terça-feira, 8 de novembro de 2016

Nota da CNBB sobre a PEC 241/55

“Não fazer os pobres participar dos próprios bens é roubá-los e tirar-lhes a vida.”
 (São João Crisóstomo, século IV)

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta quinta-feira, dia 27 de outubro, durante entrevista coletiva à imprensa, a Nota da CNBB sobre a Proposta de Emenda Constitucional 241/55 (PEC 241), que estabelece um teto para os gastos públicos para os próximos vinte anos. O texto foi aprovado pelo Conselho Permanente da entidade, reunido, em Brasília, entre os dias 25 e 27 deste mês.
Na nota, a entidade afirma que continuará buscando uma solução que garanta o direito de todos

Leia o texto na íntegra:

NOTA DA CNBB SOBRE A PEC 241/55

“Não fazer os pobres participar dos próprios bens é roubá-los e tirar-lhes a vida.”
 (São João Crisóstomo, século IV)

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, dos dias 25 a 27 de outubro de 2016, manifesta sua posição a respeito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, de autoria do Poder Executivo que, após ter sido aprovada na Câmara Federal, segue para tramitação no Senado Federal.

Apresentada como fórmula para alcançar o equilíbrio dos gastos públicos, a PEC 241/55 limita, a partir de 2017, as despesas primárias do Estado – educação, saúde, infraestrutura, segurança, funcionalismo e outros – criando um teto para essas mesmas despesas, a ser aplicado nos próximos vinte anos. Significa, na prática, que nenhum aumento real de investimento nas áreas primárias poderá ser feito durante duas décadas. No entanto, ela não menciona nenhum teto para despesas financeiras, como, por exemplo, o pagamento dos juros da dívida pública. Por que esse tratamento diferenciado? 

A PEC 241/55 é injusta e seletiva. Ela elege, para pagar a conta do descontrole dos gastos, os trabalhadores e os pobres, ou seja, aqueles que mais precisam do Estado para que seus direitos constitucionais sejam garantidos. Além disso, beneficia os detentores do capital financeiro, quando não coloca teto para o pagamento de juros, não taxa grandes fortunas e não propõe auditar a dívida pública.

A PEC 241/55 supervaloriza o mercado em detrimento do Estado. “O dinheiro deve servir e não governar! ” (Evangelii Gaudium, 58). Diante do risco de uma idolatria do mercado, a Doutrina Social da Igreja ressalta o limite e a incapacidade do mesmo em satisfazer as necessidades humanas que, por sua natureza, não são e não podem ser simples mercadorias (cf. Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 349). 

A PEC 241/55 afronta a Constituição Cidadã de 1988. Ao tratar dos artigos 198 e 212, que garantem um limite mínimo de investimento nas áreas de saúde e educação, ela desconsidera a ordem constitucional. A partir de 2018, o montante assegurado para estas áreas terá um novo critério de correção que será a inflação e não mais a receita corrente líquida, como prescreve a Constituição Federal.

É possível reverter o caminho de aprovação dessa PEC, que precisa ser debatida de forma ampla e democrática. A mobilização popular e a sociedade civil organizada são fundamentais para superação da crise econômica e política. Pesa, neste momento, sobre o Senado Federal, a responsabilidade de dialogar amplamente com a sociedade a respeito das consequências da PEC 241/55.

A CNBB continuará acompanhando esse processo, colocando-se à disposição para a busca de uma solução que garanta o direito de todos e não onere os mais pobres.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, continue intercedendo pelo povo brasileiro. Deus nos abençoe!

Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB


Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Novembro Azul: mitos e verdades sobre o câncer de próstata

Novembro Azul é o nome da campanha que conscientiza os homens para o câncer de próstata

Radios EBC recebe em seu programa falando francamente o Dr. José Henrique Felipe e o assunto foi o câncer de próstata.

A prostáta é uma glândula que só o homem tem e fica embaixo da bexiga. O câncer de próstata é o mais prevalente no homem com um pouco mais de idade. Existem muitos mitos sobre a doença e o médico José Henrique tentou desmitificar essas dúvidas nessa entrevista. Uma delas foi que homens negros precisam ter mais cuidado e começar a prevenção mais cedo. O tratamento do câncer pode causar impotência não é a regra, mas pode acontecer. As formas que existem para avaliar a próstata são o toque retal e exame de sangue chamado PSA. A prevenção deve ser feita com o médico urologista anualmente a partir dos 40 anos.


Ouça a entrevista do médico urologista José Henrique Felipe 

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Azul realizará, hoje voo inaugural no Aeroporto Regional Sul

Será nesta quinta-feira, às 13h50min. A nova operação contará com dois voos diários e será realizada com aeronaves Airbus modelo A319, cuja capacidade total é de 144 passageiros (Foto Azul)

A partir de hoje o Aeroporto Regional Sul Humberto Bortoluzzi, em Jaguaruna, terá mais opções de voos. A nova operação da Azul Linhas Aéreas inicia com o voo inaugural marcado para as 13h30min. Com aeronaves Airbus modelo A319 de 144 assentos, a linha vai conectar Jaguaruna com o aeroporto de Viracopos, em Campinas, São Paulo.

A nova operação contará com dois voos diários e será realizada com . Os voos devem também representar aumento nas opções de destinos, já que a companhia oferece mais de 55 opções de ligações a partir de Campinas, para onde voarão as aeronaves com origem em Jaguaruna.

Ontem à tarde, em Florianópolis, lideranças do sul participaram de uma audiência com o secretário de infraestrutura José Carlos Ecker, que repassou informações importantes sobre as mudanças de operação no Aeroporto Regional.

O aeroporto contará com três voos para São Paulo. Além do oferecido atualmente pela TAM às 13h30min, a empresa Azul também passará a operar com duas opções diárias para Campinas. “A vinda da Azul é a consolidação do sul do estado como um dos caminhos de voo, já que esse aeroporto foi idealizado para atender as demandas da região”, afirma o secretário de infraestrutura.

Atualmente, a Latam (anteriormente TAM) mantém voos todos os dias da semana no aeroporto, com exceção das quartas-feiras, com o itinerário S. Paulo-Jaguaruna-S. Paulo.


Estado estuda ampliação e construção do terminal de cargas.

O secretário de infraestrutura do estado, João Carlos Ecker, ressalta que o Aeroporto Regional foi projetado para ser um dos maiores do sul do país. A primeira etapa está concluída com a operação de voos. Ecker enfatiza que já iniciam os estudos para a próxima etapa que prevê a ampliação da estrutura e a construção do terminal de cargas. 

Para isso será necessário o alargamento de pista de 30 para 45 metros e a extensão de 2,5 para 3,5 metros. “Iniciamos ano passado com a Tam que opera muito bem, e agora a Azul transfere seus voos menores de Forquilhinha para voos maiores em Jaguaruna oferecendo mais conforto e segurança. Continuamos os projetos para ampliação do aeroporto”, destaca.

Novos horários

Segunda a sexta
São Paulo (Viracopos): 12h30min / Jaguaruna: 14h

Domingo a sexta
São Paulo (Viracopos): 21h30min / Jaguaruna: 23h

Segunda a sábado
Jaguaruna: 6h20min / São Paulo (Viracopos): 7h40min

Segunda a sexta
Jaguaruna: 14h30min / São Paulo (Viracopos): 15h50min


Fonte Jornal Notisul

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Como a Ministra Carmen Lúcia impediu medicamentos mais baratos

Ministra Carmen Lúcia com a ADIN no gaveta

Por Luis Nassif do Jornal GGN  

Para a medicina, a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal),  Ministra Carmen Lucia, seria um placebo – uma substância sem propriedades farmacológicas destinada unicamente a impressionar os pacientes.

A Ministra é o maior exemplo desses tempos de superficialidade das redes sociais, das pessoas que exercitam o senso comum, o jogo de cena exclusivamente para obter aprovação do botão “curtir”, sem nenhuma preocupação com aspectos mais profundos dos temas tratados. E se está falando da presidente da mais alta corte nacional.

Ontem, Carmen Lúcia cometeu mais um de seus momentos Facebook.

Analisando a questão dos remédios adquiridos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) através de ações judiciais individuais, a popular Carmen Lucia declarou: “A dor tem pressa”. Disse mais:
“Eu sou juíza, não sou ministra da Fazenda. (ganhou um curtir) Não desconheço a responsabilidade dele. Eu não sou ministra da Saúde (mais dois curtir). Eu sou juíza, eu tenho a Constituição, que diz que é garantido o direito à saúde. Eu estudo que a medicina pode oferecer uma alternativa para essa pessoa viver com dignidade (ganhou mais cinco curtir)” (http://migre.me/vrDnL).

Fantástica humanista, uma iluminista, defensora da Constituição, dos brasileiros que necessitam de medicamentos:
“Há uma democratização da sociedade brasileira. O cidadão brasileiro que morria até pelo menos a década de 1980, antes dessa Constituição, não sabia que ele tinha direito à saúde, que podia reivindicar. Hoje ele sabe e vai à luta, porque a democracia voltou ao Brasil. Graças a Deus!”

Em relação às sentenças obrigando o SUS a adquirir medicamentos, há um conjunto de pontos a serem discutidos, mas que a Ministra passa ao largo.

O primeiro, o alto custo das sentenças, cerca de R$ 7 bilhões, desviando recursos de outros programas do SUS.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) trabalha com protocolos, que definem os tipos de doença e os medicamentos e tratamentos adequados. Os remédios não estão na lista de medicamentos autorizados. Portanto, são  sentenças de tribunais não especializados em medicina obrigando o SUS a adquirir remédios que não fazem parte dos protocolos da Anvisa. O que traz a desconfiança de que, em alguns casos, médicos e laboratórios possam se associar para criar demandas para produtos sofisticados e de uso não comprovado.

Os grandes sanitaristas brasileiros – de Adib Jatene a todos os demais Ministros da Saúde – desde sempre alertaram que muitas das sofisticações médicas, em equipamentos ou medicamentos, são incompatíveis com a realidade brasileira, criando uma demanda pouco realista sem análise correta da relação custo-benefício.

Mas os laboratórios ganham!

O que seria uma política de saúde responsável? Por exemplo, uma ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) que questionasse a Lei de Propriedade Industrial quando garante o monopólio a produtos e medicamentos já de domínio público, os chamados pipeline.

Com a criação da OMC (Organização Mundial do Comércio) houve a assinatura do Acordo TRIPS, para regular a propriedade intelectual. Em pleno governo FHC, o Brasil ofereceu muito mais do que o previsto no acordo: incluiu na proteção as chamadas patentes pipeline, um sistema temporário para campos tecnológicos não reconhecidos anteriormente. Entre eles, vários medicamentos essenciais para a saúde pública.

Artigo da USP (http://migre.me/vrDKy) de julho/outubro de 2010 estimou os custos adicionais para o Brasil por medicamentos de AIDS, sem contrapartida do aumento do investimento em P&D.
Em 26 de fevereiro de 2010, a Procurador Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo um ADIN assinada pela vice-procuradora Geral da República Deborah Duprat e pelo PGR Roberto Gurgel.

A ADIN esmiúça a função e o papel das patentes. Explica que o direito fundamental não é do inventor, que tem apenas direitos de natureza patrimonial, mas da coletividade. É o requisito da novidade que compatibiliza os direitos dos inventores com os da coletividade.

A ADIN afirmava que as patentes pipeline seria inconstitucionais “exatamente por permitirem o monopólio de produtos e medicamentos que já estariam em domínio público, integrando o patrimônio comum da sociedade, sem que apresentasse, assim, o requisito da novidade”.

A ADIN caiu na relatoria da Ministra Carmen Lúcia. Até hoje não saiu de sua gaveta. “Graças a Deus!”, diriam não os doentes, mas as multinacionais farmacêuticas. 


Por decreto, governo Temer-PSDB vai tirar 1,5 bilhões dos pescadores artesanais

Na estação onde a pesca é proibida os pescadores agora vão passar fome

O governo deve soltar na semana que vem o decreto que vai endurecer as regras para concessão do seguro-defeso, o auxílio pago aos pescadores artesanais nos períodos em que a atividade fica proibida. Estima-se reduzir à metade os cerca de R$ 3 bilhões gastos por ano com a medida. O benefício só será concedido agora onde houver interdição total da pesca. Para evitar fraudes, será criada uma lista com as categorias de pescadores que não estão autorizadas a participar do programa.

O novo decreto também permitirá que o Ministério da Agricultura realize, a qualquer momento, cruzamento das informações do beneficiário com outros bancos de dados do governo para determinar se os pagamentos devem continuar.

Como o número de benefícios pagos deve ser reduzido, o governo já se prepara para a enxurrada de reclamações e críticas das associações de pescadores.

Fonte Plantão Brasil

CGU aponta ilegalidades na merenda escolar de SC

Por Sérgio Rubin do Cangablog

Auditoria do órgão federal identificou pagamentos ilegais, falta de controle no fornecimento da alimentação, uma série de irregularidades nas licitações que previam a aplicação dos recursos do Programa de Apoio à Alimentação Escolar, além falta de estrutura nas escolas inspecionadas.

do FAROL 

  Nos ano de 2014 e 2015, cerca de 580 mil alunos da rede estadual de educação de Santa Catarina precisaram receber alimentação nas suas unidades de ensino. Neste período, o governo federal repassou à Secretaria de Educação do Estado R$ 75,6 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que, segundo o órgão, deveriam ser aplicado exclusivamente na aquisição de gêneros alimentícios.

  No entanto, o relatório de fiscalização da Controladoria Geral da União (CGU), concluído em abril deste ano, apontou uma série de irregularidades na aplicação do dinheiro, como pagamentos ilegais às empresas terceirizadas, falta de controle sobre as quantidades faturadas nas notas fiscais e descumprimento nos editais de licitação para contratação de empresas terceirizadas.
   A auditoria constatou também instalações em condições inadequadas para armazenamento dos alimentos. As mesmas irregularidades já haviam sido apontadas pelo Ministério da Educação em 2013.
   
  Segundo o relatório da CGU, dos R$ 75.671.740,00 repassados através do Programa  Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) nos anos de 2014 e 2015 —de um total de R$ 216 milhões pagos às empresas Risotolândia e Nutriplus— R$  62.400.586,87 foram utilizados “indevidamente”. As mesmas duas empresas ainda receberam mais de R$ 3 milhões (R$ 3.342.877,53) por serviços não previstos nos contratos, segundo a auditoria.
  
 O sistema de alimentação escolar de Santa Catarina está distribuído em sete lotes divididos nas 36 Gerencias Regionais de Educação (Gereds). No exercício de 2014, a empresa Risotolândia foi responsável pelo fornecimento de merenda no lote 1 (grande Florianópolis), lote 3 (Gereds de Laguna, Tubarão, Araranguá, Criciúma e Braço do Norte) e lote 5 (Gereds de Blumenau, Itajaí, Timbó e Brusque), enquanto a empresa Nutriplus ficou responsável pelo fornecimento referente  aos  lotes 2 e 6 do Pregão Presencial nº 20/2014 e aos lotes 4 e 7 do Pregão Presencial nº 57/2014.
Nos três lotes de responsabilidade da empresa Risotolândia no ano de 2014, segundo dados extraídos do sistema “Alimentação” da Secretaria de Educação de Santa Catarina —utilizado como base para os pagamentos  às empresas  terceirizadas—, foram fornecidas 27.426.228  refeições que deveriam ter totalizado R$  57.235.314,00. No entanto, conforme relação de  notas fiscais faturadas pela empresa e analisadas pelos técnicos da CGU, a merenda custou R$ 59.915.978,49, um valor R$ 2,6 milhões superior ao que de fato foi fornecido.
   
Leia reportagem completa. Beba na fonte.

Sobre a criminalização do MST e reportagens encomendadas


Jornal GGN – Os dirigentes do MST tomaram conhecimento de que o Fantástico estaria preparando uma grande reportagem contra os trabalhadores sem terra. Segundo apuraram a reportagem usaria as prisões do Paraná e o enquadramento do movimento como organização criminosa para estimular a criação de uma CPI na próxima semana. Com estas informações em mãos, o coletivo de Direitos Humanos do MST preparou uma nota e pediu ampla divulgação para tentar minimizar os estragos que tal reportagem poderia fazer aos movimentos sociais como o MST.

Leia a nota abaixo.

Nota MST

Em relação às ações da Polícia Civil do estado do Paraná no âmbito da denominada “Operação Castra” em Quedas do Iguaçu no dia 04/11/2016, os advogados do caso esclarecem:*

1 - O MST é um movimento social popular legítimo, conforme afirmado pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento realizado no dia 18/10/2016. Todos os cidadãos brasileiros têm o direito de organização e de reunião, inclusive para lutar pela Reforma Agrária, bem como para que as propriedades rurais e urbanas do país cumpram sua função social. É ilegal e abusivo utilizar da Lei n. 12.850/13 (Lei de organizações criminosas)  pelo simples fato de pessoas serem militantes do MST.

2 - Embora os autos dos Inquéritos ainda não estejam disponíveis para a equipe de advogados, da análise dos documentos a que foi possível acesso, constata-se que as armas apreendidas no âmbito da Operação Castra pertencem à EVALDO DE AZEVEDO, que foi preso dias antes, noutra operação, e não guarda nenhuma relação com o Movimento Sem Terra ou com o Acampamento Dom Tomás Balduíno.

3 – A tentativa de criminalização do MST na região de Quedas do Iguaçu ocorre há anos devido ao grande número de conflitos decorrentes da grilagem de terras na região. Desde maio de 2014 aproximadamente 3 (três) mil famílias ocupam áreas da União griladas ilegalmente pela empresa ARAUPEL. A Justiça Federal declarou que as terras pertencem à União e que devem ser destinadas às famílias que aguardam pela Reforma Agrária.

4 – O judiciário de Quedas do Iguaçu e a Polícia Civil do Paraná têm agido de forma parcial para criminalizar a luta social na região. Em abril deste ano dois trabalhadores rurais foram assassinados Polícia Militar quando estavam dentro do acampamento do MST, e até o presente momento ninguém foi denunciado por tais crimes.

5 - As ilegalidades cometidas no curso da Operação Castra são graves e flagrantes. São7 injustificáveis os abusos policiais praticados na Escola Nacional Florestan Fernandes - ENFF, em São Paulo, na qual, Policiais Civis do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos – GARRA, não identificados, sem mandado judicial, invadiram a sede da escola disparando armas de fogo com armamento letal e proferindo ameaças de todas as ordens, inclusive de morte aos estudantes, professores e trabalhadores presentes. Na ocasião a cantora Guê Oliveira e o bibliotecário Ronaldo Valença, de 64 anos, que possui Mal de Parkinson, foram presos e agredidos pela Polícia sem qualquer motivo.

6 – As ações e recursos cabíveis já estão sendo elaborados para revogação das prisões arbitrárias e denúncia das ilegalidades cometidas.

Giane Alvares, Juvelino Strozake, Luciana Pivato , Diego Vedovatto e Paulo Freire.


São Paulo (SP), 06 de novembro de 2016.”.