sábado, 6 de maio de 2017

Governo quebra Funai e abandona índios

Índios protestam em frente a um Congresso cercado pela polícia durante Acampamento Terra Livre 2017, na semana passada | Mídia Ninja / MNI

do Instituto Socioambiental


Em editorial, o ISA critica a ação deliberada da administração de Michel Temer para desestruturar o órgão e as políticas de proteção aos direitos indígenas

O Diário Oficial da União traz, hoje (5/5), a exoneração de Antônio Fernandes Toninho Costa do cargo de presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai). Não traz a nomeação de um substituto, mas ninguém duvida mais que o próximo a ocupar a função seja alguma ave de rapina.

Isso porque Costa teria se oposto à nomeação de 25 pessoas para cargos de confiança, indicadas pelo PSC - mesmo partido que indicou ele próprio para a presidência do órgão - e por deputados ruralistas anti-indígenas, como Luiz Carlos Heinze (PP-RS), aquele que disse que os índios são "tudo o que não presta". Costa foi a quarta pessoa a ocupar o cargo em um ano de governo Temer.

Ontem, quinta-feira (4/5/), foi confirmado o contingenciamento de 55% dos recursos discricionários da Funai, aqueles destinados ao custeio e investimentos. Este corte é feito sobre um orçamento já completamente depauperado, que se encontrava em patamar de uma década atrás. Nos próximos meses, a Funai vai involuir da paralisia das atividades para o desmantelamento estrutural.

Osmar Serraglio, ocupante do Ministério da Justiça, sabendo da repercussão desastrosa que o desmonte da política indigenista já tem na opinião pública, procurou tirar o corpo fora e atribuir a exoneração de Costa à “coalizão” governista e o corte orçamentário ao Ministério do Planejamento.

Oriundo da bancada ruralista, Serraglio foi relator de uma grave emenda à Constituição, a PEC 215, que não prosperou, mas pretendia transferir para o Congresso a competência do Poder Executivo para dar a última palavra sobre a demarcação das Terras Indígenas, abrir as áreas já demarcadas para a exploração e devastação e anular processos de demarcação já finalizados.

Na quarta-feira (3/5), os ruralistas divulgaram o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Funai e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), elaborado ao gosto da bancada e prolixo em ilações sem comprovação, que traz como recomendação principal a extinção da Funai.

Na segunda-feira (1/5), a imprensa noticiou um massacre promovido por fazendeiros contra os índios Gamela, no Maranhão, deixando 13 feridos, dois deles gravemente, sob o risco de amputação das mãos por cortes de facão.

Todos esses fatos se sucederam, imediatamente, à maior mobilização de índios já vista em Brasília, com quatro mil representantes de duzentos povos, que vieram manifestar a sua repulsa ao retrocesso civilizatório que vive o país e, em especial, às ameaças arquitetadas contra os seus direitos no governo e no Congresso. Os índios foram recebidos com respeito pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas tratados a bombas pelo Legislativo e o Executivo federais.

O presidente exonerado disse à imprensa ter constatado a existência, neste governo, de uma "ditadura ruralista" que impede a Funai de cumprir a sua obrigação legal de proteger e promover os direitos dos povos indígenas. Incluiu Serraglio entre os responsáveis por sua saída, caracterizou-o como anti-indígena e reconheceu que a presença dele no ministério dá cobertura aos que promovem a violência contra índios.

O reiterado desvirtuamento da política indigenista coloca sobre os ombros de Michel Temer uma responsabilidade pessoal e histórica pelas vítimas desse processo.

Inscrições para o Enem 2017 começam hoje


Da Agência Brasil

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2017 começam às 10h desta segunda-feira (8) e terminam às 23h59 do dia 19 de maio, pelo site do Enem. A prova será realizada em dois domingos consecutivos, nos dias 5 e 12 de novembro.

No primeiro domingo, os estudantes farão provas de ciências humanas, linguagens e redação. No segundo, as provas serão de matemática e ciências da natureza.

A taxa de inscrição para o Enem 2017 é de R$ 82, que deve ser paga até o dia 24 de maio. Pelas regras do edital, estão isentos da taxa os estudantes de escolas públicas que concluirão o ensino médio este ano, os participantes de baixa renda que integram o CadÚnico e os que se enquadram na Lei 12.799/2013 que, entre outros critérios, isenta de pagamento aqueles com renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio, ou seja, R$ 1.405,50.


Os resultados das provas poderão ser usados em processos seletivos para vagas no ensino superior público, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para bolsas de estudo em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Secretaria municipal de pesca e a paralisia de sempre

Nem as placas de orientação proibindo ou limitando as áreas de surf e acessos ao mar nesse período foram colocados

Imbituba: a migração das soberanas Mugil Cephalus também conhecidas como Tainhas - espécie de peixe marinho muito apreciado na culinária brasileira” por um período considerado “muito curto” sua captura de arrasto exige o fechamento de áreas de praias a esportes náuticos, especialmente o surf, a tarrafeiros, a pesca submarina nos costões e na saída de lanchas de pesca turísticas, as ditas voadeiras.

Mas somente a proibição da atividade de surf no período da safra da tainha é regulamentada na região de Imbituba.
                                             

As comunidades pesqueiras reclamam que a pesca de mergulho nos costões à noite, pesca com tarrafas na praia e costões e saída de lanchas de turismo no período de safra da tainha espalham os cardumes, não permitindo captura nos arrastões de praia.

Sai safra da tainha entra safra e a secretaria de pesca no município de Imbituba não diz para que foi criada.

Nem as placas de orientação proibindo ou limitando as áreas de surf e acessos ao mar nesse período foram colocados. Mas não é só isso.

A Colônia de pesca também tem sua responsabilidade nessa confusão.Geralmente se omitem. Não pressionam as autoridades da área para organizar melhor esse curto período em que a pesca da tainha movimenta a economia da região.

Até quando! os pescadores serão tratados como cidadãos de 2ª classe.

Até quando! a pesca não será tratada como atividade econômica relevante na região.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Lançado ao espaço satélite brasileiro que será usado para comunicações e defesa

Primeiro satélite geoestacionário brasileiro para defesa e comunicações estratégicas é lançado ao espaço Reprodução/TV NBr

Do EBC

Foi lançado há pouco ao espaço o primeiro satélite geoestacionário brasileiro para defesa e comunicações estratégicas. O lançamento, feito do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, foi acompanhado no Brasil pelo presidente Michel Temer e pelos ministros da Defesa, Raul Jungmann, e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, na sede do VI Comando Aéreo Regional, em Brasília.

A decolagem foi considerada perfeita pelo centro de controles da ArianespaceReprodução/TV NBr

A decolagem foi considerada perfeita pelo centro de controles da Arianespace na Guiana Francesa.

Depois do lançamento do foguete que leva o equipamento ao espaço, haverá um tempo de 28 minutos até a separação do satélite, que levará cerca de 10 dias para chegar à sua posição final.

Depois disso, serão feitos testes por 30 dias. Em meados de junho, o controle operacional do satélite já poderá ser feito pelas Forças Armadas. A banda utilizada para comunicações poderá ser usada a partir de setembro.

Além do satélite brasileiro, foi lançado para o espaço hoje um satélite da Coréia do Sul, também pela empresa lançadora de satélites Arianespace.

Satélite

Satélite brasileiro pesa 5,8 toneladas e tem 5 metros de alturaReprodução/TV NBr

Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o satélite brasileiro ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. A capacidade de operação do satélite é de 18 anos.

O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e envolve investimentos de R$ 2,7 bilhões. O equipamento foi adquirido pela Telebras e será utilizado para comunicações estratégicas do governo e para ampliar a oferta de banda larga no país, especialmente em áreas remotas.


O satélite vai operar nas bandas X e Ka. A primeira é uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a 30% da capacidade total do satélite. Já a banda Ka será usada para comunicações estratégicas do governo e implementação do Plano Nacional de Banda Larga, especialmente em áreas remotas.


quarta-feira, 3 de maio de 2017

CCJ aprova casamento entre pessoas do mesmo sexo

A conversão em casamento da união estável entre pessoas do mesmo sexo já é autorizada por juízes. No entanto, há casos de recusa, fundamentada na inexistência de previsão legal expressa

Projeto altera o Código Civil para reconhecer como família “a união estável entre duas pessoas”, independentemente da orientação sexual. Senadores contrários à mudança anunciam recurso para que proposta vá a plenário antes de seguir para a Câmara.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (3), em turno suplementar, o projeto de lei que reconhece legalmente o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A proposta, que tramita há seis anos, chega agora à sua última fase de tramitação na Casa. O texto já poderia ser enviado diretamente à Câmara, mas deve seguir para o plenário, a pedido de um grupo de senadores contrários à mudança na lei.

Descrição: https://t.dynad.net/pc/?dc=5550003218;ord=1493841373914
Autora do projeto, a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) classificou a aprovação do relatório do senador Roberto Requião (PMDB-PR) como um “avanço muito significativo”. Ela lembrou que, apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter reconhecido, em 2011, a união estável para casais do mesmo sexo, equiparando-os aos heterossexuais, o Código Civil ainda trata como casamento apenas a relação entre um homem e uma mulher. “A aprovação de hoje, na CCJ, com relatório e substitutivo do senador Roberto Requião, prevê justamente essa mudança fundamental no Código Civil, para dispor que o casamento poderá ser entre pessoas”, disse Marta.

A conversão em casamento da união estável entre pessoas do mesmo sexo já é autorizada por juízes. No entanto, há casos de recusa, fundamentada na inexistência de previsão legal expressa. O projeto de lei tem como objetivo eliminar as dificuldades nesses casos, mas não permite o chamado “casamento direto”, em que o casal passa por um processo de habilitação, mas não precisa comprovar união estável.

Resistência declarada
A principal resistência à proposta vem do senador Magno Malta (PR-ES), da bancada evangélica, que anunciou a coleta de assinaturas para levar a discussão ao plenário. Ele chamou o casamento entre pessoas do mesmo sexo de “aberração”. Os senadores Eduardo Amorim (PSDB-SE), Eduardo Lopes (PRB-RJ) e Wilder Morais (PP-GO) também anunciaram voto contrário ao projeto. Eles devem apoiar o recurso para que a proposição, que tramitava em caráter terminativo, ou seja, sem a necessidade de passar pelo plenário, seja submetida a todos os 81 senadores.

O substitutivo havia sido aprovado em primeiro turno no último dia 8 de março.  Atualmente, o Código Civil reconhece como entidade familiar “a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família”. Com o projeto, a lei será alterada para estabelecer como família “a união estável entre duas pessoas”, mantendo o restante do texto do artigo.

De acordo com o substitutivo aprovado, a união estável “poderá converter-se em casamento, mediante requerimento formulado dos companheiros ao oficial do Registro Civil, no qual declarem que não têm impedimentos para casar e indiquem o regime de bens que passam a adotar, dispensada a celebração”.
No relatório que acompanha o substitutivo, Requião lembrou decisão de 2011 do Supremo que reconhece o direito à formalização da união entre casais homossexuais. Ele observou, no entanto, que é responsabilidade do Legislativo adequar a lei em vigor ao entendimento consagrado pelo STF.

Contrário
Contrário à proposta, Magno Malta apresentou emenda ao texto, rejeitada pelo relator por ser considerada equivalente a um substitutivo ou “voto em separado”, o que é vedado na análise em turno suplementar, ou seja, seria antirregimental. Com a emenda que apresentou, Malta pretendia manter o instituto do casamento, no Código Civil, apenas como ato entre um homem e uma mulher.

Para rejeitar a emenda, Requião reafirmou que a interpretação do STF relativa ao dispositivo constitucional sobre o casamento atribui aos pares homossexuais o direito ao casamento civil. Sustentou que esse é o princípio a ser admitido em lei, ainda que o colega senador resista à ideia, com base em “princípios morais que não admitem o casamento homoafetivo”.

Com informações da Agência Senado

terça-feira, 2 de maio de 2017

Ao vivo: STF decide prisão de Dirceu e futuro da Lava Jato


Do Jornal GGN

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga, na sessão desta terça-feira (02), o pedido de habeas corpus que pode libertar o ex-ministro José Dirceu da prisão decretada por Sérgio Moro, da Vara Federal de Curitiba. Preso desde 2015, Dirceu recorre alegando abusos de Moro, e a decisão do Supremo poderá decidir o futuro da Operação Lava Jato.

Isso porque o que se discutirá entre os ministros do Supremo é a validade das prisões por tempo indeterminado ordenadas por Moro, no Paraná. Até o momento, apenas o relator dos processos na última instância, Edson Fachin, votou pela manutenção da prisão de Dirceu.  A jornalista Vera Magalhães (Estadão) apurou, junto a alguns ministros, em off, que a tendência é de vitória de Dirceu no STF.

No mesmo dia em que o ex-ministro deve ter seu recurso julgado pelo STF, os procuradores do Paraná ofereceram mais uma denúncia contra Dirceu, desta vez, acusado de receber propina das empreiteiras Engevix e UTC, entre 2011 e 2014, no valor de R$ 2,4 milhões.

O advogado de Dirceu denunciou que a acusação é requentada, pois as informações foram usadas no primeiro pedido de prisão preventiva contra o ex-ministro.

Sobre a possibilidade aventada de influência dessa nova denúncia no julgamento pela Suprema Corte, o ministro Gilmar Mendes declarou que não haverá nenhum impacto: "Como se a gente... É o rabo abanando o cachorro. Se eles imaginam que vão constranger o Supremo, o Supremo deixava de ser Supremo", disse Gilmar.

Em off, ministros disseram à Jornalista Vera Magalhães que a investida da Lava Jato para intimidar o Supremo perante a opinião pública "não muda nada, mas irrita".

Na semana passada, o Supremo mandou soltar o pecuarista José Carlos Bumlai e o ex-tesoureiro do PP João Carlos Genu. Na decisão, a maioria da 2ª Turma ainda destacou a banalização das prisões preventivas na Lava Jato.


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Alesc, Marcelo Madureira e o Jabá


A Lei da Transparência Pública permitiu que ficássemos sabendo que a Assembleia Legislativa de Santa Catarina pagou a empresa Calu Rosa Festas e Eventos Ltda o valor de R$50.000 mil para que através da mesma, o humorista Marcelo Madureira da TV Globo apresentasse seu show no estado. (Vide doc. acima)

Madureira e a comédia 

Marcelo Madureira frequentemente desfila seu ranço ideológico e intolerância contra Lula e as conquista sociais que permitiram amplas camadas de nossa sociedade um pouco de dignidade.

Causa indignação que a ALESC use dinheiro público com possível dispensa de licitação para executar esse tipo projeto.

Para nós Catarinenses que trabalhamos a vida não é uma comédia.


Fica registrado nosso protesto.

10ª FEIRA CATARINENSE DO LIVRO


A Câmara Catarinense do Livro irá realizar a 9ª Feira Catarinense do Livro, no Largo da Alfândega, Centro Histórico de Florianópolis, no período de 3 a 14 de maio de 2016, das 9 às 20 horas. 

Como chegar


Expositores

Expositor: Clássica Cultural
Cidade: Palhoça - SC
https://www.classicacultural.com.br

Expositor: Unilivros
Cidade: Criciúma - SC
https://www.unilivros.com.br

Expositor: Livraria e Sebo Ousados
Cidade: Curitiba - PR
https://www.facebook.com/sebousados

Expositor: Cirandarte
Cidade: Florianópolis - SC
https://www.facebook.com/cirandartebrinquedos

Expositor: ABC Livraria
Cidade: Palhoça - SC

Expositor: Editora Paulus
Cidade: Florianópolis - SC
https://www.paulus.com.br/portal

Expositor: Livraria Paulinas
Cidade: Curitiba - PR
https://www.paulinas.org.br/portal

Expositor: EducaLiv
Cidade: Joinville
https://www.facebook.com/educaliv

Expositor: Top Livros
Cidade: Balneário Camboriú - SC
https://www.toplivros.com.br

Expositor: Livraria La Fontaine
Cidade: Lages - SC
https://www.facebook.com/Livraria-la-Fontaine

Expositor: Promolivros
Cidade: São Paulo - SP

Expositor: Max Canetas Personalizadas
Cidade: Florianópolis - SC

Fonte cclivro

MST: Feira Nacional da Reforma Agrária tem shows e presença de Mujica



A diversidade da produção de alimentos saudáveis de acampamentos e assentamentos chegarão em toneladas no Parque da Água Branca, na cidade de São Paulo, entre 4 e 7 de maio, na 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária. Para acompanhar essa fartura vinda das roças, a celebração tem que ser à altura: muita música, rodas de capoeira, feira literária, culinária típica das diferentes regiões, teatro e cirandas infantis. Shows e seminários são gratuitos. Pepe Mujica é presença confirmada.

O evento, organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), recebe nomes já consagrados, como Emicida, Tulipa Ruiz, Targino Gondim, Tico Santa Cruz e Chico César. O Palco da Arena e o Palco Culinária da Terra também são espaços abertos a novos expoentes da música popular e independente, das batucadas do samba e do coco à moda de viola, tão popular entre os trabalhadores rurais.

Além das programações de shows nos palcos da 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária, os visitantes são convidados a conhecerem a Feira Literária, espaço de publicações em poesia e prosa, mas que traz também livros de cunho político-filosófico. Culinária da Terra, por sua vez, é uma praça de alimentação no meio da Feira com quitutes de todas as regiões: pato no tucupi, acarajé, arroz carreteiro, galinha com pequi e outras delícias.

“Queremos tornar todo esse espaço colorido, poético, vivo, belo, para trazer à tona essa necessidade de humanização. A cultura popular é ao mesmo tempo a arena e a ferramenta do diálogo entre o campo e a cidade. A feira se torna um grande encontro, um espaço de trocas culturais que mistura arte e política para celebrar a vida, a luta e a diversidade do povo brasileiro", reflete Carla Loop, da coordenação do MST.

"É o encontro da viola, do RAP, do teatro, de fazer samba, poesia e dançar forró para alimentar a necessidade de mudanças e enfrentar os desafios deste momento político que estamos. Portanto reafirmamos o convite para celebrarmos o encontro do campo e da cidade com muita fartura e festividade”, arremata.


A programação político-cultural conta também com seminários. O seminário “Alimentação Saudável – um direito de todos e todas” recebe as palestrantes Bela Gil, Letícia Sabatela, o ex-ministro da saúde Alexandre Padilha, o ex-presidente do Uruguai, José Pepe Mujica e o coordenador do MST, João Pedro Stédile.

Do Portal Vermelho

domingo, 30 de abril de 2017

Arquivo Nacional cria base de dados sobre imigrantes no Rio de Janeiro

Os dados estão disponíveis na internet, em caráter definitivo, no site do Arquivo Nacional.

Alana Gandra - da Agência Brasil

O Arquivo Nacional disponibilizou uma base de dados para consulta sobre 1,3 milhão de imigrantes que desembarcaram no Porto do Rio de Janeiro entre 1875 e 1910.
De acordo com o supervisor de Documentos do Poder Executivo do Arquivo Nacional, Sátiro Nunes, que coordenou o projeto com a professora Ismênia de Lima Martins, da Universidade Federal Fluminense (UFF), o banco de dados representa a transcrição das relações de nomes de passageiros desembarcados no Porto do Rio. Essas listas originais são manuscritas e foram digitalizadas com auxílio de 60 estagiários.

“Facilita o acesso do usuário pesquisador às informações contidas nas relações de passageiros, o que pode propiciar almejar direitos. Com informações do estrangeiro, as pessoas podem pleitear, por exemplo, um processo de dupla cidadania”, disse Nunes. Outras questões, como direitos de propriedade, também podem ser solucionadas por meio dos dados.

Migrações
Além do caráter probatório, o banco de dados tem caráter acadêmico, porque, conforme esclareceu o supervisor, permite fazer o estudo das migrações que povoaram o Brasil do fim do século 19 até o início do século 20. A base de dados foi construída com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Sátiro Nunes afirmou que as informações estavam disponíveis, mas não havia condição de acesso, porque, “não se podia ler o registro original manuscrito do século 19”. Os dados estão disponíveis na internet, em caráter definitivo, no site do Arquivo Nacional.

História
O usuário vai ao menu, pede “consulta a acervos”, clica em “outras bases de dados” e procura entrada de estrangeiros no Porto do Rio de Janeiro, onde encontrará uma descrição do projeto, manual de utilização e a base de dados.

Nunes chamou atenção para a importância do projeto. Segundo ele,  além de conhecer a história dos antepassados, o usuário consegue até reestruturar sua própria história. “Quem é você, em que contexto você se coloca na sociedade”, concluiu.

Foto Wikipedia

Iº de maio - Viva os trabalhadores (as) do Brasil!


O 1º de Maio, Dia do Trabalhador, nasceu para lembrar a natureza histórica destinada a evocar os acontecimentos ocorridos há 131 anos, em Chicago, nos Estados Unidos, – onde se realizou uma jornada de luta pela redução da jornada de trabalho para oito horas, que foi violentamente reprimida pelas autoridades norte-americanas, tendo causado a morte a dezenas de trabalhadores e a condenação à forca quatro dirigentes.

Este ano as Centrais também celebram os 100 anos da 1º Greve de 1917, que parou São Paulo em defesa da liberdade e de aumentos salariais.
As centrais sindicais (CTB, CUT e Intersindical) se preparam para o 1º de Maio da resistência em defesa da aposentadoria dos direitos trabalhistas, compondo a ampla agenda de lutas da classe trabalhadora, desde o avanço de Michel Temer contra os direitos sociais e trabalhistas.

Segundo o presidente da CTB, Adilson Araújo, “O 1º de Maio acontece exatamente três dias após a greve geral do dia 28 que parou o Brasil por 24 horas contra a agenda de retrocesso de Temer”... O mais importante é que o povo já entende o que significa as propostas do governo. A hora é de lutar e seguiremos, diuturnamente, na luta contra qualquer ataque à classe trabalhadora.


Viva os trabalhadores (as) do Brasil!