terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Prefeito e Vice eleitos de Major Vieira tem candidatura cassada pela Justiça Eleitoral

O prefeito eleito de Major Vieira, Israel Kiem (PSD), teve o registro cassado pelo juiz da 8ª Zona Eleitoral (Canoinhas), Márcio Schiefler Fontes. Ele considerou que houve abuso do poder econômico na eleição de outubro. Com a decisão, deve assumir o segundo colocado, Orildo Antonio Severgnini (PMDB). Cabe recurso ao TRE/SC.
Os fatos
O juiz da 8ª Zona Eleitoral (Canoinhas), Márcio Schiefler Fontes, julgou parcialmente procedente Ação de Investigação Judicial Eleitoral em face de Israel Kiem e David Ferens Primo, prefeito e vice-prefeito eleitos, diretórios municipais do PSD, PP, PSB e PT; a coligação “Por Mais Amor a Major Vieira” e padre Valmir Passa. Dessa forma, os eleitos para comandar a administração municipal pelos próximos quatro anos tiveram seus registros cassados, devendo, portanto, assumir os segundos colocados aos cargos de prefeito e vice, sendo eles Orildo Antonio Severgnini e Adilson Lisczkovski.
A demanda foi proposta pela coligação “Major Vieira Pode Mais”; Valdecir Catafesta;  Severgnini;  Lisczkovski; diretórios municipais do PMDB, PR e DEM; Marcus Vinicius Severgnini; Danil Novack e Simar Antônio Bonato.
Da decisão, publicada das páginas 13 a 18 do Diário da Justiça Eleitoral de Santa Catarina, desta segunda-feira (10), cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral catarinense.
Fonte: Assessoria comunicação TRE-SC

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Prefeito de Tubarão Pepê Colaço ganha no TRE SC e retoma seus direitos políticos

Prefeito de Tubarão PP Colaço
O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina decidiu terça feira (4) por unanimidade, modificar a sentença da 99ª Zona Eleitoral que julgou procedente a representação de investigação judicial proposta pelo Ministério Público Eleitoral e cassou o registro do prefeito de Tubarão e candidato a reeleição na época, Felippe Luiz Collaço (PSD), declarando a inelegibilidade do mesmo pelo período de 8 anos, conforme o artigo 22 da Lei Complementar n° 64/1990, o artigo 74 da Lei n° 9.504/1997 e o artigo 37 da Constituição Federal de 1988. Da decisão, disponível no Acórdão n° 27.884, cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O motivo para a representação foi a denúncia de suposta publicidade indevida de obras e atos da Prefeitura Municipal veiculada no perfil pessoal do Facebook do então candidato Collaço. Além disso, o MPE sustentou existir indícios suficiente de que o prefeito teria abusado do seu poder político na condição de administrador do Município de Tubarão ao dispor de diversas informações em sua rede social.
Em seu recurso ao TRESC, o prefeito argumentou que a sentença do juiz eleitoral teria sido equivocada, pois sua conduta foi legítima, não configurando violação à legislação eleitoral e a constituição. O representado aduziu ainda que, em nenhum momento, houve pedido de votos e que não existiam provas nos autos do suposto abuso de poder.
O relator do caso, juiz Luiz Henrique Martins Portelinha, deu provimento ao recurso, modificando assim a sentença do juiz eleitoral e suspendendo a inelegibilidade do atual prefeito de Tubarão, por entender que a publicidade impugnada não é irregular, destacando ainda que não houve emprego de recurso público para a divulgação do material, restando descaracterizado assim, o abuso de poder pelo representado.
Parecer do Juiz Relator
“No caso em apreço, constato que não há irregularidade na veiculação, pois trata-se de conteúdo gerado pelo próprio candidato, em seu facebook (rede social), não constituindo propaganda paga, razão pela qual é expressamente permitida”, concluiu o relator.
Por Stefany Alves / Ellen Ramos                                              
Assessoria de Imprensa do TRESC

Compras on-line: “Cartilha, dicas e cuidados"

A Fundação Procon-SP divulgou, uma lista com mais de 200 sites que devem ser evitados pelo consumidor em compras pela internet e o“Guia de Comércio Eletrônico”, com dicas e cuidados que devem ser considerados na compra de produtos ou contratação de serviços online.  As páginas foram protagonistas de reclamações por irregularidades na prática de comércio eletrônico.

Compras on-line: “Cartilha do E-consumidor Brasileiro”

As lojas que vendem pela internet esperam faturar alto neste Natal. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a previsão é que o mercado virtual movimente R$ 3,76 bilhões na venda de presentes no fim do ano, 29% a mais que em 2011.
A expectativa é que sejam realizados 11 milhões de pedidos, com destaque para a venda de tablets e smartphones. Os produtos eletroeletrônicos dominam o mercado virtual, seguidos por produtos de saúde, beleza e medicamentos; moda e acessórios; e livros, assinaturas de revistas e jornais.— Esperamos um Natal muito positivo para o comércio eletrônico. As lojas virtuais brasileiras se desenvolveram muito e sabem prestar um bom serviço para o cliente, tanto em preço, como em entrega — afirma Maurício Salvador, presidente da ABComm.
Para ajudar os consumidores nas compras on-line, a ABComm lançou a “Cartilha do E-consumidor Brasileiro”, com dicas para evitar problemas nas transações virtuais. O manual é gratuito e pode ser obtido no site da entidade.
Fonte: O Globo

Agentes da PF pedem o fim do inquérito policial

Brasília – Policiais federais pediram na manhã de ontem (9), na capital federal, mudanças nos processos de investigações criminais e o fim do inquérito policial. Para simbolizar a reivindicação, eles usaram um balão inflável no formato de um elefante branco, de quase 3 metros de altura, onde está escrita a expressão “inquérito policial”.
“No mundo todo, somos o único país que trata a questão criminal com esse instrumento. Será que somos os únicos certos ou será que estamos ultrapassados? Isso tem que acabar. Polícia tem que investigar, relatar e passar os fatos para o Ministério Público. Polícia não tem que julgar”, defendeu o presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal (Sinpol/DF), Jonas Leal.
Durante todo o dia de ontem (9), um grupo de agentes ficará em frente à Torre de TV, uma das principais atrações turísticas da cidade, para iniciar a campanha na capital federal. Nos próximos dias, os moradores de Brasília poderão se deparar com o balão, que será instalado em diferentes locais da cidade. O elefante branco já passou pelas capitais São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Agentes federais relataram que o inquérito tem sido usado em ações corruptas. Segundo eles, o processo facilita o objetivo de pessoas que têm interesse em retardar o julgamento de crimes ou ainda esconder as investigações. “As consequências do inquérito são sempre a impunidade e corrupção”, disse Leal.

O presidente do Sinpol/DF acrescenta que o procedimento representa pouca qualidade na apuração dos fatos. Ele lembra que, durante o inquérito, não existe direito de defesa das partes acusadas. “É só inquisitório, só pergunta. O acusado só pode apresentar a defesa quando chega à Justiça”, disse o policial, destacando que, até o caso chegar aos tribunais, o acusado pode ficar preso por dias sem que exista comprovação de seu envolvimento no crime.

“Não seria mais prático fazer o relatório e entregar para o Ministério Público que avalia e manda para o Judiciário? Teria mais celeridade. Nos Estados Unidos, as coisas chegam a ser julgadas no mesmo dia. Aqui, você chega às delegacias e tem pilhas de inquéritos acumuladas ao longo de meses”, criticou Leal.
Da Agência Brasil.

MEC 'reprova' 577 instituições de ensino superior

 Ministro da educação: Aloísio Mercadante
O Ministério da Educação (MEC) "reprovou" 577, ou 27%, das 2.136 instituições de ensino superior avaliadas pelo Índice Geral de Cursos (IGC), divulgado nesta quinta-feira. Essas faculdades, universidades ou centros universitários obtiveram conceitos considerados insuficientes e serão notificadas pelo mau desempenho.Confira o IGC das instituições avaliadas pelo MEC (arquivo .xls)

O IGC varia de 1 a 5, sendo que as notas 1 e 2 são consideradas insuficientes. Caso a instituição "reprovada" não corrija suas deficiências, melhorando o desempenho nas avaliações seguintes, pode sofrer sanções, que podem determinar a redução do número de vagas ou mesmo o descredenciamento junto ao MEC.

Nota-se uma diferença significativa entre as redes de ensino pública e privada. Enquanto 32,6% das instituições públicas obtiveram nota 4, apenas 6% das privadas conseguiram o mesmo conceito. A participação se inverte quando são analisadas as instituições com conceito 2: 37 públicas receberam tal nota, contra 531 privadas.

Em 2011,
683 instituições foram "reprovadas" pelo IGC. Por isso, foram notificadas pelo MEC, que apertou o cerco principalmente sobre as faculdades que ofereciam cursos
na área da saúde.
O IGC é calculado a partir do Conceito Preliminar de Curso (CPC), avaliação de parte dos cursos oferecidos no país feita pelo MEC. O CPC também foi divulgado nesta quinta-feira.
De acordo com o balanço, 976 cursos obtiveram notas 1 e 2, considerados insuficientes. O número representa 12,9% dos 7.576 cursos analisados. Desse total, 3.166 (41,8%) foram considerados satisfatórios e receberam nota 3, enquanto 1.979 (26,1%) ganharam nota 4 e 203 (2,7%) conseguiram o conceito 5.
Confira o CPC dos cursos avaliados pelo MEC (arquivo .xls)

O CPC é calculado a partir da análise de três parâmetros: desempenho dos estudantes no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), infraestrutura e organização pedagógica, além de corpo docente. Desses três itens, o Enade tem o maior peso na nota final, representando 55% do conceito, enquanto o quesito infraestrutura vale 15% e o corpo docente, 30%.

Com informações da Revista Veja

domingo, 9 de dezembro de 2012

Tráfico de influência & corrupção: Agências deram nota alta a bancos que quebraram no país

Rosemary perto disso é fichinha
Agências de classificação de risco deram notas altas e consideraram "seguros" vários bancos brasileiros que quebraram recentemente.
O Banco BVA, por exemplo, ganhava da classificadora LF Rating nota BBB ("moderada segurança") quatro dias antes de sofrer intervenção do BC, em 19 de outubro.
Da Austin Rating, o BVA ganhava nota BBB+ ("risco baixo") menos de dois meses antes da intervenção.
O mesmo ocorreu com bancos como o Cruzeiro do Sul, que foi liquidado em setembro com um rombo de R$ 3,1 bilhões, e o Panamericano, que sofreu intervenção em 9 de novembro de 2010.
Tais notas afetam as empresas de duas formas. De um lado, investidores usam ratings para se guiar. Alguns fundos só aplicam em papéis tidos como seguros. De outro, financiadores avaliam o risco por meio delas: quanto menor a nota, mais caro fica tomar dinheiro emprestado.
Com a chancela das agências de rating, fundos de pensão como a Petros, segundo maior do Brasil, podiam investir em papéis mais arriscados, que levavam o carimbo de "seguros". A Petros tinha R$ 80 milhões em três fundos ligados ao BVA e aplicava em papéis do banco.
SHOPPING DE RATING
Uma prática permitida no mercado agravava a insegurança das notas: o chamado "shopping de ratings". As empresas que precisam de ratings bons pedem uma avaliação preliminar a uma agência. Se recebem uma nota baixa, tentam em outra, até conseguir uma nota satisfatória.
Como hoje não é obrigatório divulgar os ratings preliminares, o investidor nem desconfia que a empresa teve uma nota ruim.
Para impedir os efeitos prejudiciais dessa prática, a partir de 1º de janeiro passa a valer uma instrução da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que torna obrigatório divulgar os ratings preliminares nos sites das agências.
"Essa instrução da CVM deve mitigar esse shopping de ratings", diz Rafael Guedes, diretor-executivo da Fitch Ratings no Brasil.
"No Brasil, cada agência tem seus critérios de avaliação e há grandes discrepâncias", diz Sergio Garibian, diretor de ratings da Standard & Poor's na América Latina.
Em fevereiro de 2006, o banco Cruzeiro do Sul encerrou seu contrato com a Fitch, que lhe dava nota BB+(bra), "elevado risco de inadimplência". No mesmo ano, assinou contrato com a Moody's, que lhe deu Baa1 para depósitos de longo prazo e meses depois elevou a A3 (ambos grau de investimento, considerados seguros).
Por causa dessas contradições, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) apresentou um projeto de lei prevendo que as agências respondam por "prejuízos causados por conduta dolosa (com intenção) ou culposa nas classificações de risco".
"Não é normal que algumas agências classifiquem um banco como tendo baixo risco e ele quebre alguns dias depois", diz Fonte. "Ou a agência foi cooptada pelo banco ou não tem condições de classificar ninguém."
Segundo Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating, o "shopping de rating" está restrito a operações estruturadas como FIDC (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios). "Não acho que isso ocorre com empresas e bancos", disse.
Para Paulo Rabelo de Castro, presidente da SR Rating, que não classificava nenhum desses bancos, "é importante uma regulamentação rígida, no momento em que o governo quer estimular o mercado de debêntures".
Maior fundo de pensão do país, a Previ só aceita ratings de três agências: S&P, Moody's e Fitch. Já a Funcef, da Caixa, compra títulos de dívida privada que sejam avaliados por pelo menos uma agência de rating, não importando qual.
A Funcef tinha papéis do PanAmericano e Cruzeiro do Sul. No caso do Cruzeiro, recebeu todo o investimento porque tinha garantia especial (DPGE).
PATRÍCIA CAMPOS MELLO
TONI SCIARRETTADE SÃO PAULO
- Folha on Line

Intromissão indevida - "macaco não olha o próprio rabo"

Nunca vi jornal pedir queda de ministro, diz Dilma sobre "Economist

Revista Inglesa pede demissão de Mantega
BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff disse, nesta sexta-feira, que, “em hipótese alguma”, seu governo tomará decisões baseadas em uma publicação, em resposta ao artigo da revista britânica “The Economist” que sugeriu a demissão do ministro da Fazenda, Guido Mantega.
“Eu, em especial, sou a favor da liberdade de imprensa. Não tenho nenhum senão a dizer sobre qualquer revista ou jornal falando o que quiser. Só quero me manifestar que, em hipótese alguma, o governo eleito pelo voto direto e secreto do povo brasileiro vai ser influenciado por uma opinião de uma revista que não seja brasileira”, disse Dilma a jornalistas após participar da Cúpula dos Chefes de Estado do Mercado Comum do Sul (Mercosul), no Palácio do Itamaraty, em Brasília.
A presidente previu crescimento maior do Produto Interno Bruto. “Estamos crescendo a 0,6% nesse trimestre. Iremos crescer mais no próximo trimestre. A resposta é: de maneira alguma eu levarei em consideração esta, diríamos, sugestão. Não vou levar”, completou.
Publicado ontem, artigo da Economist sugere a demissão de Mantega como uma alternativa para Dilma retomar a confiança dos investidores e viabilizar um segundo mandato. Fatores como a desaceleração nos preços das commodities e o endividamento das famílias são citados como as travas atuais da atividade econômica do país.
Dilma afirmou ainda que, diante do quadro de “crise gravíssima, com países tendo taxas de crescimento negativas, escândalos, queda de bancos, quebradeiras”, nunca viu nenhuma publicação de mídia sugerir mudanças em governos. “Eu nunca vi nenhum jornal propor a queda de um ministro”, disse.
Questionada sobre a situação “deles”, em referência às economias desenvolvidas, a presidente mostrou contrariedade e falou da situação de estabilidade econômica do país.
“Vocês, da imprensa brasileira, não sabem que a situação deles é pior que a nossa? Pelo amor de Deus. Desde 2008, nenhum banco como Lehman Brothers quebrou aqui. Não temos crise de dívida soberana. A nossa relação dívida-PIB é de 35%. A nossa inflação está sob controle. Nós temos US$ 378 bilhões de reserva. E tudo isso se dá porque os juros caíram no Brasil”, disse Dilma.
(Yvna Sousa, Eduardo Campos e Bruno Peres / Valor)