terça-feira, 27 de março de 2018

CONSULTA DO SENADO SOBRE VENDA DO AQUÍFERO GUARANI: 99,1% votou não

De autoria do Senador Tasso Jereissati, dono da Coca-Cola no Brasil, a PLS 495/2017, que prevê a criação do mercado de águas no Brasil, abrindo caminho para a privatização de todos os mananciais, incluindo o Aquífero Guarani em todas as suas formas fracionadas, teve consulta pública no Senado, concluída. 

O resultado não poderia ser mais contundente, em relação ao que pensa os brasileiros, 99,1% votou não. 

Com 68.782 votos NÃO e apenas 627 votos SIM.

Saiba mais sobre como está sendo efetuada a privatização do Aquífero Guarani, desfalcando no bojo de todos os mananciais brasileiros, leia “VENDA” DO AQUÍFERO GUARANI – COMO A PLS 495/17 DISFARÇA A PRIVATIZAÇÃO CRIANDO “MERCADO” DE ÁGUA: Senado mantém consulta aberta.


Uma das maiores reservas de água potável do mundo, o Aquífero Guarani está a venda pelo governo ilegítimo de Michel de Temer. Os protagonistas dessa operação é a Nestle e a Coca-cola, que se reuniu com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia. Ao que parece, é preciso garantir que Lula não seja eleito, de forma nenhuma, já que a operação de privatização das águas brasileiras é uma das maiores operações econômicas e estratégicas do mundo. 



O aquífero guarani afeta não só o Brasil, mas países vizinhos e a sua exploração indiscriminada por empresas privadas configura o um verdadeiro crime contra o povo brasileiro, já que essas águas subterrâneas são uma reserva estratégica para o futuro da humanidade. Privatizar as águas brasileiras é acabar com a soberania.

Com informações de Apostagem

"Não confio em parte do Judiciário", diz desembargador aposentado Lédio Rosa de Andrade

Entrevista : Desembargador aposentado Lédio Rosa de Andrade (Foto divulgação)

*Por Renato Igor, interino coluna do Moacir Pereira NSC

Nascido em Tubarão, aposentado no mês passado após 35 anos de magistratura, o ex-desembargador Lédio Rosa de Andrade, que ingressou sábado no PT, começou a vida partidária com discurso forte: criticou o juiz Sergio Moro, não escondeu os erros do PT e diz que a prioridade em Santa Catarina tem que ser a ética.

Por que o senhor se filiou ao PT?

Sempre tive uma veia politica. Em 35 anos magistratura sempre fiz política, nunca partidária, evidentemente. E quando pensava em me aposentar, por essas coisas da vida, aconteceu. Minha filha foi fazer uma cirurgia com o médico Ricardo Baratieri, marcamos um café, conversamos sobre a cirurgia, eu tava muito preocupado. Ele me tranquilizou e me convidou pra entrar no partido e concorrer a deputado. Logo depois o presidente do partido, Décio  Lima, me ligou, marcamos uma janta e decidi entrar. Eu sei da crise ética que todos partidos passam, e o PT também está envolvido, começando com a condenação do seu líder, que é o Lula.

Mas por que o PT?

Aí é que está o cerne da questão. A minha história de vida não me leva a um partido de direita. A forma como penso economia e as relações sociais me apontam do centro pra esquerda e não do centro pra direita. O PT foi o único que me convidou e desde o suicídio do meu amigo reitor Luiz Carlos Cancellier eu venho fazendo uma discussão profunda dos absurdos que vêm ocorrendo dentro do Judiciário. No Judiciário existe gente muito boa, mas existem juízes que estão destruindo o estado democrático de direito e usando politicamente o Judiciário em benefício próprio, em benefício de causas que a gente nem sabe quais são. Hoje, vejo muita gente falar. O Brasil está radicalizado, contra Lula e a favor de Lula, nesse maniqueísmo. Sobre a condenação do Lula, vejo pouca gente ler o processo e ver se tem prova suficiente para condená-lo daquilo que estão acusando ele. A leitura que eu faço é que esse processo está nesse rolo compressor dessa ala do Judiciário e MP e polícia que não respeita os princípios constitucionais. E todos nós, que hoje aplaudimos uma condenação apressada, muito cedo iremos nos arrepender. Não há nada pior do que um país em que o direito não respeita as pessoas. Eu ponderei muito, decidi aceitar. Porque se eu não fizer política, alguém vai fazer. Então eu tenho que fazer junto, não posso me omitir.

O senhor será candidato ao governo?

O PT me convidou pra ser candidato a governador. Eu disse que quero entrar pra fazer algo diferente. Se eu entro na política discutindo cargo, eu já entro fazendo tudo igual a todos. Não quero entrar no PT pra receber um cargo a ser disputado. Vou começar a me movimentar, participar de reuniões, me aproximar. Vou conversar e vou deixar essa discussão pra um segundo momento. Se for pra ser governador será, se for pra senador, será, se não for pra nada, tudo bem. Eu quero construir algo. Não sei se os militantes do PT querem. Será que há espaço pra mim nessa política do jeito que eu penso? Eu quero ver isso primeiro pra depois decidir.

O PT não fez exatamente aquilo que sempre criticou?

As alianças, a corrupção, tesoureiros presos. O PT não se afastou de suas origens? Estou entrando pra fazer uma política diferente desse passado. Eu não quero fazer política desse tipo. O PT fez muita coisa errada. Mas também, pra quem analisa com calma e racionalidade, principalmente nos dois governos Lula, houve avanço social impressionante. E diminuição da pobreza. Nem tudo está certo e nem errado. Houve, sim, grandes erros, que eu não faria nunca. Eu entro dizendo que esse tipo de aliança eu não faço. A corrupção, não é questão de defender o PT porque fizeram coisa errada, mas saiu o ranking dos partidos em corrupção por parlamentar. O maior não é o PT. Na Petrobras, a maioria dos cargos era do PMDB, não era do PT - o que não justifica o que o PT fez. O que não entendo é porque se crucifica só o PT como "o corrupto" e os outros não? No Brasil, só não está envolvido com corrupção o partido que ainda não esteve no poder. A corrupção é um fenômeno nacional, não um fenômeno partidário do PT e que tem que ser combatido com muita força.

O PT deveria afastar quem foi condenado?

Essa é uma questão do conselho de ética, que não conheço, as normativas internas de como funciona. Creio que precisa diferenciar várias coisas; no caso de Lula, o PT tem certeza de que é condenação política injusta. Se acham isso, afastar uma pessoa seria colaborar com a perseguição política. Se você me pergunta se é possível desembargadores e o juiz Sergio Moro condenarem injustamente? Eu respondo: é possível. Agora temos que ver o que o STJ vai dizer.

O ex-presidente Lula, no mínimo, não teve uma relação promíscua com empreiteiros que possuíam  contratos com o governo? No caso do sítio e do apartamento do Guarujá, com envolvimento direto de engenheiros destas companhias?

Não posso responder porque não vi as provas. Se elas existem eu preciso ver e elas me convencerem de que é um fato concreto ou fato inventado. Eu respeito presunção de inocência. Eu, como jurista de 35 anos, preciso estar muito convencido de que qualquer pessoa, mais simples ou mais importante,  está em situação demonstrada de culpabilidade ou inocência. Se não fizer isso estou destruindo o estado democrático de direito. Não se brinca com isso.

O senhor fala em referência ao uso do sítio, reforma feita pela empreiteira e a reforma feita pelo engenheiro da empreiteira que tem negócios com o governo e no caso do apartamento do Guarujá?

Eu sou desembargador, jogo xadrez. Todo ano vou nos Jogos Abertos e fico em algum lugar. Esse ano, por exemplo, um colega desembargador falou com um empresário amigo dele, que me emprestou um sítio. Fiquei uma semana. Não conhecia o empresário, não sei quem é. Não sei se é corrupto ou não. Fui na confiança do meu amigo. Se esse empresário estiver envolvido com a Lava-Jato eu também estou? Me fotografaram, saiu no jornal que eu estava lá. E daí? Eu preciso ver isso aí. Não sou advogado do Lula, mas numa parte do Judiciário eu não confio.

Qual a prioridade em Santa Catarina?

Ética, fazer com que o dinheiro público seja aplicado em obras publicas, priorizando educação e saúde. Segurança, que as pessoas colocam como primeiro grande problema, isso é uma consequência. Estamos num momento de insegurança porque nossa juventude não tem escola, trabalho, nossas crianças não têm o que fazer. Claro, como estamos num momento extremo, não pode negligenciar polícia, prisões. Mas nenhum país do mundo resolve problema de violência criando prisões e contratando policiais. Em países sem criminalidade as prisões estão fechando, são os casos da Suécia e da Noruega - porque aplicaram em educação, saúde e isso trouxe trabalho para a maioria. Aí o crime passa a ser exceção.

Em estado de greve, saúde SC paralisa por 1 hora nesta terça (26)



As trabalhadoras e trabalhadores da saúde pública estadual vão paralisar, nesta terça-feira (27/3), entre as 9h e as 10h, as atividades em todas as unidades administradas diretamente pelo Estado em Santa Catarina. Seguindo calendário definido por cerca de 500 servidoras e servidores em assembleia na última quarta-feira (21/3), na semana que vem, haverá mais um dia de paralisações, terça-feira (3/4), desta vez de 2 horas. 

A categoria também decidiu pelo indicativo de greve a partir da assembleia marcada para a quarta-feira (4/4), às 13h30, na praça do Hemosc, quando se discutirá sobre possíveis avanços na negociação da pauta de reivindicações junto à Secretaria do Estado da Saúde.

Abaixo, as reivindicações entregues e insistentemente reiteradas à SES:
1) Abertura imediata de concurso público para contratação de servidores;

2) Melhorias nas condições de trabalho, incluindo equipamentos e insumos adequados para prestar melhor assistência aos usuários;

3) Reajuste do Vale Alimentação de R$ 12 para R$ 24 por dia;

4) Pagamento da data base (10,44% da inflação + 5,22%  de ganho real = 15,66% de reajuste), conforme lei 323/2006, artigo 100;

5) Adicional de formação, conforme acordado na greve de 2012;

6) Defesa do SUS estatal, contra qualquer modelo privatizante;

7) Implantação da Política Nacional de Saúde do Trabalhador;

8) Anistia ao SindSaúde/SC;

9) Nenhum direito a menos;

10) Incorporação da gratificação (Lei 15.984 de 09 de abril de 2013) no vencimento.

Tentativas de negociação
Após o término da última assembleia, na quarta-feira (21/3),  as servidoras e servidores caminharam pela região central de Florianópolis até a sede da Secretaria do Estado da Saúde. O objetivo era pressionar pela abertura imediata de negociação com o secretário Acélio Casagrande (PMDB). A comissão de negociação do SindSaúde/SC conseguiu a entrada no prédio enquanto, do lado de fora, servidoras e servidores permaneceram trancando a rua Esteves Júnior, cantando, agitando faixas e bandeiras, e gritando palavras de ordem.
Do lado de dentro, a comissão foi informada da ausência do secretário – deve voltar amanhã de viagem à Brasília – e foi recebida por sua equipe. Mais uma vez, não houve qualquer avanço no sentido de abertura de negociação com a Secretaria da Saúde, que utilizou como justificativa a alegação de que as demais áreas do governo com as quais deve-se negociar as cláusulas financeiras não haviam sido notificadas oficialmente pelo Sindicato. Afirmam isso apesar dos 9 ofícios reiterando a mesma pauta encaminhados pelo Sindicato à SES desde 2016.

O Sindicato já enviou novo ofício à secretaria notificando o Estado sobre o calendário de mobilizações e da possibilidade de greve a partir do dia 4 de abril, caso não haja acordo nas negociações. 

Carta à população:
Enfrentamos dificuldades diárias em todas as unidades, com falta de remédios, de materiais básicos para realizar nosso atendimento à população. Às vezes até comida falta, sem falar da falta crônica de profissionais na saúde. Quem já foi em qualquer hospital público sabe do déficit de profissionais e de como a categoria se esforça e se desdobra para dar atenção a todas e todos os pacientes.
Se hoje estamos paralisando e indo às ruas nos manifestar, é por que desde 2016 o governo do Estado não nos recebe para negociar nossa pauta de reivindicações como trabalhadoras e trabalhadores da saúde. Além do reajuste salarial de data-base, que é nosso direito por lei, e da valorização da nossa carreira, o que reivindicamos são melhores condições para atender a população.
O último concurso público realizado na saúde é de 2012, vencido em 2016. A luta das servidoras e servidores públicos da saúde é pelo futuro da saúde pública. Queremos garantir condições para continuar prestando um serviço de qualidade, zelando pela saúde das pessoas. Se o governo quer demonstrar de fato que dá prioridade à saúde, como tanto promete, deve abrir concurso para contratação imediata de novos servidores e – sobretudo – respeitar quem de fato cuida diariamente da saúde das e dos catarinenses.
É falaciosa a argumentação de que o Estado não pode conceder reajustes ou contratar servidores por conta do limite prudencial do que pode ser gasto com folha de pagamento determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A saúde não gasta mais do que 37% do seu orçamento com pessoal, muito abaixo do limite de 51%. A população não pode pagar pela má gestão de recursos do governo do Estado, que prefere gastar em outras áreas, extrapolando o limite e deixando faltar dinheiro para a saúde de Santa Catarina.
Junte-se a nós nessa luta. É pelo futuro da saúde pública!

Com informações do Sind/SaudeSC

Foto Blog Abobado

Temer e Meirelles aplicam calote nos municípios Catarinenses

Denuncia levantada pelo Presidente a Federação Catarinense dos Municípios (Fecam) e prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (PMDB).

Presidente a Federação Catarinense dos Municípios (Fecam) e prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (PMDB) acusa o Governo Temer de chantagear SC utilizando o pagamento do Apoio Financeiro aos Municípios (AFM) prometido em dezembro de 2017 e até hoje em atraso.

Segundo o Presidente da Fecam ,“a União reiteradamente utiliza o AFM como meio de barganha com o objetivo de conseguir apoio para a aprovação de seus projetos de reformas. Esse recurso, que representa acréscimo de R$ 78 milhões para os cofres dos Municípios Catarinenses foi sancionado em março, mas não se tem perspectivas de chegar de fato aos municípios".

Meireles atual ministro da fazenda e Temer ameaçam ser candidatos à presidente da República nas eleições de outubro.

Será que essa gente não se enxerga.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Erro da ANEEL eleva conta de luz em todo o país em até 37%


Por Jornal GGN - A ANEEL quer corrigir os erros grosseiros, que cometeu na metodologia de cálculo das Bandeiras Tarifárias, impondo elevados aumentos na conta de luz dos usuários de todo o país, que podem chegar a exorbitantes 37%.

No período de julho a dezembro do ano passado, o intenso acionamento das usinas térmicas contribuiu para elevar ainda mais o custo de geração no País. As usinas térmicas utilizam combustíveis fósseis, o que torna a geração de energia mais cara. O mecanismo das bandeiras tarifárias, que tem o objetivo de cobrir parte desses custos, não foi suficiente. Somente no segundo semestre de 2017, as distribuidoras arcaram com um prejuízo que somado chega à casa dos bilhões de reais, sem a perspectiva de cobertura na tarifa.

Por causa disso, várias distribuidoras tiveram que contrair empréstimos nos bancos, para pagar a energia comprada. A ANEEL resolveu que esses empréstimos agora serão acrescidos nas tarifas, com juros e correção monetária.

Todas as distribuidoras do Brasil estão sendo obrigadas a transferir para os consumidores o rombo decorrente da barbeirada da ANEEL, sendo que 80% desse percentual dos aumentos nas contas de energia é impactado direta ou indiretamente pelo custo da energia que as empresas foram obrigadas a compra.

Os reajustes anunciados de forma preliminar para todas as distribuidoras do Brasil são elevados.

DISTRIBUIDORA/IMPACTO/REVISÃO

CEA
37,36%
COELBA
15,01%
CORSEN
14,88%
CPFL PAULISTA
15,15%
EMS
09,34%
EMT/CEMAT
08,36%
RGE SUL
25,34%
CEMIG
25,87%

Custo de energia em 2017

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) implantou as bandeiras tarifárias em 2015 e, desde então, elas vêm passando por mudanças metodológicas para refletir, da forma mais fiel possível, a realidade do sistema de geração de energia do país.

A partir de abril de 2015, o acionamento das bandeiras tarifárias passou a ser definido para todo o Sistema Interligado Nacional com base no maior valor do custo da última usina a ser despachada. Ou seja, a usina mais cara em funcionamento naquele momento era utilizada como parâmetro único, o que gerava distorções.

No final de outubro, a Diretoria Colegiada da Aneel decidiu por rever a metodologia das Bandeiras Tarifárias para ser aplicada, em caráter extraordinário, a partir de novembro de 2017, devido ao alto custo da compra de energia verificada no segundo semestre e ao descolamento entre receitas e despesas da conta bandeira. Essa nova metodologia leva em conta a previsão de geração hidráulica e a garantia física  das hidrelétricas.

Metodologia anterior

Nova metodologia (a partir de novembro/17)

O Gráfico 1 demonstra a disparidade entre as receitas e despesas da conta bandeira, deixando claro o alto custo suportado pelo caixa das distribuidoras neste período.

Bandeiras de junho a novembro de 2017

Com a metodologia antiga de cálculo

Junho 2017 – verde – sem aumento na conta

Julho de 2017 – amarela – aumento de R$ 1 a cada 100 kWh

Agosto de 2017 – vermelha patamar 1 – aumento de R$ 3 a cada 100 kWh

Setembro de 2017 – amarela – aumento de R$ 1 a cada 100 kWh

Outubro de 2017 – vermelha patamar 2 – aumento de R$ 5 a cada 100 kWh


Com a nova metodologia de cálculo

Novembro de 2017 – vermelha patamar 2 – aumento de R$ 5 a cada 100 kWh

Dezembro de 2017 – vermelha patamar 1 – aumento de R$ 3 a cada 100 kWh

Janeiro de 2018 – verde – sem aumento na conta

Fevereiro de 2018 – verde – sem aumento na conta

Março de 2018 – verde– sem aumento na conta

INDÚSTRIA FARMACÊUTICA DENUNCIA O FIM DO FARMÁCIA POPULAR NO BRASIL PÓS-GOLPE

Manifesto divulgado por várias entidades da indústria e pesquisa farmacêutica critica severamente as mudanças anunciadas pelo governo no programa Farmácia Popular. Mudanças poderão levar ao descredenciamento de centenas dos cerca de 31 mil estabelecimentos conveniados; "Uma mudança dessa profundidade, feita cinco dias antes da troca de Ministro, não parece oportuna nem sensata. E trará, como consequência imediata, instabilidade e preocupação para milhões de brasileiros", diz a nota


Por brasil247

Manifesto divulgado por várias entidades da indústria e pesquisa farmacêutica critica severamente as mudanças anunciadas pelo governo no programa Farmácia Popular. Mudanças poderão levar ao descredenciamento de centenas dos cerca de 31 mil estabelecimentos conveniados (leia mais).

"Uma mudança dessa profundidade, feita cinco dias antes da troca de Ministro, não parece oportuna nem sensata. E trará, como consequência imediata, instabilidade e preocupação para milhões de brasileiros", diz a nota.

O orçamento do Farmácia Popular para este ano é de R$ 2,8 bilhões. Estão incluídos no "Aqui Tem Farmácia Popular" 42 produtos. Do total, 26 medicamentos (para o tratamento de hipertensão, diabetes e asma) são adquiridos pelo Ministério da Saúde e distribuídos aos pacientes de forma gratuita. Para os demais produtos, os descontos chegam a 90%.

Leia, abaixo, a nota na íntegra:

ATENDIMENTO A 20 MILHÕES DE BRASILEIROS PELO PROGRAMA FARMÁCIA POPULAR ESTÁ AMEAÇADO

São Paulo, 23 de março de 2018 - Diante das informações de que o Ministério da Saúde prepara-se para, nos próximos dias, alterar profundamente a sistemática do programa Farmácia Popular, a cadeia farmacêutica, composta por indústria, distribuição e varejo de medicamentos, sente-se no dever com a população brasileira de alertar que:

1. O Farmácia Popular é considerado pelo próprio Governo e pelas avaliações feitas em todo o País como o mais bem-sucedido programa de saúde pública, fato importante em um momento em que são recorrentes as insatisfações e críticas ao atendimento da população.

2. Este sucesso não veio por acaso. Nasceu de uma sólida parceria entre a indústria, a distribuição e o varejo de medicamentos, de um lado, e o Governo, do outro; parceria esta nascida entre outras razões pelo fracasso do Governo em manter um sistema próprio de distribuição de medicamentos em 5.600 municípios brasileiros. Hoje, mais de 28 mil farmácias garantem, com tranquilidade, a entrega de medicamentos gratuitos a 20 milhões de brasileiros por mês. É este sucesso que se quer colocar em risco.

3. O Ministério da Saúde foi alertado em inúmeras reuniões sobre o risco de promover mudanças radicais no programa. O setor farmacêutico entende que o programa pode ser aperfeiçoado e propôs discutir medidas nesse sentido. Por isso, o Ministério da Saúde, pela palavra de seu titular, decidiu criar, em 30 de janeiro deste ano, um Grupo de Trabalho que jamais foi reunido.

4. Uma mudança dessa profundidade, feita cinco dias antes da troca de Ministro, não parece oportuna nem sensata. E trará, como consequência imediata, instabilidade e preocupação para milhões de brasileiros.

Apelamos, portanto, para que se retome o caminho prudente e, antes de qualquer providência açodada, o novo Ministro da Saúde institua o Grupo de Trabalho que analisará o Programa. O setor privado quer essa discussão. Mas quer, ao mesmo tempo, garantir que a população brasileira não será gravemente afetada por equívocos que podem inviabilizar um programa que vem dando certo.

Antônio Britto

Presidente executivo

INTERFARMA - Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa

Edison Tamascia

Presidente

FEBRAFAR - Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias

Francisco Deusmar de Queirós

Presidente

ABRAFARMA - Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias

Nelson Mussolini

Presidente executivo

SINDUSFARMA - Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo

Reginaldo Arcuri

Presidente executivo

GRUPO FARMABRASIL - Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica de Pesquisa e de Capital Nacional

Telma Salles

Presidente executiva

PRÓGENÉRICOS - Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos

sábado, 24 de março de 2018

Imbituba registra o segundo pior índice de empregos formais em fevereiro

Imbituba apresentou o segundo maior índice de demissões, com 112 desligamentos em fevereiro

A cidade de Imbituba não consegue manter regularidade na contratação formal. Com uma gestão fraca e desarticulada empurra com a barriga os problemas da cidade e não consegue colocar em prática um modelo de desenvolvimento que traga mais empregos para nossa gente. Mas na campanha eleitoral prometeram de tudo.

Leia matéria completa no DS

Tubarão registra maior índice de empregos formais em fevereiro

Por DS

Nove municípios da Amurel registraram números positivos na geração de empregos formais em fevereiro. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, divulgados sexta-feira.

Tubarão foi o município com melhor índice de trabalhadores empregados com carteira assinada. Foram 1.583 admissões contra 1.336 demissões, gerando um salto positivo de 247 novos empregos formais na Cidade Azul.

Braço do Norte registrou o segundo melhor índice, com saldo positivo de 131 novos empregos com carteira assinada.

O setor de serviços, seguido da indústria, extrativismo mineral e construção civil foram os que mais registraram vagas preenchidas em Tubarão.

Em Braço do Norte, a administração pública registrou o maior índice empregatício, seguido dos setores da indústria e de serviços.

Os outros municípios que registraram saldos positivos de empregos formais foram Sangão (36), Capivari de Baixo (29), Pedras Grandes (17), São Martinho (14), Imaruí (9), São Ludgero (8) e  Treze de Maio (8).

Os números negativos, ou seja, dos municípios que registraram mais desligamentos do que demissões, também foram registrados. Garopaba apresentou o maior índice de desligamentos, com saldo negativo de 438 demissões. Imbituba ficou em segundo lugar, com 112 desligamentos em fevereiro.

Santa Catarina

Santa Catarina é o segundo Estado do país que mais gerou empregos em fevereiro, com 16.344 novas vagas. O Estado só perde para São Paulo, que gerou 30.040 novas vagas. A terceira posição desta lista é ocupada pelo Rio Grande do Sul, com 13.024. Os principais setores responsáveis pelo desempenho catarinense foram os da indústria de transformação, com a geração de 12.041 vagas, e a administração pública, com 2.727 admissões.