sábado, 11 de janeiro de 2020

Um Brasil de 154 línguas


Por Jornal GGN

do Jornal da USP Um Brasil de 154 línguas por Caio Santana

Apesar de ser praticamente homogêneo em todo o território nacional, apenas com distinções de sotaques e regionalismos dependendo do local onde é falado, o português praticado no Brasil não é a única língua do país. Além do português oficial, há mais de uma centena de línguas faladas em nosso território. São as línguas indígenas, que correm sérios riscos de desaparecer nos próximos 100 anos, caso siga-se uma tendência: diminuição do número de falantes e com as crianças já abandonando o aprendizado nas comunidades.

Esses riscos não se restringem apenas ao seu desaparecimento. Por serem línguas ágrafas, ou seja, de tradição apenas oral, e não escrita, quando essas línguas morrem também se vão toda uma tradição histórica secular contada oralmente, de geração a geração, de clã para clã. Estima-se que antes...

Beba na Fonte> Blog do Nassif

Como calcular a verdadeira idade do seu cachorro

No primeiro ano de vida, os filhotes crescem tão rapidamente que envelhecem o equivalente a 31 anos humanos. GETTY IMAGES

Por Christian Yates - BBC Future

A suposição é que cada ano que um cão vive é equivalente a sete anos humanos em qualquer estágio da vida do animal. Mas novas pesquisas sugerem que as coisas não são tão simples. E, se olharmos para alguns marcos básicos do desenvolvimento, fica claro o motivo.

Beba na Fonte> BBC Brasil

Veja também> Casos de esporotricose. Todo cuidado é pouco. 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Democracy Now: Trump, Bolsonaro, Steve Bannon e os 10 pilares do neofascismo; vídeo legendado em português

O marqueteiro neofascista de Trump/Bolsonaro e os 10 pilares do neofascismo.

Dois documentários fundamentais para o Brasil e o mundo no momento atual.

Produzidos pelo Democracy Now e legendados em português pelo Centro de Mídia Independente (CMI).

Por Paulo Pimenta - Viomundo

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

União, Governo do Estado, Cia Docas são condenados a pagar R$ 10 milhões por irregularidades trabalhistas no Porto de Imbituba

Qual a decisão do presidente do porto, da Scpar, do governador. Vão pagar ou recorrer? Politicamente como fica o Albert, a Adriana, candidata a prefeita do governador e outros funcionários das docas se não for pago o que devem a Imbituba?  

Justiça Federal do Trabalho condenou a União, o Governo de Santa Catarina e a Companhia Docas de Imbituba em R$ 10 milhões por irregularidades trabalhistas no Porto de Imbituba, no Sul do estado, e condenou por responsabilidade solidária o ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Leônidas Cristino, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e seu diretor, Pedro Brito, e a SC Par Porto de Imbituba e seu diretor, Luiz Rogério Pupo Gonçalves ao pagamento de 30.000,00 (trinta mil reais) para cada empregado do porto.

Sendo que os 10 milhões de reais devem ser destinados às instituições de cuidados de idosos em situação vulnerável, a projetos ambientais em defesa da baleia franca, a projetos de inclusão no trabalho de pessoas com deficiência, a projetos de aprendizagem profissional de adolescentes, todos de Imbituba, em parceria com  o Ministério Público do trabalho e o sindicato dos trabalhadores atingidos. O valor corresponde a indenizações por danos morais individuais e coletivos.

As Irregularidades – A mudança de administração causou a precarização das relações de trabalho, fazendo com que os trabalhadores ficassem sem receber os salários de dezembro de 2012, horas extras, a complementação de aposentadoria, a suspensão do plano de saúde e de gratificações de funções já incorporadas.

Houve ainda a redução do valor do adicional noturno, prática de assédio moral e a coação de empregados antigos para assinatura de contratos a prazo determinados e demissões.

Como frisava o procurador do Trabalho Sandro Eduardo Sardá,“É absolutamente lamentável que os réus somente se preocupem com a situação econômica e financeira da atividade portuária, demonstrando total desrespeito a dignidade daqueles que verdadeira construíram o Porto de Imbituba, que são os trabalhadores”.


Com informações do MP

Retrospectiva 2019: confira as reportagens mais lidas do ano

Retrospectiva 2019 - Parte 1
O ano acaba e chega aquele momento de fazer um balanço de tudo o que aconteceu. Aqui no Sarrafo Atômico não é diferente. 2019 foi um ano cheio de acontecimentos, alguns bons, outros nem tanto. Mas tudo ficou marcado na nossa história - que foi construída com você, que nos acompanha de janeiro a dezembro.

Neste período foram 10.000 mil usuários acessando nosso conteúdo e mais de 5 mil em alcance de publicações, consolidando Sarrafo Atômico como fonte de opinião e informação expressiva dos acontecimentos políticos de Imbituba e região.

Confira aqui quais foram as reportagens mais lidas do ano:



























domingo, 29 de dezembro de 2019

Jesus não morreu pelos “nossos pecados” e sim por enfrentar o sistema

Os Evangelhos são claríssimos: Jesus morreu porque confrontou o Templo, um sistema de dominação e exploração dos pobres. Cruz (detalhe), Igreja do Espírito Santo e de S. Alessandro Mártir, Arquidiocese de Portoviejo, Equador / Arcabas (Jean-Marie Pirot)


Alberto Maggi – Outras Palavras

Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados. Essa é a resposta que normalmente se dá para aqueles que perguntam por que o Filho de Deus terminou seus dias na forma mais infame para um judeu, o patíbulo da cruz, a morte dos amaldiçoados por Deus (Gl 3,13).

Jesus morreu pelos nossos pecados. Não só pelos nossos, mas também por aqueles homens e mulheres que viveram antes dele e, portanto, não o conheceram e, enfim, por toda a humanidade vindoura. Sendo assim, é inevitável que olhando para o crucifixo, com aquele corpo que foi torturado, ferido, riscado de correntes e coágulos de sangue expostos, aqueles pregos que perfuram a carne, aqueles espinhos presos na cabeça de Jesus, qualquer um se sinta culpado … o Filho de Deus acabou no patíbulo pelos nossos pecados! Corre-se o risco de sentimentos de culpa infiltrarem-se como um tóxico nas profundezas da psiquê humana, tornando-se irreversíveis, a ponto de condicionar permanentemente a existência do indivíduo, como bem sabem psicólogos e psiquiatras, que não param de atender pessoas religiosas devastadas por medos e distúrbios.

No entanto, basta ler os Evangelhos para ver que as coisas são diferentes. Jesus foi assassinado pelos interesses da casta sacerdotal no poder, aterrorizada pelo medo de perder o domínio sobre o povo e, sobretudo, de ver desaparecer a riqueza acumulada às custas da fé das pessoas.

A morte de Jesus não se deve apenas a um problema teológico, mas econômico. O Cristo não era um perigo para a teologia (no judaísmo havia muitas correntes espirituais que competiam entre si, mas que eram toleradas pelas autoridades), mas para a economia. O crime pelo qual Jesus foi eliminado foi ter apresentado um Deus completamente diferente daquele imposto pelos líderes religiosos, um Pai que nunca pede a seus filhos, mas que sempre dá.

A próspera economia do templo de Jerusalém, que o tornava o banco mais forte em todo o Oriente Médio, era sustentada pelos impostos, ofertas e, acima de tudo, pelos rituais para obter, mediante pagamento, o perdão de Deus. Era todo um comércio de animais, de peles, de ofertas em dinheiro, frutos, grãos, tudo para a “honra de Deus” e os bolsos dos sacerdotes, nunca saturados: “cães vorazes: desconhecem a saciedade; são pastores sem entendimento; todos seguem seu próprio caminho, cada um procura vantagem própria”  (Is 56, 11).

Quando os escribas, a mais alta autoridade teológica no país, considerando o ensinamento infalível da Lei, vêem Jesus perdoar os pecados a um paralítico, imediatamente sentenciam: “Este homem está blasfemando!” (Mt 9,3). E os blasfemos devem ser mortos imediatamente (Lv 24,11-14). A indignação dos escribas pode parecer uma defesa da ortodoxia, mas na verdade, visa salvaguardar a economia. Para receber o perdão dos pecados, de fato, o pecador tinha que ir ao templo e oferecer aquilo que o tarifário das culpas prescrevia, de acordo com a categoria do pecado, listando detalhadamente quantas cabras, galinhas, pombos ou outras coisas se deveria oferecer em reparação pela ofensa ao Senhor. E Jesus, pelo contrário, perdoa gratuitamente, sem convidar o perdoado a subir ao templo para levar a sua oferta.

“Perdoai e sereis perdoados” (Lc 6,37) é, de fato, o chocante anúncio de Jesus: apenas duas palavras que, no entanto, ameaçaram desestabilizar toda a economia de Jerusalém. Para obter o perdão de Deus, não havia mais necessidade de ir ao templo levando ofertas, nem de submeter-se a ritos de purificação, nada disso. Não, bastava perdoar para ser imediatamente perdoado…

O alarme cresceu, os sumos sacerdotes e escribas, os fariseus e saduceus ficaram todos inquietos, sentiram o chão afundar sob seus pés, até que, em uma reunião dramática do Sinédrio, o mais alto órgão jurídico do país, o sumo sacerdote Caifás tomou a decisão. “Jesus deve ser morto”, e não apenas ele, mas também todos os discípulos porque não era perigoso apenas o Nazareno, mas a sua doutrina, e enquanto houvesse apenas um seguidor capaz de propagá-la, as autoridades não dormiriram tranquilas (“Se deixarmos ele continuar, todos acreditarão nele … “, Jo 11,48). Para convencer o Sinédrio da urgência de eliminar Jesus, Caifás não se referiu a temas teológicos, espirituais; não, o sumo sacerdote conhecia bem os seus, então brutalmente pôs em jogo o que mais estava em seu coração, o interesse: “Não compreendeis que é de vosso interesse que um só homem morra pelo povo e não pereça a nação toda?” (Jo 11,50).

Jesus não morreu pelos nossos pecados, e muito menos por ser essa a vontade de Deus, mas pela ganância da instituição religiosa, capaz de eliminar qualquer um que interfira em seus interesses, até mesmo o Filho de Deus: “Este é o herdeiro: vamos! Matemo-lo e apoderemo-nos da sua herança” (Mt 21,38). O verdadeiro inimigo de Deus não é o pecado, que o Senhor em sua misericórdia sempre consegue apagar, mas o interesse, a conveniência e a cobiça que tornam os homens completamente refratários à ação divina.

* Alberto Maggi, biblista italiano, frade da Ordem dos Servos de Maria, estudou nas Pontíficias Faculdades Teológicas Marianum e Gregoriana de Roma e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. É autor de diversos livros, como A loucura de Deus: o Cristo de João, Nossa Senhora dos heréticos

* Francisco Cornélio, sacerdote e biblista brasileiro, é professor no curso de Teologia da Faculdade Diocesana de Mossoró (RN). Fez seu bacharelado no Ateneo Pontificio Regina Apostolorum, em Roma. Atualmente, está em Roma novamente, para o doutorado no Angelicum (Pontifícia Universidade Santo Tomás de Aquino), onde fez seu mestrado

Edição: Tradução: Francisco Cornélio