segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

“O golpe não terminou”, diz Dilma em entrevista.

Dilma Rousseff: “O que está em jogo hoje é o que vai ser a eleição de 2018. Essa será a pauta a partir da metade do ano (Foto: Maia Rubim/Sul21)

Por Marco Weissheimer, no site Sul-21:

Quase seis meses depois da votação da última etapa do impeachment no Senado Federal, Dilma Rousseff olha para esse período não como uma página virada na sua história de vida ou na história política do país, mas sim como um processo em andamento. “O golpe não acabou”, afirma, advertindo para os riscos que a democracia brasileira corre com o desenrolar do processo golpista. Em entrevista ao Sul21, concedida em seu apartamento em Porto Alegre, Dilma Rousseff fala sobre as raízes profundas e aparentes do golpe, denuncia o desmonte de políticas sociais e de setores estratégicos para o país, como as indústrias naval e petrolífera, e aponta as tarefas que ela considera prioritárias para a esquerda e para todas as forças progressistas do país:



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Sabatina de Moraes: jogo de cartas marcadas

Fotos públicas.com.br

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Conhece aquele jogo em que todo mundo já sabe quem vai ganhar antes mesmo do juiz apitar o início da partida? São favas contadas e cartas marcadas. Não tem erro.

É este o clima que cerca a sabatina de Alexandre de Moraes no Senado nesta-terça feira, principal fato político da semana.

Desde que seu nome foi indicado por Michel Temer para a vaga de Teori Zawascki, Moraes desfila pelo Senado, sempre acompanhado de uma comitiva de assessores e seguranças, como se estivesse passando a tropa em revista.

Consta que já falou com todos os 81 senadores pessoalmente, mas nem precisava. Cabalou voto de seus eleitores até numa chalana ancorada no lago Paranoá, o momento mais emocionante da campanha.

Nunca houve em tempos recentes uma maioria governista tão esmagadora na Comissão de Constituição e Justiça, presidida por ninguém menos do que o ínclito senador Edson Lobão, e no plenário do Senado.

Feito candidato único em campanha eleitoral numa cidadezinha do interior em que todo mundo se conhece, o ministro licenciado da Justiça só está esperando a hora de correr para o abraço.

A única dúvida é saber quanto tempo vai durar a encenação até a votação em plenário - se termina na própria terça-feira, ou no dia seguinte.

Ninguém ali está muito preocupado com o conhecimento jurídico ou a reputação ilibada do candidato ao STF, os requisitos básicos para a nomeação de um ministro.

O que todos querem ter no tribunal é um aliado de confiança na luta desesperada contra as denúncias da Lava Jato.

À oposição caberá o papel de time pequeno que entra em campo para enfrentar um grande na final de campeonato já decidido, apenas para cumprir tabela.

Pouco importa o que até agora se divulgou sobre alguns problemas na carreira acadêmica do candidato, como casos de plágio e currículo turbinado.

Não fosse todo esse cenário favorável, Alexandre de Moraes conta ainda com o retrospecto das sabatinas no Senado, mero ritual de confirmação daquilo que o governo de turno quer.

A última vez que um candidato ao STF foi vetado numa sabatina do Senado aconteceu há 123 anos, no governo do marechal Floriano Peixoto (1891-1894).

Publicado no blog Altamiro Borges

Xadrez do novo tempo da Lava Jato

Por Luis Nassif


Peça 1 – o papel da Procuradoria Geral da República

Justiça que tarda é justiça que falha. Nunca o ditado foi tão oportuno para explicar como a Lava Jato vem tratando os casos mais delicados, dos políticos com prerrogativa de foro.

A revelação dos papéis do Ministro Teori Zavascki por Elio Gaspari (https://goo.gl/kLfH6l) traz um dado concreto sobre algo que o Xadrez vem indicando há tempos: por estratégia ou insuficiência, ou por receio de chegar até seus aliados, a Procuradoria Geral da República (PGR) está tocando os inquéritos com extrema morosidade.

Desfazem-se alguns mitos.


Mito 1 – que os atrasos na Lava Jato se devem ao acúmulo de processos no STF.

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Febre amarela leva União a reconhecer situação de emergência de cinco cidades


Por Léo Rodrigues - Correspondente da Agência Brasil

O governo federal reconheceu situação de emergência em cinco cidades devido ao surto de febre amarela. As portarias foram publicadas no Diário Oficial da União de hoje (20) pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), vinculada ao Ministério da Integração Nacional. Elas permitem que as prefeituras de Coronel Fabriciano (MG), Governador Valadares (MG), Manhumirim (MG), Teófilo Otoni (MG) e Ibatiba (ES) solicitem apoio emergencial para ações de socorro e assistência à população.

Embora situadas em regiões afetadas pelo surto, três das quatro cidades mineiras beneficiadas pela medida não têm nenhum caso confirmado de febre amarela. Conforme o último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), divulgado na sexta-feira (17), Coronel Fabriciano, Governador Valadares e Manhumirim contabilizam juntas sete casos em investigação e três foram descartados. Também não há mortes suspeitas entre os moradores destas cidades. Por outro lado, como são municípios mais estruturados, suas unidades de saúde estão recebendo pacientes de cidades vizinhas.

De acordo com o Ministério da Integração Nacional, entre os critérios para reconhecimento da situação de emergência, estão a dificuldade no controle da doença, a existência de danos humanos consideráveis e a possibilidade de se normalizar a situação a partir do apoio complementar dos governos estaduais ou federal. No início do mês passado, o governador mineiro Fernando Pimentel também havia decretado situação de emergência em saúde pública
em uma área que abrange 152 municípios.

O outro município de Minas Gerais com situação de emergência reconhecida pelo governo federal é Teófilo Otoni, que tem nove confirmações para a doença e mais 24 casos em investigação. O município também confirmou sete mortes por febre amarela e há mais 17 sendo analisadas.

Próximos a Teófilo Otoni estão as duas cidades com maior quantidade de óbitos confirmados. Ladainha, a cerca de 70 quilômetros, registra 12 mortes por febre amarela. Em Itambacuri, distante 35 quilômetros, oito vítimas morreram em decorrência da doença.

Além das cidades mineiras, o município capixaba Ibatiba também teve reconhecida a situação de emergência. Não há nenhuma confirmação da doença entre seus moradores, mas há oito casos suspeitos e, em cinco deles, os pacientes estão em estado grave.

Dados

A SES-MG anunciou que passará a divulgar boletins epidemiológicos apenas duas vezes por semana, às terças-feiras e às sextas-feiras. Até agora, segundo os dados da semana passada, 

Minas Gerais soma 1.012 notificações para febre amarela. Destes, 57 foram descartadas e 220 são casos confirmados. As mortes que tiveram confirmação para a doença são 78. Mais 96 mortes continuam sendo investigadas.

A febre amarela é causada por um vírus da família Flaviviridae e ocorre em alguns países da América do Sul, América Central e África. No meio rural e silvestre, ela é transmitida pelo mosquito Haemagogus. Já em área urbana, o vetor é o Aedes aegypti, o mesmo da dengue, do vírus Zika e da febre chikungunya. Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão da febre amarela no Brasil não ocorre em áreas urbanas desde 1942. Até o momento, nenhum dos casos em Minas Gerais são considerados urbanos pelos órgãos públicos.

O surto atual já registra casos confirmados em 42 municípios mineiros. Em mais 84 cidades do estado há pacientes com suspeitas. A principal medida de combate à doença é a vacinação da população. O imunizante é ofertado gratuitamente nos postos de saúde por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A aplicação ocorre em dose única, devendo ser reforçada após dez anos. No caso de crianças, o Ministério da Saúde recomenda a administração de uma dose aos 9 meses e um reforço aos 4 anos.

Os bastidores da agressão de Freire a Raduan Nassar, por Rafael Alves


Do Brasil 247

Sociólogo revela bastidores da agressão de Freire a Raduan Nassar

Por Rafael Alves

Texto literário é coisa para Raduan.

Textos jornalísticos felizmente já estão sendo veiculados.

Este é, quiçá, um desabafo. Uma reflexão a partir do evento em que Raduan Nassar recebeu o Prêmio Camões.

Raduan iniciou seu discurso dizendo ter tido dificuldade para entender o Prêmio.

Eu estou até agora com dificuldades para entender a cerimônia de premiação realizada ontem, 17 de fevereiro de 2017.

Por um lado, sinto a felicidade por ter estado presente num evento de tal importância, ter visto e ouvido uma pessoa como Raduan – o que especificamente em seu caso é algo ainda mais raro, considerando sua discrição e opção pela reclusão.



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Defesas de Lula e Mercadante criticam tentativa de acusação por obstrução


Do Jornal GGN 

Tanto a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quanto o ex-ministro Aloizio Mercadante mostraram-se surpresos sobre o inquérito da Polícia Federal, divulgado nesta segunda-feira (20), por suposta obstrução da Justiça.

O documento de mais de 40 páginas foi encaminhado ao ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), recomendando a abertura de uma denúncia contra Lula, Mercadante e também a ex-presidente Dilma Rousseff, com base apenas na delação de Delcídio do Amaral.

Uma das frentes da investigação coincide com outra, de igual foco, na Justiça Federal de Brasília, na qual, na última semana, o ex-senador Delcídio do Amaral admitiu a responsabilidade, e seu assessor, Diogo Ferreira, desmentiu a tese do ex-parlamentar.



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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Senado tem projeto para tornar estupro crime sem prescrição e fiança


Do Jornal GGN

Está na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, aguardando um relato, uma proposta de Emenda à Constituição (PEC) de número 64, que altera o inciso XLII do art. 5º da Constituição Federal para tornar imprescritível e inafiançável o crime de estupro.

O texto é assinado pelo senador Jorge Viana (PT), que usou a cultura do estupro para justificar a necessidade do projeto. Segundo ele, o estupro "é um crime que deixa profundas e permanentes marcas nas vítimas." Estas últimas nem sempre têm coragem para denunciar o agressor após o episódio de violência.

De acordo com o texto da PEC, no Brasil, só em 2015, foram registrados 45.460 casos de estupros consumados, o que corresponde à alarmante taxa de 22,2 casos de estupro para cada grupo de 100 mil habitantes. O Acre é o estado brasileiro que apresenta a mais alta taxa de estupros consumados no país: 65,2. Além disso, em 2015, no Brasil foram reportadas 6.988 tentativas de estupro.

"Esses números por si só já são bastante significativos, mas refletem apenas uma pequena parcela de crimes sexuais cometidos. Na verdade, a maioria dos casos de estupro não são reportados", alertou Viana.

Estudo do IPEA calcula que o número de estupros por ano no Brasil seja em torno de 527 mil tentativas ou casos de estupros consumados no país, dos quais apenas 10% seriam reportados à polícia.

"A subnotificação dos crimes de estupro ocorre devido ao receio de que as vítimas têm de sofrer preconceito, superexposição ou serem revitimizadas. Isso porque é comum que a vítima seja covardemente responsabilizada pelo estupro sofrido, seja pelo fato de ter bebido, pelo horário em que estava na rua, pela roupa que vestia ou pela maneira como dançava."

Em função disso, no ano passado, um movimento de mulheres lançou nas redes sociais uma campanha chamada "eu não mereço ser estuprada", que tentou combater a ideia de que a mulher é agente provocadora da violência sexual.

"Diante desse quadro, propomos a imprescritibilidade do crime de estupro. Essa medida, por um lado, permitirá que a vítima reflita, se fortaleça e denuncie, por outro lado, contribuirá para que o estuprador não fique impune. Tendo esses legítimos objetivos por principal instrumento, esperamos conquistar o apoio dos nobres Pares para a aprovação desta Emenda Constitucional".

Além de Viana, assinam o projeto os senadores Aloysio Nunes, Ana Amélia, Antonio Anastasia, Armando Monteiro, Ataídes Oliveira, Cristovam Buarque, Dário Berger, Edison Lobão, Eduardo Amorim, Elmano Férrer, Fernando Bezerra Coelho, Flexa Ribeiro, Garibaldi Alves Filho, José Pimentel, Lasier Martins, Lúcia Vânia, Magno Malta, Paulo Rocha, Raimundo Lira, Regina Sousa, Reguffe, Renan Calheiros, Roberto Muniz, Ronaldo Caiado, Sérgio Petecão, Simone Tebet e Wilder Morais.

A proposta original também falava em tornar o racismo um crime sem fiança e sem prescrição. Mas o aviso de que o texto está na CCJ, publicado no Diário Oficial da União, não cita racismo.

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