terça-feira, 1 de novembro de 2016

Países de língua portuguesa (CPLP) podem aprovar livre circulação de cidadãos

A CPLP é formada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste

A proposta, apresentada por Portugal, foi acolhida por todos os demais integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na reunião que se encerrou nesta terça no Palácio do Itamaraty.

Os países de língua portuguesa vão trabalhar para concretizar, num prazo de até dois anos, um acordo que permita a seus cidadãos residirem, trabalharem e terem portabilidade de direitos sociais. Ou seja, será possível a um brasileiro morar e trabalhar em Portugal, por exemplo.

"A ideia é permitir não apenas a estudante, mas a todo cidadão, circular no espaço da comunidade de países de língua portuguesa", disse nesta terça-feira, 1º de novembro, o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. Ele explicou que será possível residir e trabalhar, mas será necessário discutir situações específicas, e ver a equivalência de títulos acadêmicos e profissionais.

A medida se estende a direitos sociais, como , por exemplo, a previdência. Desta forma, um brasileiro que trabalha em Portugal poderia contar com os anos de trabalho (em qualquer dos países) para a sua aposentadoria global", explicou.

A proposta, apresentada por Portugal, foi acolhida por todos os demais integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na reunião que se encerrou nesta terça no Palácio do Itamaraty. O documento da declaração final do encontro diz que os ministérios envolvidos trabalharão para concretizar esse objetivo até a próxima cúpula, daqui a dois anos, em Cabo Verde. 

A CPLP é formada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

EBC

Termina hoje prazo para prestação de contas eleitorais do primeiro turno

Eleitor poderá saber onde veio os recursos dos candidatos 

Termina hoje (1º) o prazo para os partidos e os candidatos a prefeito, vice e vereador apresentarem as prestações de contas dos gastos feitos no primeiro turno.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que foram recebidos até o momento 119 mil prestações de contas eleitorais, cerca de 20% do total. Nas eleições deste ano, foram gastos R$ 2,7 bilhões em campanhas, de acordo com dados parciais do TSE.

Após apresentados, os dados são tornados públicos, e qualquer interessado tem até o dia 4 de novembro para contestar a prestação de contas de algum candidato ou partido junto à Justiça Eleitoral.

Outro prazo que se encerra nesta terça-feira é o de proclamação oficial dos eleitos, processo pelo qual os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) aprovam o resultado oficial das urnas. Sem isso, os vencedores não podem ser diplomados para assumirem seus cargos.

EBC

Entenda o que é a Lei de Repatriação de Recursos



Por Portal EBC

Terminou, "segunda-feira (31)", o prazo para quem tem dinheiro não declarado no exterior fazer a repatriação dos recursos. A medida "valeu" para pessoas físicas e empresas que desejam resolver as pendências com o fisco e obter desconto na multa. Para isso, é cobrado 15% de imposto de renda e outros 15% de multa.

O que é a repatriação de recursos?
A lei  nº 13.254, sancionada em 13 de janeiro de 2016, pela ex-presidenta Dilma Rousseff, institui o Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (RERCT) e pretende incentivar o envio dos valores, obtidos de forma lícita, de volta ao país. Ela se aplica aos residentes ou domiciliados no país em 31 de dezembro de 2014 que tenham sido ou ainda sejam proprietários ou titulares de ativos, bens ou direitos em períodos anteriores a 31 de dezembro de 2014.

Como vai funcionar a repatriação de recursos?
A lei determina que os ativos no exterior serão regularizados após o pagamento de Imposto de Renda de 15% sobre o saldo, além de multa de igual percentual. Com isso, o custo nominal para a regularização corresponde a 30% do montante mantido de forma irregular no exterior. A partir daí, serão anistiados de crimes como evasão de divisas e sonegação fiscal.

Por que declarar esses bens?
Quem possuir valores em conta, bens ou qualquer tipo de recurso no exterior é obrigado a informar na Declaração de Imposto de Renda que esses recursos existem e estão em outro país. Quando o contribuinte não faz essa declaração, está cometendo um crime. Vem daí a importância da Lei de Repatriação.

Que tipos de crime cometem aqueles que não declaram seus bens em outros países?
Os crimes relacionados à omissão de recursos no exterior podem ser, entre outros, o crime contra a ordem tributária e a evasão de divisas. As punições são avaliadas caso a caso e dependem da gravidade do crime, mas podem levar até mesmo à prisão.

Quais os objetivos da lei?
O governo conta com o dinheiro da repatriação como uma das principais fontes de receita extra para melhorar o resultado fiscal deste ano. A meta para este ano é de um déficit de R$ 170,5 bilhões.

O Ministério da Fazenda informou que a previsão do governo Temer é arrecadar até R$ 50 bilhões com a repatriação de recursos. Até as 17h de quinta-feira (27), segundo o balanço mais recente divulgado pela Receita Federal, a regularização havia rendido R$ 45,8 bilhões ao governo. Já os contribuintes serão beneficiados com redução das multas e perdão de eventual processo criminal movido pelo Estado.

Quais tipos de recursos podem ser repatriados?
A lei prevê que sejam repatriados valores contidos em depósitos bancários, instrumentos financeiros, operações de empréstimo e câmbio, participações societárias, ativos intangíveis, bens imóveis e veículos em geral. A ex-presidenta Dilma Rousseff vetou, no entanto, a soma de joias e obras de arte na conta do que pode ser regularizado.

Quem será beneficiado?
A nova regra vale para pessoas físicas ou jurídicas que tenham transferido ou mantido no exterior valores não declarados, ou atualizados incorretamente, e queiram agora de forma voluntária declarar ou retificar as informações ao governo brasileiro. Serão aceitos valores superiores a R$ 10 mil, registrados até o dia 31 de dezembro de 2014. Os contribuintes que mantiveram recursos inferiores a esse valor estão automaticamente anistiados.

Quais os bens e direitos que podem ser anistiados?
Somente bens e direitos de origem lícita, entendidos como aqueles adquiridos com recursos oriundos de atividades permitidas ou não proibidas pela lei, bem como o objeto, o produto ou o proveito dos crimes anistiados pela lei.

Quem não precisa declarar bens no exterior?
A nova lei define que os contribuintes que mantiveram recursos em valores inferiores a R$ 10 mil estão automaticamente anistiados de quaisquer crimes.

Há alguma outra exceção à regra?
A lei da repatriação prevê a isenção da multa de 15% para ativos de até R$ 10 mil. Nesse caso, a conversão dos valores deve ser feita pela cotação da moeda de referência no dia 31 de dezembro de 2014. O contribuinte, no entanto, ainda tem de pagar o Imposto de Renda sobre o valor.

O que deve conter a declaração?
Deve conter descrição pormenorizada dos recursos, bens e direitos de quem foi titular em 31 de dezembro de 2014, com o respectivo valor em real, ou, no caso de inexistência de saldo ou título de propriedade em 31 de dezembro de 2014, a descrição das condutas praticadas pelo declarante que se enquadrem nos crimes anistiados e dos respectivos bens e recursos que possuiu.

Quem pode ser excluído da anistia?
O contribuinte que apresentar declarações ou documentos falsos relativos à titularidade e à condição jurídica dos recursos, bens ou direitos, ou ainda relativamente aos documentos que comprovam o valor de mercado dos ativos. A Receita Federal informou ainda que não pode optar pelo programa de repatriação de recursos quem tiver sido condenado em ação penal, ainda que a sentença não tenha transitado em julgado.


Confira outras dúvidas no site da Receita Federal.

Onde está Belchior?


"Desaparecido", cantor chega aos 70 anos de vida no mesmo ano em que “Alucinação”, disco que o projetou, completa quatro décadas

Na data em que completa 70 anos, Belchior, um dos compositores que ajudou a propagar a música nordestina pelas vias do que chamaríamos de Música Popular Brasileira (MPB), é lembrado cada vez mais não só por suas canções “que de uma forma ou de outra estão no coração e na cabeça de muita gente”, como gostava de ressaltar nas entrevistas, mas também por sua ausência dos palcos, das rádios e da mídia em geral.

O artista deixou de fazer shows entre 2007 e 2008, e sua última entrevista para um veículo de imprensa foi concedida em 2009. Desde então, não se teve mais notícias do artista e a pergunta “Onde está Belchior?” tem ecoado em diferentes cantos do país, verbalmente ou escrita em muros e páginas nas mídias sociais, geralmente acompanhada da silhueta característica do músico.

Os 70 anos de Belchior coincidem com o ano que em que “Alucinação”, disco que o projetou, completa 40 anos. Para homenagear o artista, o Portal EBC resgatou entrevistas para rádio e televisão onde Belchior fala de sua vida e obra em diferentes momentos da carreira.

Onde está Belchior?

A pergunta não é exatamente nova, mas ganhou força devido ao maior a hiato da presença do artista junto ao seu público desde 1965, quando começou a se apresentar em festivais de música no Nordeste. Em uma entrevista concedida em 1987 para o programa Terça Especial, da Rádio Nacional FM do Rio, a apresentadora Geisa Herrera repassa ao cantor a pergunta que chegava com frequência dos ouvintes da Rádio: “Onde anda Belchior?”

Realmente, essa pergunta tem me sido feita com uma frequência incrível nos mais diversos lugares. Veja que eu já estou dando a dica de que essa pergunta tem sido feita em lugares diferentes onde eu estou”, brinca.

"Alucinação" - O momento decisivo que o projetaria nacionalmente como compositor



Em 1976, durante a escolha das músicas para o repertório do show “Falso Brilhante”, de Elis Regina, uma fita K7 com canções de Belchior e o telefone do músico chegou às mãos da cantora. Ela havia chamado para trabalhar no show o jovem produtor Marco Mazzola. Com 28 anos, ele acabara de trabalhar em discos de Raul Seixas, Jorge Ben e Gilberto Gil. Um dia ela chamou Mazzola para ouvir aquelas canções e “Velha Roupa Colorida” e “Como Nossos Pais” foram escolhidas para o repertório do show e do disco de Elis que seria lançado posteriormente.

 “Ela me mostrou, fiquei escutando e falei 'mas essas músicas são muito boas'. Aí ela falou que 'cê acha?', me mostrou “Velha roupa colorida” e “Como nossos pais”, e eu falei 'o cara só tem música muito boa'”, lembra Mazzola.

Matéria completa - http://www.ebc.com.br/especiais/belchior-70-anos


Nova política da Petrobras provoca aumento no preço do gás de cozinha


Do Jornal GGN

A Petrobras anunciou uma nova política de preços do combustível para as distribuidoras de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha. Com a mudança, haverá aumento de até 4% para as distribuidoras.

A elevação no preço vai depender do tipo de contrato e também da região da distribuidora de gás.

A nova política é anunciada duas semanas depois que a estatal reduziu os valores da gasolina e do diesel nas refinarias. Entretanto, a diminuição de preço destes combustíveis não chegou aos postos de combustíveis.

Na média nacional, a gasolina ficou 0,41% acima do valor cobrado uma semana antes da queda dos preços nas refinarias.

O aumento do GLP é resultado de alterações nos contratos de venda do gás da Petrobras para as distribuidoras. Agora, serão incluídas taxas de uso da infraestrutura da estatal, como nos casos das empresas que usam tanques de armazenagem da Petrobras.

Os preços entram em vigor nesta terça (1) e deverão ter maior impacto no Nordeste. De acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), um botijão de 13 quijos tem o preço médio de R$ 53,76 na região. Com 4% de aumento, cada botijão deve ficar mais de R$ 2 mais caro.

Alexandre Borajili, presidente da  Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, criticou o aumento, dizendo que ele foi feito de “forma irresponsável” e sem as “devidas explicações”.


A Petrobras justificou afirmando que os novos contratos refletem mudanças na composição de preços de logística. Na estimativa da estatal, o repasse não vai passar de R$ 0,20 por botijão de 13 quilos.

Anistia para quem fez caixa dois ameaça a sorte da Lava-Jato

 ..."que poderá acontecer se o distinto público (todos nós) não se rebelar contra"

Por Ricardo Noblat

Logo mais, em Brasília, no anexo 2 do prédio da Câmara, sala 165-B, um grupo de deputados se reunirá para discutir o projeto de lei 4850/16 que trata de medidas de combate à corrupção.

O relator da comissão especial da Câmara que analisa as medidas é o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Foi ele que marcou a reunião que será restrita a deputados interessados no assunto.

Da última vez que falou a respeito, em 10 de outubro, Lorenzoni fez um balanço parcial dos pontos que deverão constar do seu parecer final a ser divulgado ainda este mês.

Adiantou que acatará a transformação da corrupção em crime hediondo, a criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos e a criminalização do caixa dois em campanhas eleitorais.

É neste último ponto que mora o problema. Por “criminalização do caixa dois em campanhas eleitorais”, entenda-se: anistia para os políticos que se valeram de dinheiro ilegal para se eleger.

Dinheiro ilegal – ou caixa dois – é todo aquele que não foi declarado à Justiça nem pelos que o receberam muito menos pelos que o doaram.

Ao criminalizar o caixa dois daqui para frente, os que defendem tal medida querem dizer que os que eventuais acusados de terem usado antes o caixa dois não cometeram crime algum.

Lei não pode retroagir para punir ninguém. Bola pra frente. Na prática, isso significaria acabar com a Lava-Jato ou livrar dela boa parte dos que já foram acusados de caixa dois e dos que serão já, já.

A ideia nasceu nos porões da Federação das Indústrias de São Paulo, foi abençoada por outras entidades patronais e chegou à Câmara como um esboço de projeto de lei.

Por pouco o projeto não foi aprovado em uma sessão da Câmara que não fora convocada para isso. A aprovação seria simbólica. Quer dizer: dispensaria a votação nominal.

A manobra, apoiada por todos os líderes de partidos que faltaram à sessão, esbarrou na gritaria de um grupo de deputados comandado por Miro Teixeira (REDE-RJ).

Na ocasião, Beto Mansur (PRB-SP), empresário, segundo vice-presidente da Câmara, que presidia a sessão, alegou que tinha posto o projeto em votação, mas que não conhecia seu conteúdo.

A essa altura, deve conhecer. Quem no Congresso se beneficiou de caixa dois torce por sua aprovação. O problema é que ninguém gostaria de se expor por conta disso, embora a tentação seja grande.

Anistiar o uso passado de caixa dois é uma das ideias mais inescrupulosas que já passou pelo Congresso. Seria uma anistia concedida por muitos criminosos a eles próprios. Onde já se viu?


Mas é o que se trama. E o que poderá acontecer se o distinto público (todos nós) não se rebelar contra.

A partir de hoje (1º), condutor de moto cinquentinha terá que ter carteira na categoria A


A partir desta terca-feira (1º), os motoristas de moto cinquentinha, motos com até 50 cilindradas de potência, terão que ter carteira nacional de habilitação na categoria A para continuar pilotando este veículo. A determinação é do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).


Quem for pego descumprindo a lei cometerá infração gravíssima com multa agravada, que é quando se multiplica por três o valor cobrado pela violação.

O veículo poderá ser apreendido, e o valor da multa poderá chegar a R$ 880.

EBC