quinta-feira, 30 de março de 2017

Vida de preso, por quem está preso, por José Dirceu

Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil

Por José Dirceu no GGN

Espelho é proibido. Vidro também. Então, pegue um prato grande que reflita sua imagem – e mantenha ele limpo sempre. Água mineral? Só com receita médica. A solução é ferver a água ou tomá-la “in natura” da torneira. Eu nunca tive problemas.

Saúde? É fácil cuidar. Bebida, cigarro, gordura, ou é proibido ou não existe simplesmente. Você pode pedir comida hipossódica e evitar excessos na sexta-feira, quando as famílias de todos os presos podem trazer comida. Embora o peso seja controlado. Nada que possa virar cachaça – a revista é rigorosa.

O preso deve fazer exercícios todos os dias. No meu caso, 71 anos, é light. O importante é manter os músculos lombares fortes. E as pernas. Flexão, abdominal, pesos, caminhadas. No meu caso, pelo menos 20 minutos diários. É importante tomar sol ou ingerir vitamina D – para mim, a recomendação é de 20 minutos diários. O banho de sol é de cinco dias por semana, mas na média são três por conta de chuva, normas de segurança, etc.

No mais, é ler, estudar e escrever, um pouco de tudo. Aqui tem biblioteca – e é boa. Em geral, literatura brasileira e mundial, auto-ajuda, espiritismo, cristianismo, catolicismo, correntes evangélicas. Nossos clássicos – e outros atuais — estão à disposição. Há cursos de alfabetização.

Na cadeia, você passa a dar importância às pequenas coisas. À rotina. À limpeza coletiva em sistema de rodízio. E, muito, à disciplina.

Preso primeiro chora, depois chama a mãe e seus santos, e faz remissão. Cada três dias trabalhados valem um dia de pena cumprida; cada livro lido e resenhado vale mais quatro dias; cada 12 de estudo, um dia de remissão. Assim, em 12 meses, o preso pode remir seis meses, cinco em geral.

Fora a remissão, o trabalho, a leitura, o estudo e a escrita transformam a prisão em vida produtiva e criativa, além de passar o tempo de maneira útil e agradável.

A luta do preso é para viver na cadeia “uma vida normal”, de rotina, dormir sem indutor do sono, as horas necessárias, trabalhar oito horas — e ter horas de lazer, de convivência comum. Para os jogos – dominó e xadrez –, futebol, exercícios e caminhadas, agregar “conversa fiada”, contar estórias, falar da família, da vida, dos processos, dos amores proibidos, da liberdade … dos filhos e esposas.

Preso tem que manter cela, corredor e banheiros coletivos limpos, duas vezes por semana; tem que lavar as cuecas (a roupa é lavada na lavanderia do presídio).

Preso pode receber material de higiene pessoal e de limpeza – um Sedex com o básico de uma cesta familiar, observando as questões de segurança. Tudo de que um preso precisa para sobreviver. Os itens são básicos mesmo, nada de supérfluos.

A comida é simples, mas suficiente. No café da manhã, café com leite, pão e manteiga. No almoço e na janta, feijão (pouco, ou porque azeda ou porque está caro), muito arroz, carne e legumes. De carne, só frango – peito! – ou carne de vaca moída ou em tiras. Ninguém pode dizer que a comida não é honesta. Dá pra sobrevier – e bem. O problema é a mesma comida meses, anos…

Mas a comida que a família traz, às sextas feiras, dia de visita, resolve a monotonia. Todas as sextas feiras, das 13 e 30 às 16 horas, preso recebe visita da família – duas pessoas. Na verdade, é o único momento em que o preso sente a liberdade, o afeto, o amor e a esperança.

Quem manda?

Mandela dizia que a pessoa mais importante na vida do preso é o carcereiro. Ele tinha toda a razão. Manter uma relação respeitosa e civilizada com a direção do presídio e com os agentes é questão básica, direitos e deveres, como tudo na vida. No caso dos presos, direitos e deveres regulados pela Lei de Execuções Penais e pela direção do presídio.

Presídio é, no Brasil, por definição, um lugar de alta periculosidade e insalubridade, onde falta tudo. Na verdade, não há recursos orçamentários para manutenção e reforma, mesmo tendo mão de obra de graça, a dos presos. Os recursos não dão para o custeio. E isso com educação e saúde sendo obrigações do Estado.

A escola e o posto de saúde são ligados à estrutura administrativa do estado na região – no nosso caso, a escola é o “Faraco” e o centro médico, o CMP- Complexo Médico Penal?

O mais grave problema, inclusive aqui, no Paraná, mesmo no CMP – hoje um misto de “cadeião” e hospital – é a falta de trabalho, de colônias agrícolas e industriais, e de escolas. O trabalho e o estudo devem ser obrigatórios para o preso, insumo básico para a ressocialização e a qualificação, além de suas repercussões na remissão da pena.

Sem trabalho, sem estudo, amontoados em celas superlotadas, os 650 mil presos do país são presas fáceis para o crime organizado. Pior, vivem numa situação degradante e violenta que os transformam em cidadãos violentos, quando não em criminosos violentos.

Uma combinação mortal – aumento das penas, crimes hediondos e criminalização do usuário de droga – fez explodir a população carcerária em regime fechado. Com progressão só com 25% da pena cumprida, e sem indulto.

O mais grave é a incapacidade do Judiciário-MPF e dos juízes frente a um quadro de injustiça e ilegalidade único – 40% dos presos são provisórios, não julgados. A tudo isso, soma-se a superlotação e degradação dos presídios. Fora a corrupção ou mesmo o controle dos presídios pelo crime organizado.

Quem são os responsáveis por esse estado de coisas? Os juízes das Varas de Execuções Penal responsáveis pelas penitenciárias e os conselhos e secretários de Segurança e/ou Justiça. Na realidade, agentes do Estado, omissos e responsáveis pela situação que estamos vivendo.

Situações paliativas, como recorrer aos famosos “mutirões” para tirar da cadeia os presos que ali estão sem condenação em Segunda Instância, não resolvem. Só postergam o problema. Também não é saída o recurso à reclusão de segurança máxima, recomendada em casos determinados.

O que pode abre a luz no fim do túnel é uma mudança radical da política penal e penitenciária. Trabalho e estudo, qualificação do preso, separá-lo pelo tipo de crime e pena. Mudar radicalmente o sistema pena: progressão da pena, penas menores para crimes não violentos, semi-aberto domiciliar com controle eletrônico, penas de multa e pecuniárias, trabalho comunitário, perda de patrimônio e função pública.

O preso produtivo, além de manutenção e reforma dos presídios, pode produzir móveis, material esportivo, equipamentos em geral, roupas, trabalhar em obras, infraestrutura pública etc. E os contratos, entre o Estado e empresas, quando for o caso, podem ser administrados por entidades sem fins lucrativos.

Decisão política

Falta vontade política e decisão de mudar radicalmente a política penal e penitenciária.

Quando você convive com a dedicação dos professores, o profissionalismo dos agentes e profissionais de saúde, em condições especiais da profissão (estamos falando de uma cadeia); com presos que trabalham e estudam, no caso do semi-aberto; a conclusão, simples, é que é, sim, possível mudar o sistema. E reintegrar os presos.

O horizonte está no aprisionamento com progressão da pena. Desde que cumpridas as exigências da lei, o tempo de prisão e a remissão por trabalho-estudo.

Sonho colorido de um pintor


Por GGN

Resgate de José Carlos Lima




Que coisa das mais estranhas.....não sabia da existência desta bela música, no entanto cheguei a ela através de um sonho sobre a arte....


dorinhomarques1 ano atrás

Essa obra-prima do vídeo acima  que o Camisa levou para a avenida em 71 é de autoria do Talismã e B.Lobo. 

O tropicalista Tom Zé gravou e muita gente pensa que  é samba dele. 

Infelizmente na internet os autores verdadeiros nunca são citados.

A Roberta de Sá gravou esta música, ouça:

Produtos diet, zero e light são cheios de um veneno chamado aspartame


Do portal Metrópoles

A indústria de alimentos vende no rótulo a ideia do “zero açúcar” e os consumidores acabam optando pelo produto com a sensação de estarem fazendo uma escolha saudável. O aspartame, entretanto, adoçante artificial muito usado em alimentos diet e light, tem poucas calorias mas está longe de ser saudável ao organismo.
A ciência vem alertando sobre os efeitos tóxicos dessa substância, pois, além de provocar doenças graves, ela pode alterar o sistema endócrino, causando desequilíbrios hormonais e metabólicos. Um dos exemplos mais comuns são as disfunções da tireoide — que normalmente vêm associadas ao ganho de peso.


Um estudo publicado em 2006, pelo European Journal of Clinical Nutrition, investigou os efeitos celulares causados diretamente e indiretamente pelo aspartame no cérebro. Pesquisadores sugerem que a ingestão excessiva desses alimentos pode estar associada ao diagnóstico de alguns transtornos mentais que comprometem a aprendizagem e o funcionamento emocional.
Conheça outros efeitos colaterais:

Dor de cabeça
Insônia
Tontura
Convulsões
Perda de memória
Náuseas
Dor abdominal
Alteração na visão
Diarreia
Alergias de pele
Depressão
Irritabilidade
Disfunções hormonais


O ideal é reeducar o paladar para o sabor natural dos alimentos. Mas, se você ainda não consegue, opte pelo uso do Stevia 100% ou xilitol — com moderação, obviamente. E por fim, fique atento aos rótulos: normalmente os produtos diet, zero, light, bebidas energéticas e demais industrializados estão cheios desse veneno chamado aspartame.

MAIS SOBRE O ASSUNTO


Famílias ainda procuram corpos 53 anos depois do golpe de 1964


Centenas de famílias ainda procuram corpos de entes queridos que continuam desaparecidos depois de 53 anos do golpe civil-militar de 1964, perpetrado em 31 de março.

“O estado brasileiro continua com sua dívida em relação aos 140 desaparecidos”, lembrou Cesar Valduga (PCdoB), que destacou o caso o ex-deputado estadual barriga-verde Paulo Stuart Wright, cassado pelos colegas, e que sumiu sem deixar vestígios.

 “Ele organizou 27 cooperativas de pescadores, inspirando Dias Gomes na novela ‘O bem amado’”, registrou Valduga.

Segundo o representante de Chapecó, a repressão aos adversários do regime atingiu 1.196 camponeses, 6.952 militares, 4 mil parlamentares foram cassados, 130 cidadãos banidos do país, 7.376 indiciados por crimes políticos, mais de 10 mil submetidos a inquéritos e 436 assassinatos.

Além disso, o parlamentar do PCdoB acusou o governo de Michel Temer de ter engavetado o relatório final da Comissão Nacional da Verdade. “As ações foram paralisadas, há um retrocesso nas medidas de reparação e o relatório da Comissão da Verdade foi engavetado, mas faz parta da história politica do povo brasileiro”, insistiu Valduga.

Dirceu Dresch (PT) acompanhou o colega e declarou que o dia 31 de março é uma data marcante que convida os brasileiros a refletirem sobre momentos obscuros da história pátria. “O PCdoB esteve à frente das lutas sociais da época”, informou Dresch, que comparou a deposição de João Goulart com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. “Em 1964 também elegeram como principal alvo os direitos da classe trabalhadora e soberania nacional, os golpistas de hoje já entregaram as reservas internacionais de petróleo”, discursou Dresch.


FOTO: Solon Soares/Agência ALESC

Novos valores do salário mínimo regional - Alesc aprova reajuste

Após negociação entre federações empresariais e centrais sindicais, salário mínimo regional catarinense terá reajuste de 6,76%.

da Agência Alesc

A Assembleia Legislativa aprovou por unanimidade na sessão ordinária desta quarta-feira (29) o reajuste do salário mínimo regional. A proposta consta no Projeto de Lei Complementar (PLC) 10/2017, de autoria do Poder Executivo, e que segue para sanção do governador Raimundo Colombo (PSD).
Pelo projeto, será concedido um reajuste médio de 6,76% nas quatro faixas salariais do piso estadual, que vão variar de R$ 1.078 a R$ 1.235 (veja abaixo as quatro categorias). O aumento é retroativo a janeiro deste ano. O projeto é resultado de um acordo firmado entre entidades sindicais patronais e trabalhistas e deu entrada na semana passada na Assembleia.

Novos valores do salário mínimo regional

Primeira faixa – R$ 1.078,00
Trabalhadores: na agricultura e na pecuária; nas indústrias extrativas e beneficiamento; em empresas de pesca e aquicultura; empregados domésticos; em turismo e hospitalidade; nas indústrias da construção civil; nas indústrias de instrumentos musicais e brinquedos; em estabelecimentos hípicos; e empregados motociclistas, motoboys, e do transporte em geral, excetuando-se os motoristas.

Segunda faixa – R$ 1.119,00
Trabalhadores: nas indústrias do vestuário e calçado; nas indústrias de fiação e tecelagem; nas indústrias de artefatos de couro; nas indústrias do papel, papelão e cortiça; em empresas distribuidoras e vendedoras de jornais e revistas e empregados em bancas, vendedores ambulantes de jornais e revistas; empregados da administração das empresas proprietárias de jornais e revistas; empregados em empresas de comunicações e telemarketing; e nas indústrias do mobiliário.

Terceira faixa – R$ 1.179,00
Trabalhadores: nas indústrias químicas e farmacêuticas; nas indústrias cinematográficas; nas indústrias da alimentação; empregados no comércio em geral; e empregados de agentes autônomos do comércio.

Quarta faixa – R$ 1.235,00
Trabalhadores: nas indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico; nas indústrias gráficas; nas indústrias de vidros, cristais, espelhos, cerâmica de louça e porcelana; nas indústrias de artefatos de borracha; em empresas de seguros privados e capitalização e de agentes autônomos de seguros privados e de crédito; em edifícios e condomínios residenciais, comerciais e similares, em turismo e hospitalidade; nas indústrias de joalheria e lapidação de pedras preciosas; auxiliares em administração escolar (empregados de estabelecimentos de ensino); empregados em estabelecimento de cultura; empregados em processamento de dados; empregados motoristas do transporte em geral; e empregados em estabelecimentos de serviços de saúde.


Foto: Solon Soares/Agência AL

quarta-feira, 29 de março de 2017

Vídeo conta nove coisas que você deveria saber sobre a vagina



A ginecologista Thalia Maia mantém um canal no Youtube no qual dá dicas interessantes, como muito bom humor. Aqui, ela te conta nove coisas que você deveria saber sobre a vagina. Inclusive desvenda um mito: o da vagina dentada.


Em outro vídeo ela explica o funcionamento do útero e fala sobre o exame transvaginal. “O útero parece uma pera ao contrário… Se você coloca o dedo dentro da vagina o que você sente la no fundo, com uma textura de nariz, é o colo do útero.”



Divirta-se.

Primeiro arranha-céu curvo deverá ser o edifício mais alto do mundo

O ‘Big Bend’ é um projeto do estúdio Oiio para ser erguido em Manhattan, Nova York

Do El País

“Existe uma obsessão impossível de negar instalada em Nova York. É inegável porque essa obsessão foi concebida precisamente para avista; existem muitas maneiras pelas quais um edifício pode se destacar: o nosso, literalmente, se afastará daquilo que se entende por edifício. O que acontece se substituirmos a altura pelo comprimento?”. É assim que o estúdio de arquitetura Oiio começa o manifesto que apresenta o Big Bend, um arranha-céu de 1.219 metros de comprimento em Midtown, em forma de “U” invertido.



Deve ser o maior do mundo com a junção das duas torres de 600 metros, superando o Burj Khalifa, em Dubai, de 879 metros, e o primeiro edifício curvo da história. Os arquitetos dizem que é um desafio que surge das rigorosas leis impostas para construir em Nova York e também do preço estratosférico dos imóveis, quando a altura dos edifícios aumenta os custos de licenciamento. O Big Bend deve ser erguido ao sul do Central Park, uma das áreas mais caras e prestigiadas da cidade. “Se conseguirmos dobrar nossa estrutura em vez de violar as leis de zoneamento de Nova York, seremos capazes de criar um dos edifícios mais famosos de Manhattan”.



O Big Bend resolveria o que no passado foi um grande problema logístico: os elevadores horizontais. Dada a curva na parte superior, para se deslocar de uma torre à outra os elevadores subirão na vertical, chegarão ao topo, se deslocarão horizontalmente e continuarão seu percurso, tudo num ciclo contínuo imperceptível e rápido. Um sistema tão inovador quanto a forma do edifício, que atualmente está em busca de uma construtora que se comprometa a torná-lo realidade.