quarta-feira, 22 de abril de 2020

Ao vivo: Senado vota projeto que amplia benefício emergencial

Central de controle da votação remota do Senado Federal, em Brasília

Por Poder36

22.abr.2020 (quarta-feira) - 16h20

O Senado Federal se reúne em plenário virtual nesta 4ª feira (22.abr.2020) para analisar o PL nº 873/2020, que promove alterações nas regras para acesso ao auxílio emergencial. O texto veta a suspensão de benefícios previdenciários e assistenciais para idosos, pessoas com deficiência ou portadores de enfermidade grave enquanto durar a pandemia de covid-19.

Assista ao vivo...

domingo, 19 de abril de 2020

PCdoB defende frente de salvação nacional contra o mensageiro da morte

Unir amplas forças em defesa da vida e da democracia para salvar o Brasil. 

Documento aponta como caminho uma ampla frente de salvação nacional contra Bolsonaro, o mensageiro da morte.

Defende:

..."persistir na articulação de uma ampla frente de salvação nacional, em defesa da vida, da democracia, do emprego e do Brasil. Uma frente capaz de impedir que Bolsonaro promova o caos e crie condições para o país livrar-se da crise e vencer a pandemia. Com esse propósito, o Partido deve intensificar o seu diálogo com amplas forças da sociedade, partidos, entidades, personalidades e lideranças. Nessa frente de salvação nacional, têm protagonismo o Congresso Nacional, os governadores, o  STF, entidades e instituições da sociedade civil, como CNBB, Comissão Arns, OAB-Federal, SPBC, ABC, ABI, hoje conjugadas no Pacto pela Vida e pelo Brasil. Devem participar os partidos e parlamentares de um largo espectro político, personalidades do mundo da cultura e da ciência, as centrais sindicais, a UNE, a UBES, a Conam, a UBM, a CMB e um elenco de movimentos sociais e frentes desse setor”...


Contra ataques de Bolsonaro, Moises e mais 19 governadores assinam carta aberta em defesa do Congresso e da democracia

No sul Paraná e Rio Grande do Sul não assinam a carta.
Aos manifestantes, Bolsonaro discursou dizendo não querer “negociar nada”. “Estou aqui porque acredito em vocês”, afirmou, dizendo ainda que “acabou a época da patifaria” e que “é agora o povo no poder”.

Documento declara apoio aos presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, por ataques de Bolsonaro e foi divulgado no dia em que o chefe do Planalto participou de um ato que pedia intervenção militar.


Aos manifestantes, Bolsonaro discursou dizendo não querer “negociar nada”. “Estou aqui porque acredito em vocês”, afirmou, dizendo ainda que “acabou a época da patifaria” e que “é agora o povo no poder”.

O documento foi assinado pelos governadores:

 Renan Filho (AL), Waldez Goés (AP), Rui Costa (BA), Camilo Santana (CE), Renato Casagrande (ES), Ronaldo Caiado (GO), Flávio Dino (MA), Mauro Mendes (MT), Reinaldo Azambuja (MS), Helder Barbalho (PA), João Azevêdo (PB), Paulo Câmara (PE), Wellington Dias (PI), Wilson Witzel (RJ), Fátima Bezerra (RN), Eduardo Leite (RS), Carlos Moisés (SC), João Doria (SP), Belivaldo Chagas (SE) e Mauro Carlesse (TO).

Governadores que não assinaram:

AM - Wilson Lima (PSC)
PR - Ratinho Jr. (PSD)
MG - Romeu Zema (NOVO)
DF - Ibaneis Rocha (MDB)
RR - Antônio Denarium (PSL)
AC - Gladson Camelo (PP)
RO - Marcos Rocha (PSL)



quinta-feira, 16 de abril de 2020

Como o Maranhão driblou os EUA e a Alemanha para comprar respiradores da China

A compra dos equipamentos da China foi feita com dinheiro doado por empresários locais e a entrega aconteceu com o que o governo do Maranhão chamou de "operação de guerra".  (Respiradores são desembarcados no aeroporto de São Luís (MA)

Por Congresso Em Foco

Uma carga de 107 respiradores vindos da China chegou ao aeroporto de São Luís, no Maranhão, na noite desta terça-feira (14). Para conseguir fazer com que os equipamentos que serão usados por pacientes com coronavírus chegassem ao estado, o governo montou o que chamou de “operação de guerra”. A estratégia foi necessária porque em três tentativas anteriores a compra foi “desviada” no meio do caminho.

Em duas situações, Estados Unidos e Alemanha pagaram mais aos fornecedores chineses e levaram os respiradores que estavam reservados pelo Maranhão. Em outra, numa compra interna, o governo federal confiscou toda a produção nacional para distribuir os equipamentos de acordo com seus critérios.  

Para driblar os outros interessados, o governo mudou a rota de compra e trouxe a mercadoria pela Etiópia. Ao desembarcar em São Paulo, a carga foi direto para o Maranhão e só lá passou pelos trâmites da Receita Federal, evitando assim que ficassem em SP por ordem do governo federal. Segundo a Folha de S. Paulo, a operação custou R$ 6 milhões e envolveu 30 pessoas. 

Além dos respiradores, a carga continha também 200 mil máscaras. Todos os equipamentos foram comprados com dinheiro doado pela iniciativa privada. 

Segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde, mais de R$ 10 milhões já foram doados por empresário locais ao governo do Maranhão desde o início da pandemia de covid-19.

Assista abaixo vídeo produzido pelo governo do Maranhão sobre o caso



quarta-feira, 15 de abril de 2020

Bolsonaro obtém reconhecimento internacional merecido, o de pior líder do planeta

"Washington Post" critica conduta do brasileiro no combate à covid-19

Por Kennedy Alencar de Washington

O presidente Jair Bolsonaro conseguiu finalmente obter o reconhecimento internacional que merece. “De longe”, segundo editorial do jornal americano “The Washington Post”, é o pior líder a enfrentar a pandemia de covid-19 no planeta.

Bolsonaro realmente fez por merecer essa desonra. Como disse uma amiga inteligente e perspicaz, o presidente brasileiro causa um exaurimento nas pessoas. Com fake news e política mesquinha, o presidente e os bananinhas provocam um esgotamento das forças da população numa hora em que a tragédia se anuncia a cada dia mais grave no Brasil. Bolsonaro é um genocida.

Ontem, também foi dia de um novo vexame do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Dessa vez, culpou a OMS (Organização Mundial da Saúde) por falhas e atrasos na gestão da crise de coronavírus nos EUA. Segundo ele, a OMS acobertou dados da China sobre o coronavírus.

É fato que a OMS demorou a classificar o covid-19 como pandemia. Mas erros da entidade não justificam equívocos de Trump nem o corte de verbas da entidade, uma manifestação de egoísmo geopolítico-sanitário dos EUA. Neste momento, tirar verbas da OMS comprometerá programas de ajuda a países pobres que não têm o colchão econômico e social das nações ricas.

O apoio oficial de Barack Obama a Joe Biden também foi um dos grandes assuntos de ontem nos EUA. O anúncio, num vídeo de 12 minutos, mostra o contraste entre um líder de verdade, Obama, e um presidente despreparado, Trump.

Beba na Fonte>Blog do Kennedy - Vale ver

VIGIAR E LUCRAR - Nós identificamos dois clientes dos dados de localização ‘anônimos’ vendidos pela Vivo


Por Tatiana Dias

O músico e funcionário público Jarbas da Rocha saiu de casa, em Domingos Martins, interior do Espírito Santo, para ir a Santa Maria do Jetibá, a pouco mais de 50 quilômetros de distância. Lá, tocou com sua banda em abril de 2016 na Festa Pomerana, evento anual que celebra a chegada de imigrantes da extinta Pomerânia na região. Quatro anos depois, eu encontrei esse deslocamento de Rocha em uma planilha vendida pela Vivo à Secretaria de Turismo do Espírito Santo.

Cliente da Vivo, maior operadora de celular do Brasil, Rocha não imaginava que seu celular, monitorando seus movimentos, estava também produzindo dados que a empresa, depois, transformaria em dinheiro.

Na planilha vendida em 2017 ao governo do Espírito Santo, Rocha não é exatamente Rocha. É um indivíduo não identificado, homem, idade entre 50 e 59 anos, que vive em Domingos Martins, cidade de 33 mil habitantes,

Beba na Fonte> The Intercept

Juízes podem assumir prefeituras se eleições forem adiadas

A disputa está marcada para outubro, mas a falta de perspectiva de quando a crise se encerrará preocupa políticos e magistrados (foto: Marilia Lima/CB/D.A Press)

Por Agencia Brasil

A possibilidade de adiar as eleições deste ano por causa da pandemia de Covid-19 no país pode levar juízes ao comando das prefeituras do país. A disputa está marcada para outubro, mas a falta de perspectiva de quando a crise se encerrará preocupa políticos e magistrados, que já discutem cenários para o caso de não ser possível a população ir às urnas neste ano.

Entre as alternativas cogitadas nos bastidores estão postergar as eleições até dezembro, unificá-las com as disputas de 2022 ou realizá-las no início do ano que vem, mas sem prorrogar mandatos dos atuais prefeitos e vereadores, o que poderia gerar contestações de adversários políticos. Nestes dois últimos cenários, a linha sucessória prevê que o juiz responsável pela comarca da cidade assuma a administração local provisoriamente em caso de ausências de prefeito, do vice e do presidente de Câmara Municipal.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), chegou a mencionar a hipótese durante uma palestra, há duas semanas. Mas a manifestação foi vista por aliados apenas como maneira de posicionar-se contra a ideia de prorrogar mandatos de prefeitos e vereadores.

No meio jurídico, a possibilidade também é vista com ressalvas. Isso porque comarcas enfrentam déficit de magistrados e excesso de processos. "Não vislumbro esse cenário", afirmou a presidente da Associação dos Magistrados do Brasil, Renata Gil de Alcantara Videira.

Propostas para alterar a data das eleições por causa do novo coronavírus já foram protocoladas no Congresso Nacional. A cúpula do Legislativo, porém, só pretende abrir algum debate a respeito em meados de maio ou junho. Cabe ao Legislativo alterar a Constituição.

"Temos somente duas opções. A melhor é que esteja tudo normal em outubro. A pior é termos que aprender a viver dentro da normalidade, descobrir como praticar os atos do calendário eleitoral nessas novas condições", afirmou Henrique Neves, jurista e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contrário ao adiamento.

Ainda que parlamentares promovam uma emenda constitucional, ela deverá ser judicializada porque a alteração ocorreria a menos de um ano até o domingo de votações. Portanto, é possível que o Supremo Tribunal Federal (STF) seja instado a se manifestar.

Enquanto isso, os atuais prefeitos fazem pressão. Preocupados em não serem politicamente afetados na reta final dos mandatos, eles desejam postergar os pleitos - com a prorrogação de seus mandatos - e colocam como contrapartida a chance de destinar o dinheiro do fundo eleitoral deste ano para ações de contenção. Os R$ 2 bilhões previstos no Orçamento estão reservados para gastos de candidatos como viagens, cabos eleitorais e publicidade.

"A suspensão, neste momento, me parece adequada. Para quando? Teremos que avaliar, mas me parece que em outubro não tem como. Suspendendo, poderíamos usar o dinheiro do Fundo Eleitoral para combater a pandemia", afirmou Glademir Aroldi, presidente da Confederação Nacional dos Municípios, entidade que representa os prefeitos.

Os políticos mergulhados nas conversas sobre a postergação argumentam que etapas importantes do calendário eleitoral concorrem com uma fase ainda aguda da doença, e ações de assistência social necessárias poderão ser interpretadas como manobras eleitorais. Citam, como exemplo, as convenções partidárias, quando as candidaturas são oficializadas, previstas para julho e início de agosto.

Além disso, prefeitos reclamam que encerrarão os mandatos em um cenário de queda na arrecadação, por conta dos impactos da redução das atividades econômicas, e de elevação de despesas, acarretada pelas medidas necessárias à contenção do vírus.

"Prefeitos vão ter que tomar medidas, principalmente nas médias e pequenas cidades, onde a epidemia não está ainda com grau muito alto. Fecham comércios e existe uma pressão forte por causa disso. Estou com pena dos gestores municipais, tenho rezado por eles", afirmou Aroldi.

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF, manifestou-se sobre o assunto no dia 3 de abril. Prestes a assumir o TSE, defendeu a manutenção do atual calendário, mas admitiu um adiamento no máximo até dezembro.

A atual presidente da Corte, ministra Rosa Weber, também rejeita qualquer mudança de data por enquanto, mas, por via das dúvidas, criou um grupo de trabalho formado por técnicos da pasta para avaliar, semanalmente, os impactos da crise no calendário eleitoral. A primeira reunião do colegiado está prevista para esta terça-feira, 14.

A Comissão de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é contra unificar as datas das eleições. Para o presidente do colegiado, Eduardo Damian, o debate deveria ser restrito a estratégias para viabilizar as convenções partidárias em ambientes virtuais e para oferecer mais segurança aos eleitores, como ampliando horários de votação.

"Os prazos que hoje vigoram podem, mesmo que precariamente, ser cumpridos por meio do trabalho remoto. Se, porventura, a situação da pandemia não se controlar daqui a um ou dois meses discutimos uma solução razoável", disse.