante em matéria política, extenuante de paixão, incapacitada para um movimento no sentido coletivo
.


Em relação ao Brasil, seguem observações e lamentos sobre fatos que, na perspectiva de hoje, podem ter sofrido modificações, mas revelam realidades históricas que ajudam a explicar o presente.


Evidentemente, a quebra do poder feudal no Nordeste é um passo adiante. É menos importante acelerar o desenvolvimento que debilitar esse poder, se bem que as duas coisas são inseparáveis em nossa estratégia. O fim último terá que ser liberar o homem do campo, despertá-lo para a vida. Ele representa três quartas partes da população da região e nove décimos da miséria. Seu comportamento ainda é infra-humano, muitas vezes bem perto da animalidade.


Uma geração, a minha, perdeu a batalha. Quiçá eu me equivoque, exagere a minha visão interior da realidade. Toda uma geração viveu, lutou, iludiu-se, alimentando-se da ideia de que o Brasil podia ser algo diferente disso que vi. (…) Implantou-se um sistema de poder que é essencialmente uma aliança do grande capital, sediado em São Paulo e com fortes vinculações externas, com as chamadas Forças Armadas, mistura de burocracia, partido político e sistema de repressão.


Que quadro tão melancólico é o que nos apresenta este país. A situação econômico-financeira é extremamente grave, mas o governo não faz outra coisa senão enganar o povo. E também enganar os empresários, aparentemente desejosos de se deixar enganar, ou pelo menos temerosos de ver a realidade.

A classe política está desgastada, deteriorada e demasiado ansiosa para ocupar espaço. É necessário que surja uma nova geração, que possa perceber a realidade com outros olhos. Quanto tempo demorará isso? Que contribuição posso dar para o advento dessa nova geração? Durante os últimos vinte anos estive preocupado, quase exclusivamente, em desacreditar esse monstrengo que foi o projeto de “modernização” pelo caminho autoritário. Posso estar satisfeito, pois ganhamos a luta. (…) De toda forma, estamos apenas no início de uma fase histórica que não se definirá enquanto não surja uma nova geração infensa a essa impostura que é a imagem do Brasil criada pelo autoritarismo e introjetada, ainda que inconscientemente, por grande parte dessa classe média.


No dia 7 de abril de 1964, poucos dias depois do golpe militar que derrubou o presidente João Goulart, o sociólogo Francisco de Oliveira foi preso ao sair da casa de Celso Furtado, então presidente da Sudene. Ficou preso durante três meses. Ainda na década de 60, escreveu uma obra em homenagem a seu amigo e mestre: A navegação venturosa: ensaios sobre Celso Furtado. Na apresentação do livro, criticando o patrimonialismo brasileiro, o autor diz que Furtado é um cavaleiro da razão: “o cavaleiro da razão é um Quixote que, do alto de sua loucura, combate incansavelmente os moinhos satânicos do capitalismo predador e de suas classes-abutres”.


Em que pese sua admiração pelo mestre Celso Furtado, Chico de Oliveira trilhou um caminho próprio. Sua conhecida tese na 'Crítica à razão dualista' dizia que o padrão primitivo da agricultura brasileira da época não era vestígio do passado, mas parte funcional do desenvolvimento moderno do país, uma vez que contribuía para o baixo custo da mão de obra em que se apoiava a acumulação capitalista no Brasil. Para Furtado, a sobrevivência de uma “estrutura pré-capitalista” ligado à “economia de subsistência” obstrui o crescimento industrial, é um resquício colonial, e é condição que deve ser superada. Já Oliveira entende que a questão agrária “atrasada” tem papel importante para contribuir com a acumulação urbano-industrial.

 Nos tempos que correm, de desindustrialização programada, de persistência no modelo extrativista agroexportador de produtos primários sem agregação de valor, vale lembrar a contribuição desses dois gigantes do pensamento social brasileiro, profundamente comprometidos com o desenvolvimento econômico autônomo do Brasil.


O atual Governo brasileiro é um governo neofascista que ataca, para destruir, valores fundamentais previstos na Constituição: o bem-estar social, direitos humanos, educação, saúde, pesquisa científica, cultura, meio ambiente, política externa independente etc. O modelo neoliberal imposto provocou, em todo o mundo, baixo crescimento, grande instabilidade financeira, e forte aumento das desigualdades. Por isso, o nacionalismo de direita, nos EUA, Reino Unido, Polônia e Hungria, se opõe ao neoliberalismo e à sua defesa do projeto de globalização econômica.


Já no Brasil, temos o que o Professor Bresser Pereira chamou de “estranho casamento” entre um nacionalista de extrema direita e o neoliberalismo. A elite e as altas camadas da classe média apoiam o neoliberalismo, enquanto as baixas camadas da classe média apoiam o nacionalismo de direita. Um casamento que pode ou não durar muito, mas em ambos os casos inexiste a consciência da necessidade de um projeto nacional de desenvolvimento para o Brasil, objetivo a que se dedicou Celso Furtado em toda sua vida.

CPI chega a contas de disparo irregular de Whatsapp nas eleições


Por Jornal GGN

A CPI das Fake News em andamento no Congresso conseguiu identificar as linhas telefônicas de WhatsApp que responderam pela maior quantidade de envios de mensagens em massa durante a campanha eleitoral de 2018.

Segundo informações do portal UOL, 55 mil dentre as 400 mil contas que foram banidas pelo aplicativo apresentaram comportamento considerado anormal – e 24 desses números respondem pela maior parte dos envios realizados. Em setembro de 2018, uma rede de envio de fake news com o uso de robôs pró-Jair Bolsonaro que funcionou durante as eleições seguia com 80% dos contatos ativos no Whatsapp.

As linhas telefônicas relacionadas a tais perfis ativos possuem números dos Estados Unidos, Vietnã, Inglaterra e Brasil, mas os IPs (endereços da conexão de internet utilizada para operar as contas suspeitas) relacionados mostram que todas as mensagens foram enviadas do Brasil. Atualmente, pelo menos três dos 24 números possuem contas...

Beba na Fonte> Blog do Nassif

Bolsonaro mima caminhoneiros e aumenta o frete

Foto: Marcos Ramos/Agência O Globo

Por eduguim

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou, nesta quinta-feira, uma nova tabela com o preço mínimo para os fretes. Com as alterações, o piso do frete aumentou de 11% a 15%, segundo informações da agência. A nova tabela entra em vigor na próxima segunda-feira, dia 20.

A tabela do frete foi criada em 2018 pelo governo do ex-presidente Michel Temer, após a greve dos caminhoneiros, que bloqueou estradas e gerou uma crise de abastecimento no Brasil por mais de uma semana. A criação era uma das principais reivindicações da categoria.

Entidades que representam o agronegócio e indústria são contra a tabela, que terá a constitucionalidade ainda analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Uma versão anterior da norma, editada em julho do ano passado, gerou forte reação de caminhoneiros, que ameaçaram fazer mais uma paralisação nacional. O governo prometeu alterar os valores e publicou, nesta...

Beba na Fonte>Eduardo Guimarães

Trocar status especial na OMC por vaga na OCDE é mau negócio

Bolsonaro é o nome da tragédia brasileira

Por Blog do Kennedy Alencar

Só o complexo de vira-latas pode levar o Brasil a comemorar um mau negócio: abrir mão do status especial na OMC (Organização Mundial do Comércio) em troca do apoio americano à entrada do país na OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico).

Segundo Nelson Rodrigues, o complexo de vira-latas é o brasileiro se colocar em posição de inferioridade perante o estrangeiro de uma forma voluntária e submissa.

No atual estágio de desenvolvimento econômico do Brasil, faria muito mais sentido permanecer na OMC com o status especial, porque isso seria importante para defender nossos exportadores, sobretudo o agronegócio. Mas o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Relações Exteriores, Ernesto Araújo, atenderam ao lobby americano para o Brasil perder força na OMC em troca de suporte para ingressar na OCDE _algo que, na prática, trará poucas vantagens ao país.

Os interesses nacionais saíram perdendo com o terraplanismo diplomático de Ernesto Araújo. O ministro disse que o episódio OCDE seria prova “uma vez mais de que estamos construindo uma parceria sólida com os EUA”.

Mentira. Não há parceria sólida com os EUA, mas submissão ao presidente Donald Trump.

Aliás, seria mais importante o Brasil se preocupar com o acordo comercial que está sendo fechado entre Washington e Pequim. A China se comprometeu a importar dos americanos mais US$ 200 bilhões em dois anos. Que país deverá perder mercado? O Brasil, porque os EUA competem conosco em produtos que interessam à China.

A ignorância geopolítica de Bolsonaro foi mais longe com a notícia de que o Brasil deixará a Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos). Brasília abre mão de projeção geopolítica na América Latina, atendendo, de novo, a interesses de Trump.

Bolsonaro é o nome da tragédia brasileira.

Deputados do PSL de SC, Daniel Freitas e Jessé Lopes eleitos na onda Bolsonaro, mostraram suas caras e garras


Deputados do PSL de Criciúma, Daniel Freitas e Jessé Lopes eleitos na onda Bolsonaro, mostraram suas caras e garras.

Primeiro o deputado Jessé Lopes se envolveu numa cruzada insana e imbecil contra a legítima campanha Não é Não! Que combate o assédio as mulheres, que chega a 15 estados brasileiros. Daniel conseguiu o inusitado desagravo nacional em horário nobre.

Agora foi a vez do deputado Daniel Freitas do mesmo partido, acusado pela esposa e seus familiares em um B.O, na delegacia do Balneário Rincão, de envolvimento em violência doméstica.

Segundo pessoas próximas já rolava, em conversas de bastidores, as saias justas entre ele e a esposa, e que agora vêm a público, colocando o deputado numa situação delicada e constrangedora perante seus eleitores e a opinião pública. 

Numa nota, o deputado confirma a bronca durante uma discussão partidária, apenas com o sogro, que é ligado a ala esquerda dos sindicatos dos bancários.

Xô, intolerância



segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Pedido de impeachment de Carlos Moisés é encaminhado à Alesc

Notícia crime  se refere ao "aumento de salários de procuradores do Estado..., por meio sigiloso para impedir os órgãos de controle e a sociedade de fiscalizar a ululante ilegalidade". (Foto SCemPauta)

Denúncia, também contra a vice-governadora e um secretário, cita reajuste concedido a procuradores do Estado (Confira a ação)

Por Denis Luciano – 4oito

Está entregue à Assembleia Legislativa (Alesc) um pedido de impeachment do governador Carlos Moisés (PSL), da vice Daniela Reinehr (sem partido) e até o secretário de Estado da Administração, Jorge Tasca, é citado. Autor da denúncia, o defensor público Ralf Guimarães Zimmer Júnior refere "aumento de salários de procuradores do Estado... de forma administrativa, por meio sigiloso para impedir os órgãos de controle e a sociedade de fiscalizar a ululante ilegalidade".

Na denúncia, é mencionado ainda que o secretário Tasca "externou o ato ilícito" no momento em que deu "acordo com o conluio fraudulento" ao determinar o pagamento em folha de benefícios aos citados procuradores.

Ainda conforme o denunciante, a medida do governador contraria decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e gera um impacto de R$ 8 milhões aos cofres do Estado.

Ao justificar o pedido, Ralf Zimmer citou que o crime de responsabilidade do governador e da vice começa quando do envio do pacote de reforma administrativa à Alesc, em 2019. Houve uma emenda que propunha vincular o percentual dos vencimentos dos procuradores da Alesc aos ministros do STF. Houve o veto e, na leitura do denunciante, na ocasião o governador "cravou à sociedade e ao Parlamento que lhe representa que não teria dinheiro para honrar com a emenda proposta".

Dessa decisão, foi pinçada o que o autor da ação chama de "contraditório", já que meses depois o governador teria autorizado uma vinculação que ensejou reajuste aos procuradores, havendo um aumento da renda bruta dos procuradores de R$ 33 mil para R$ 38 mil, "pasmem, estendendo efeitos de decisões judiciais... que cabia a uma diminuta parcela de procuradores a todos os demais, que não lhes cabia".

Como efeito cascata, o autor da denúncia anexa, ainda, o pedido da Associação dos Procuradores de Santa Catarina para que os vinculados à Alesc tenham o mesmo benefício que os ligados ao gabinete do governador.

Até o contracheque dos procuradores do mês de setembro e o de outubro foram fixados na ação, para confirmar o salto nos valores.
O governo do Estado ainda não se manifestou sobre o pedido de impeachment. 

Confira a ação no SCemPauta