segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Bolsonaro, o fujão, confessa a covardia


Por Altamiro Borges

O fascistoide Jair Bolsonaro, que adora posar de valentão, pode sair da campanha eleitoral com a fama de covarde, de fujão. Após o lamentável episódio da facada em Juiz de Fora (MG), ele foi orientado pela equipe médica a ficar em repouso. Mesmo assim, ele participou de várias reuniões, tirou centenas de fotos com fanáticos seguidores e até ganhou espaços privilegiados na TV Record e em outras emissoras mercenárias. Por outro lado, já há vários indícios de que o candidato do PSL está usando de forma acovardada a mesma prescrição médica para evitar se expor nos debates. Nesta semana, dois jornais questionaram a jogada pusilânime. 


domingo, 14 de outubro de 2018

A filosofia do homem que mora em um castelo de areia: “Tento não me apegar a nada”

Márcio Mizael vive do efêmero numa praia do Rio de Janeiro. Ele mora na rua desde os 8

Por Maria Martín – El País

Márcio Mizael Matolas nasceu há 44 anos em um bairro paupérrimo do Rio de Janeiro, mas hoje mora num castelo. Construído num dos calçadões com o metro quadrado mais caro da cidade, ele tem vista livre para o Atlântico, vizinhos nobres e uma quadra de vôlei no quintal. O homem usa coroa de rei e os banhistas param para tirar fotos junto à fortaleza. Seu reinado, porém, é tão efêmero como a areia, mas foi assim que concebeu sua forma de viver: “As pessoas gostam muito de possuir. Eu tento não me apegar a nada”.

O homem, apelidado “Castelinho”, perdeu o pai assassinado antes de nascer e aos oito anos se lançou à rua. Começou vendendo quadrinhos, revistas e livros velhos no bairro do Flamengo, na zona sul da cidade, sem saber ler uma palavra do que oferecia. Foi na praia desse bairro onde lembra ter construído seu primeiro castelo: uma pirâmide. “Depois aprendi a fazer pirâmides incas, maias, astecas... Via os desenhos nas revistas”, relembra quase quatro décadas depois sob a sombra de uma árvore da praia do Pêpe, na Barra de Tijuca.
Castelinho, no pôr do sol na praia do Pêpe, na Barra de Tijuca (Rio). ARIEL SUBIRÁ

Com cerca de 10 anos, Castelinho já fazia seu dinheiro, ajudava a mãe e era conhecido no bairro. Sempre rodeado de livros, os moradores ensinaram ele a ler. Não sabe dizer quantas obras já devorou desde então, mas há uma que não esquece, mesmo porque já a leu quatro vezes. Capitães de Areia, de Jorge Amado, narra o cotidiano de um grupo de meninos sem teto na Bahia e também o dele próprio. “Ele retrata bem a vivência de rua, o sentimento de egoísmo e de solidão”, diz este rei de bermuda.

Um dia uma família se dispôs a adotá-lo, mas ele se recusou. “Eu sempre quis o carinho da minha família, não de outra”, explica. “Sempre vi as mães dos outros abraçando os filhos e eu chorava muito com isso. Ela já me abraçou quando eu fui mais velho, mas sabe essa coisa de que, quando arranha, é difícil tirar a marca?”.

Com 14 anos, Castelinho acumulava mais de 15.000 livros numa rua de Leblon e nos tempos vagos ia para a praia para construir sereias e jacarés que o mar levava antes de qualquer um admirar. Começou também a brincar com origami, a arte japonesa de dobrar papel que um senhor lhe ensinou no hospital quando se recuperava do atropelamento de um ônibus. Fazia borboletas, mas também bonecos complexos. Casou e foi, por fim, morar sob um teto. Não deu certo. Tampouco os relacionamentos que vieram depois. “Poxa, há tanto tempo que não sinto o amor... Elas não entendem minha liberdade. Em seguida querem mudar como eu vivo. Me dizem: pô, eu não quero morar num castelo!”, diz rindo, com seu sorriso quebrado, da sua própria ironia.

O habitáculo onde ele mora, nos fundos desse palácio, tem até seu jeito. Escondido na estrutura de areia, o buraco tem sacos de dormir e redes no chão e prateleiras de livros nas paredes. Na porta fica Humana, a cachorra. “Já fiz castelo em Copacabana, onde tem um monte de turista. Mas aqui é sossegado, posso ler”. Protegido de desabamentos por sacos de areia e pilares de madeira, Castelinho não teme a chuva tropical do verão. “É pior o sol, que seca tudo e estraga”, diz, prometendo se dedicar umas quantas horas a restaurar sua obra.


Castelinho mostra sus aposentos dentro do castelo de areia. ARIEL SUBIRÁ


Castelinho acha que lembrar do pior momento da vida é um exercício difícil. Mas recorda o mais feliz. “Uma vez eu fiz um castelo mirabolante em Copacabana, me deitei na frente dele e pensei: Cara, sou foda!”. No sol escaldante do início do verão, cigarro numa mão e uma latinha de cerveja na outra, o homem alimenta seu sonho: montar um ateliê onde trabalhar com mais matéria efêmera.

Durante a conversa, duas mulheres de chinelo de salto, vestidos de renda compridos e óculos de espelho posam com duas crianças na frente do palácio. Sentam numa cadeira de madeira batizada de “Trono das Estrelas” e lançam as melenas para um lado. “Pode botar a coroa!”, grita Castelinho de longe. As visitantes o ignoram, terminam suas fotos e vão embora sem soltar um centavo. “Antes eu brigava, tentava explicar que isto aqui não nasce sozinho, que preciso carregar areia, água, que preciso manter a estrutura, que as costas doem. Mas há um tempo que resolvi que era um desgaste, e que viva a arte!”.


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sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Tragédia anunciada - Acidente causado por animais soltos em Itapirubá

Atropelamento ocorreu próximo ao acesso Sul de Itapirubá, em Laguna (Foto Notisul)

Irresponsabilidade das prefeituras de Laguna e Imbituba levam ferimentos a mulheres próximo ao trevo da praia de Itapirubá. Animais de rua como cavalos e cães abandonados são visto com frequência nas ruas do balneário bem como no trevo de acesso. Pedidos de providencias para recolhimento desses animais não são atendidos por nenhuma das duas prefeituras. Chega de descaso, irresponsabilidade e incompetência. Está na hora desses gestores serem responsabilizados.

Jornal Notisul repercute mais um acidente causado pelos animais soltos na região, veja:

Mulheres ficam feridas após acidente envolvendo cavalo solto na pista

Uma guarnição do Corpo de Bombeiros Militar de Laguna foi direcionada à região da BR-101, em Itapirubá (antes do acesso Sul), em Laguna. O chamado, feito por volta das 19h35 desta sexta-feira (12), informava que havia ocorrido um atropelamento de um cavalo.

No local, os bombeiros encontraram duas mulheres, de 54 e 64 anos, com sinais vitais estáveis. A condutora do automóvel estava com um edema grande na cabeça e a caroneira apresentava escoriações na face e inchaço nos olhos.

Leia também:
https://sarafoatomico.blogspot.com/2018/09/aos-meus-familiares-amigos-e-conhecidos.html

Corpo de adolescente de 17 anos que morreu afogado em Imbituba é localizado

Ele estava com outros jovens na lagoa e não foi mais visto. Mergulhadores encontraram o corpo por volta das 15 horas

Um adolescente identificado como Tiago Rodrigues Alves, de 17 anos, estava tomando banho em um lago e desapareceu. O fato ocorreu na tarde desta sexta-feira (12), às 14h30, em Imbituba.

Os bombeiros foram acionados e encontraram o corpo após 30 minutos de buscas. O Instituto Médico-Legal (IML) esteve no local e realizou os procedimentos protocolares.

Não há informações se a vítima não sabia nadar ou teria sofrido algum tipo de cãibra ou passado mal na água. A perícia das causas deve ser divulgada nos próximos dias.

Com informações de HC noticias Tubarão e Notisul

Leia também: Travessia da balsa no canal da Barra Laguna fica mais caro a partir de 18/10

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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Xadrez do grande pacto nacional contra Bolsonaro


Por Luis Nassif

Peça 1 – tem jogo
A pesquisa DataFolha, com a contagem de 58 a 42 para Bolsonaro em relação a Fernando Haddad, mostra que tem jogo.

Motivo 1 – Em outras eleições, com menos volatilidade, houve viradas. A eleição atual é atípica, com mudanças radicais de posição, criação de ondas de tsunami. Por isso mesmo, não há estratificação de votos. Nem mesmo entre aqueles que, no primeiro turno, garantiam votos consolidados.

Motivo 2 – com Bolsonaro se posicionando sobre diversos temas, em cada posição que assume deixa de ser a encarnação irracional da unanimidade antissistema, e passa a ser uma pessoa de carne e osso, sendo desenhada por cada opinião.  Aliás, é curioso que nas duas únicas vezes em que mostrou bom senso – quando disse que a reforma da previdência deveria ser consensual e que o governo não poderia abrir mão do controle sobre a geração de energia – foi alvo de críticas de Carlos Alberto Sardenberg na CBN, filho dessa mistura de liberalismo econômico cego e autoritarismo político míope. Pelo menos a irracionalidade cega do mercado ajuda a dissipar sua adesão irracional a Bolsonaro.

Motivo 3 – a onda de ataques de seus seguidores a adversários por todo o país e a constatação clara de que será um governo de arbítrio, de selvageria, do qual não sairá incólume nenhuma forma de poder, da Justiça à mídia.


quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Prepare seu bolso - Prefeitura de Imbituba se associa a indústria da multa

Uma cidade entregue a própria sorte, essa é a definição exata da administração pública em todos os níveis na linda cidade de Imbituba. 

Com beleza natural exuberante a cidade vive um caos administrativo que atinge sem dó seu maior patrimônio: o Turismo, além da falta de planejamento e descuido das coisas mais simples.

Turistas vêm à cidade e são recebidos a “bala” - com grosserias, falta de sensibilidade e de carinho.

Vejam imagens chocantes de um turista de negócio que deixou seu carro por algumas horas em local de carga e descarga para atender um lojista e seu carro foi guinchado sem nenhuma advertência ou tolerância.

É certo que o Turista estacionou em local de descarga, mas guinchar é atitude extrema e não acrescenta nada a nossa tradição hospitaleira, principalmente num sábado e de um cidadão que precisa do automóvel para trabalhar e gerar negócios na cidade.

O guinchamento foi conduzido pela polícia militar com apoio de funcionários de trânsito do município. Possivelmente tanto polícia militar e prefeitura atuam em conjunto na aplicação de multas, que já se transformou em uma indústria imensamente lucrativa.

Qualquer administração que se preze deve agir no sentido inverso da indústria da multa, reconhecendo que cada caso é um caso, privilegiando a advertência e a tolerância.

PREPAREM-SE

Se não bastasse o fato cotidiano de aplicação das multas de transito na cidade, a administração Rosenvaldo/Zaga prepara mais um bote no seu bolso. Dessa vez abre licitação para “Aquisição de Equipamento de Velocidade do Tipo Radar Estático/Portátil com a Funcionalidade de OCR”.

O edital já se encontra a disposição conforme processo nº 1770093 da Prefeitura de Imbituba – DEMUTRAN - assinado pelo Secretário da SEINFRA Alex Carpes.

O povo mais uma vez vai pagar o pato.

VEJA O EDITAL:

PREFEITURA MUNICIPAL DE IMBITUBA – DEMUTRAN
PROCESSO Nº 10/2018
PREGÃO PRESENCIAL Nº 07/2018
A Prefeitura Municipal de Imbituba, por meio de seu Pregoeiro Oficial e através do Fundo Municipal de Trânsito, comunica, que realizará às 14:00 horas, do dia 23 de Outubro de 2018, licitação na modalidade de Pregão Presencial, do tipo menor preço por item, regido pelo disposto na Lei n° 10.520/2002, pela Lei complementar n° 123/2006, pela Lei Complementar nº 147, de 07 de agosto de 2014, pelo Decreto 8.538/2015 e, subsidiariamente, pela Lei n° 8.666/93 e suas alterações, a possível “AQUISIÇÃO EQUIPAMENTO DE VELOCIDADE DO TIPO RADAR ESTÁTICO/PORTÁTIL COM A FUNCIONALIDADE OCR”.
O Edital encontra-se à disposição dos interessados, na Diretoria de Licitações, situada à Rua Ernani Cotrin, 601, Centro, das 13:00 às 19:00 horas, de Segunda à Sexta-feira, ou no site www.imbituba.sc.gov.br – link Portal da Transparência.
Imbituba, 10 de outubro de 2018.
Alex Sandro Carpes
Secretário da SEINFRA



terça-feira, 9 de outubro de 2018

Amurel terá dois representantes na Assembleia Legislativa


Por Notisul

Amurel terá representação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Felipe Estevão (PSL), de Laguna, e Volnei Weber (MDB), de São Ludgero, foram eleitos como deputados estaduais.
Felipe Estevão foi o sétimo mais votado entre os candidatos a deputado estadual. O lagunense conquistou 47.390, que representa 1,29% dos sufrágios. Ele é pastor da Igreja União em Cristo, e já havia sido candidato nas eleições municipais de 2016, quando concorreu como vice-prefeito.

“Conseguimos sem fundo partidário, sem fundo eleitoral. Mesmo assim, a gente conseguiu. Porque eu acreditei que tinha um povo que confiasse que se botasse alguém sério, alguém honesto, com o coração patriota, pode fazer história. E nós ganhamos! Agora é arregaçar as mangas, trabalhar e mostrar o nosso valor”, destaca.
Ex-vereador e ex-prefeito de São Ludgero em dois mandatos, Volnei Weber concorreu pela primeira vez a uma cadeira na Alesc e ficou na 13ª posição entre os 442 candidatos. Ele conquistou 41.353 votos, o que representa 1,13%.

“Gratidão é a palavra nesse momento. Sou grato a todas as pessoas que depositaram o voto de confiança em mim. Aproveito para agradecer a minha família, que é a nossa base mais importante. Ao ser vereador e prefeito de São Ludgero, orgulhei e honrei meus pais, minha família, meus amigos e todos da minha amada cidade. Agora, irei legislar em prol do Estado de Santa Catarina e reforço neste momento que as portas estarão sempre abertas para receber os projetos das cidades e regiões”, declara.

O MDB foi o partido que mais elegeu deputados estaduais, com nove escolhidos. Na sequência vem PSL e PSD, com seis cada, e o PT, com quatro.