sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Impeachment é via ilusória para a esquerda


Por Gilberto Maringoni

Começa a se disseminar nos meios políticos – e nas redes sociais – a ideia do impeachment de Jair Bolsonaro. Quero tecer algumas ponderações a respeito:

1. Bolsonaro ultrapassou todos os limites da civilidade e da convivência democrática, depois de suas declarações sobre o assassinato de Fernando Santa Cruz.

Seu governo significa a propagação da barbárie e da brutalidade na vida social;

2. Com tal demonstração de estupidez, Bolsonaro se isola até mesmo de parcelas de sua base política.

João Dória e Miguel Reale Jr., também partidários da extrema direita, investiram duramente contra o presidente;

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Em Angra, Ibama multa em R$ 70 mil barco da família do secretário da pesca

O barco foi autuado no mesmo local onde o presidente Jair Bolsonaro foi multado, em 2012.

A família do secretário da Pesca, Jorge Seif Júnior, foi multada na semana passada em R$ 70 mil, por causa de pesca ilegal em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. As multas aplicadas pelo Ibama flagraram a ação de uma embarcação de pesca industrial que pertence à empresa do pai do secretário, Jorge Seif. 

O barco foi autuado no mesmo local onde o presidente Jair Bolsonaro foi multado, em 2012, por pesca irregular. Informações obtidas pelo Estado revelam que foram emitidas duas multas e uma notificação contra Sara Kischener Seif, madrasta do secretário da Pesca. 

Uma multa de R$ 40 mil foi aplicada após os agentes do Ibama encontrarem 250 quilos de iscas vivas de peixes (sardinhas), espécie que está em época de defeso, ou seja, tem a sua pesca proibida por estar em período de reprodução. 

Outra multa de R$ 30 mil aplicada contra a embarcação "Dona Ilva" refere-se a problemas técnicos identificados no barco e que, segundo a fiscalização, impediam o seu rastreamento constante. 

A terceira autuação notificou Sara Seif para consertar os aparelhos de identificação.


quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Novo presidente da Comissão de Desaparecidos é um picareta

Processo tramita na Justiça. Segundo o MPSC, o advogado teria divulgado antecipadamente o edital para a esposa e cunhada, causando o vazamento para diversas pessoas por meio do WhatsApp. Ele nega irregularidades. Damares Alves defendeu assessor. Marco Vinicius foi nomeado presidente da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos — Foto: PSL/Divulgação

O advogado Marco Vinicius Pereira de Carvalho, nomeado nesta quinta-feira (1°) presidente da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, é acusado na Justiça de ter vazado, para a própria mulher e para a cunhada, um edital de concurso público da Prefeitura de Taió, no Vale do Itajaí.
Carvalho, presidente do PSL no município e assessor da ministra Damares Alves, responde a uma ação civil pública, por improbidade administrativa, proposta em outubro de 2018 pelo Ministério Público de Santa Catarina. Ele é procurador concursado do município e estava licenciado desde 2 de agosto de 2018, segundo a ação, para se candidatar a uma vaga de segundo suplente de senador.

O MPSC o acusa de ter divulgado, sem autorização, o edital de um concurso para preencher 40 vagas na Prefeitura de Taió durante o período em que estava licenciado. Carvalho, de acordo com ação, pediu para que o presidente da comissão lhe enviasse o edital para o e-mail particular. E, então, repassou o edital para a mulher, que, por sua vez, mostrou o documento para a cunhada dele.

Além disso, Carvalho pediu pessoalmente alterações no edital do concurso, de acordo com depoimento do presidente da comissão de concurso, citado na ação do Ministério Público.
Havia a intenção também de favorecer a cunhada dele, ainda de acordo com a ação. Diante da situação, o secretário de administração da prefeitura de Taió procurou o Ministério Público para relatar o episódio. O edital, em razão do vazamento, foi alterado pela prefeitura.

Um processo administrativo foi aberto pela Prefeitura de Taió para investigar o vazamento, mas foi arquivado em dezembro de 2018. Segundo o órgão, a comissão que avaliou considerou que Carvalho não cometeu nenhuma infração.

Pedidos à Justiça

O MPSC pediu à Justiça o afastamento do procurador e o pagamento de indenização por reparação de dano moral coletivo. Ainda não há decisão a respeito. Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), o processo está em fase inicial, de contestação.
A ministra Damares falou sobre o ex-assessor no Paraná. “Ele é acusado, mas não está condenado. O Marco está sendo investigado. Conheço o Marco, conheço a reputação dele. Ele está respondendo processo”, afirmou a ministra Damares à RPC Foz do Iguaçu nesta quinta-feira.

Processo de 2015

Carvalho responde a outra ação civil pública, de 2015, sobre uma licitação para compra de brita feita em 2012 em Taió. Conforme o MPSC, Marco Vinicius atuou como parecerista e pregoeiro em uma licitação suspeita de ter sido direcionada para uma empresa, pelas exigências do certame. Entre os pontos, a empresa deveria ficar no máximo a 50 km do município.

O processo ainda tramita na Justiça em Taió, sem decisão.

“Não há a menor dúvida quanto a lisura dos procedimentos, porque como procurador eu sou obrigado a dar parecer nestes processos. Então meu parecer é que se podia limitar a distância de um certo material na região de Santa Catarina porque os caminhões do município iam buscar o material. Então não é lógico que haja esta situação da distância. Na própria defesa que o Ministério Público faz também limita a distância de certos materiais, como combustíveis. Os postos de gasolina precisam estar distantes a uma distância máxima das comarcas porque se não fica antieconômica. Se vale para o Ministério Público a limitação dos materiais, para os estados e municípios também vale”, explica Marco Vinicius Pereira de Carvalho.

Prefeitura de Taió

De acordo com a Prefeitura de Taió, entre 2009 e janeiro de 2016, Carvalho foi servidor comissionado, atuando como chefe de serviço de Administração, diretor de departamento de Agricultura, assessor fazendário e assessor jurídico.

Passou a atuar como efetivo em janeiro de 2016, no cargo de advogado. Em 2018 se licenciou no período eleitoral para concorrer a suplente de senador.

Em 2019, foi para Brasília assessorar a ministra Damares. Em abril de 2019, tirou uma licença para acompanhar a mulher, que ocupa um cargo comissionado no Governo do Estado, com lotação em Brasília.

Alterações na Comissão
O presidente Jair Bolsonaro trocou quatro dos sete integrantes da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. A mudança ocorreu uma semana após o colegiado declarar que a morte, durante a ditadura militar, do pai do atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi provocada pelo Estado. Segundo Bolsonaro, ele foi morto pelo grupo de esquerda do qual fazia parte.

A alteração na comissão foi publicada no “Diário Oficial da União” desta quinta-feira (1º), com a assinatura do presidente e da ministra Damares Alves, da pasta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Segundo Bolsonaro, a mudança ocorreu porque mudou o presidente da República.

De acordo com o decreto publicado nesta quinta-feira, estas são as alterações feitas na composição da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos:
   

  • Marco Vinicius Pereira de Carvalho substitui Eugênia Augusta            Gonzaga Fávero, atual presidente do colegiado

    • Weslei Antônio Maretti substitui Rosa Maria Cardoso da Cunha
    • Vital Lima Santos substitui João Batista da Silva Fagundes
    • Filipe Barros Baptista de Toledo Ribeiro substitui Paulo Roberto Severo Pimenta
    Beba na Fonte: G1 no Blog da Cidadania

    Imbitubense terá que pagar ainda mais na conta de luz a partir desta quinta

    Choque de energia Barata de Bolsonaro é de arrepiar!!! 

    A partir desta quinta-feira (1), os Imbitubenses terão que pagar ainda mais na conta de luz. Para o mês de agosto, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) determinou que a bandeira tarifária será a vermelha, no patamar 1, onde há uma cobrança extra de R$ 4 para cada 100 quilowatts-hora consumidos.

    Segundo a agência, a medida foi tomada pela possibilidade de aumento no acionamento das usinas termelétricas, que têm custo de geração de energia mais alto. Também pesou na decisão a diminuição do volume de chuvas, com a chegada da estação seca.

    Decisão coloca em xeque a balela do choque de energia barata de Bolsonaro.

    Instituto Vladimir Herzog repudia ingerência na Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos

    Após o fim do regime militar, nos governos José Sarney, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, o Estado brasileiro criou, a partir de legislação aprovada no Congresso Nacional, três comissões para lidar com a responsabilidade do Estado em relação aos crimes do período: a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, a Comissão de Anistia e a Comissão Nacional da Verdade. Trata-se, portanto, de política de Estado; não de governo.

    O Instituto Vladimir Herzog vem a público repudiar de forma veemente as alterações impostas à Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP). Por intermédio de decreto publicado hoje no Diário Oficial da União, o governo exonerou quatro dos sete integrantes do colegiado, substituindo-os por militares e integrantes do Partido Social Liberal (PSL) – o partido de Jair Bolsonaro.

    A tentativa de controlar a Comissão é mais um ataque da inaceitável ofensiva de Bolsonaro contra todas as políticas públicas que, desde a redemocratização, têm garantido à sociedade a realização do direito à memória, à verdade e à justiça em relação aos crimes cometidos durante a ditadura militar.

    O entendimento de que, durante a ditadura, agentes do Estado cometeram crimes contra a humanidade não é passível de revisão ou questionamento. Pelo contrário: é amplamente comprovado por documentos, depoimentos e até confissões daqueles que instauraram o terror na sociedade e estiveram envolvidos em prisões arbitrárias, sequestros, torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados.

    Ao agir assim, Bolsonaro desrespeita, mais uma vez, normas e tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil é signatário, e abre caminho para que o Estado brasileiro sofra novas condenações e sanções de tribunais internacionais. No ano passado, a Corte Interamericana de Direitos Humanos, ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA), condenou o Brasil por diversos crimes contra a humanidade cometidos durante a ditadura militar – entre eles, o assassinato do jornalista Vladimir Herzog.

    Em todas essas condenações, foi determinado que o Estado brasileiro se responsabilizasse por tais violações e promovesse uma série de medidas de reparação às vítimas da ditadura – algo que Bolsonaro se recusa a fazer.

    Após o fim do regime militar, nos governos José Sarney, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, o Estado brasileiro criou, a partir de legislação aprovada no Congresso Nacional, três comissões para lidar com a responsabilidade do Estado em relação aos crimes do período: a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, a Comissão de Anistia e a Comissão Nacional da Verdade. Trata-se, portanto, de política de Estado; não de governo.

    No caso dos desaparecimentos forçados, a ditadura sempre omitiu informações sobre as circunstâncias de prisões e mortes daqueles considerados opositores políticos. Durante anos, cidadãos brasileiros tiveram de lidar com a angústia de não saber oficialmente o paradeiro de seus familiares.

    Após anos de luta e pressão dos familiares de mortos e desaparecidos e de vítimas das violências do Estado, em 1995 foi criada a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. Desde então, foram reconhecidas 479 vítimas. Só no ano passado, foram mais duas identificações de corpos da Vala de Perus, descoberta em São Paulo em 1991 e ainda em investigação. Por lei, os integrantes do colegiado têm que promover iniciativas capazes de localizar e identificar vítimas da ditadura, e a nomeação deles não pode ser arbitrária; tem que atender a critérios técnicos.

    As conquistas obtidas pelas políticas públicas de direito à memória, à verdade e à justiça, que o Brasil vem adotando desde 1995 são irreversíveis. Ao contrário do que deseja o atual presidente da República, os crimes contra a humanidade, cometidos por agentes do Estado durante a ditadura militar, não serão esquecidos.

    O Brasil não pode mais conviver com tentativas de revisionismo histórico, tampouco com relativizações das gravíssimas violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura militar, especialmente quando isso parte de quem ocupa a chefia de governo.

    O Instituto Vladimir Herzog apela às instituições democráticas, sobretudo aquelas responsáveis por assegurar a manutenção do Estado de Direito, que impeçam o desmantelamento da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. Exige também que o governo interrompa os ataques às políticas públicas de direito à memória, verdade e justiça, absolutamente fundamentais para a consolidação e o fortalecimento da democracia no Brasil.

    Região recebe R$ 2,4 milhões de recursos, mas Imbituba ficou de fora


    Imbituba ficou de fora na liberação de recursos d emenda parlamentar do Deputado federal Daniel Freitas (PSL) embora tenha ele, Moises e Bolsonaro ter recebido excelente votação na cidade.

    Veja matéria completa - Diário do Sul

    Região recebe R$ 2,4 milhões de recursos

    O deputado federal Daniel Freitas (PSL) cumpriu agenda ontem em diversos municípios da Amurel para oficializar a liberação de recursos. Ele estava acompanhado, em todo o roteiro, do deputado estadual Felipe Estevão. Cinco cidades já foram contempladas, com um total de R$ 2,4 milhões.


    Fundação Catarinense de Cultura lança dois editais para projetos de arte e cinema


    O ano em que comemora 40 anos de criação, a Fundação Catarinense de Cultura (FCC) lança seus dois principais editais de fomento à arte. As inscrições estão abertas e devem ser feitas nas respectivas plataformas online criadas especialmente para os prêmios.

    Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura 2019

    Clique aqui para fazer a inscrição e tirar as dúvidas

    Prêmio Catarinense de Cinema 2019

    A edição terá um valor recorde distribuído a projetos em 26 categorias: R$ 19.260.000,00. Os recursos são do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), e do Governo Federal, por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) / Agência Nacional do Cinema (Ancine) . Inscrições seguem até as 23h59 do dia 12/09/2019.

    Clique aqui para fazer a inscrição e tirar as dúvidas

    A principal ferramenta de fomento à arte em Santa Catarina chega a sua quinta edição e distribuirá R$ 5.600.000,00. Os recursos são do Governo do Estado de Santa Catarina, com promoção da Fundação Catarinense de Cultura (FCC). O prêmio é composto por três editais nas áreas de Patrimônio Cultural, Artes e Artes Populares. As inscrições serão totalmente digitais e vão até as 23h59 do dia 12/09/2019.

    Beba na Fonte: Fundação Catarinense de Cultura