Olhando por aí
Dá uma dor aqui
Às vezes dá vontade de não ver
Às vezes dá vontade de chorar
Às vezes dá vontade de esquecer
Mas quando essa vontade
Se encontrar
Transforme essa vontade em fazer
Nesse segundo em algum lugar do mundo
Alguém tá precisando de você
Faça a sua parte
E dê a melhor parte de você
Não é com mão no bolso
é com a mão na massa
Que dá para ajudar a revolver
Faça um pouquinho
Você não está sozinho
Faça porque há muito pra fazer
Faça a sua parte
E dê a melhor parte de você
Wagner Tiso, com letra da poetisa
e atriz carioca Elisa Lucinda
sábado, 24 de dezembro de 2016
domingo, 18 de dezembro de 2016
Carta do Cárcere: “É hora de ação”
José Dirceu, da prisão em Curitiba: “É hora de ação, de pressão, de ir
às ruas, de exigir, liderar e apontar rumos. É agora ou nunca.”
Da prisão em que
cumpre pena, em Curitiba, José Dirceu escreve ao jornalista Fernando Morais,
editor do Nocaute. Na carta, Dirceu conclama a todos pela volta à democracia:
“Stédile, Boulos e Vagner Freitas agora têm a missão de ir às ruas e exigir
justiça para todos, a renúncia de Temer e caterva e eleições gerais.” Leia a
íntegra da carta:
Do
Nocaute, blog de Fernando Morais:
Da prisão em que cumpre pena, em Curitiba, José Dirceu
escreve ao jornalista Fernando Morais, editor do Nocaute. Na carta, Dirceu
conclama a todos pela volta à democracia: “Stédile, Boulos e Vagner Freitas
agora têm a missão de ir às ruas e exigir justiça para todos, a renúncia de
Temer e caterva e eleições gerais.” Leia a íntegra da carta:
“Mestre Fernando
Fiquei feliz pela foto em Havana com Raul e os
companheiros, além da Mônica, unicamente senti não estar com vocês, mas me
senti representado por você e o Breno.
Não vi Rafael Correa, enviou algum representante?
Vice-Presidente?
Lá estavam João Pedro, Boulos e Vagner que agora tem a
missão de ir ‘as ruas e exigir justiça para todos, a renúncia de Temer et
caterva, eleições gerais, constituinte, antes que façam um acordão, como já vem
sendo pensado por Gilmar Mendes, a falada “operação contenção” para salvar o
tucanato e o usurpador Temer.
É hora de ação, de pressão, de ir às ruas, de exigir,
liderar e apontar rumos. É agora ou nunca. Sem conciliações e acordos, é hora
de um programa de mudanças radicais, na política e na economia.
Bem, já está de bom tamanho para quem está preso e não
deve meter o bedelho!
Feminicídio: menos da metade dos casos investigados virou processo
Dos 136,8 mil
inquéritos abertos até 2007, em 2012 apenas 10.168 viraram denúncias, o que
corresponde a 7,32%
Dados de pesquisa mostram que denúncias de feminicídio
cresceram, mas ainda não são maioria
Por Agência Brasil
Desde que foi tipificado como crime hediondo em março
de 2015, até 30 de novembro de 2016, o
feminicídio teve 3.213 inquéritos de investigação registrados no país. Desse
total, 1.540 tiveram a denúncia oferecida à Justiça (47,93%), 192 foram
arquivados, 86 foram desclassificados como feminicídio e 1.395 estão com a
investigação em curso.
Os dados foram divulgados na reunião deste mês do
Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que ocorreu no Ministério
Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). O tema voltou a ser debatido esta
semana no Senado, durante o seminário Mulheres no Poder: Diálogos sobre
Empoderamento Político, Econômico e Social e Enfrentamento à Violência.
Dados da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança
Pública (Enasp), do CNMP, de 2013 mostram que as denúncias de homicídios em
geral no país ficam muito abaixo desse percentual. Dos 136,8 mil inquéritos
abertos até 2007, em 2012 apenas 10.168 viraram denúncias, o que corresponde a
7,32%. Outros 39.794 foram arquivados.
A coordenadora do Grupo Especial de Combate a
Homicídios de Mulheres (Gecohm), promotora de Justiça Lúcia Iloizio, explica
que o objetivo da reunião foi discutir a meta do Ministério Público de combate
ao feminicídio, instituída quando a tipificação do crime foi criada. O objetivo
é oferecer a denúncia de todos os inquéritos à Justiça, para reduzir o número
desse tipo de crime, meta da Enasp para 2016.
“A meta [de combate] do feminicídio previa concluir o
oferecimento de denúncias pelo Ministério Público dos inquéritos policiais que
apurassem a conduta, lembrando que a Lei do Feminicídio entrou em vigor no dia
10 de março de 2015. Então, a meta era, no primeiro ano de vigência da lei,
concluir o máximo possível de inquéritos”.
Até o momento, 47,93% dos casos viraram processos na
Justiça. De acordo com a promotora, para 2017 a meta de 100% continua a ser
perseguida, já que muitos inquéritos ainda estão em andamento. “Pode acontecer
de não ter uma linha de investigação definida, podem faltar os elementos ou
provas para oferecer a denúncias e o laudo demorar a chegar. A gente só pode
oferecer a denúncia se houver elementos suficientes para isso. Muitos casos
ainda podem ter oferecida a denúncia, não foram arquivados. Vamos perseguir
essa meta para zerar as investigações”.
Lúcia Iloizio acrescenta que outro objetivo é dar
visibilidade ao problema do feminicídio no país e gerar dados estatísticos
sobre a violência doméstica e as mortes de mulheres. “É efetivamente em
situações de violência doméstica? É em situação de menosprezo? Qual é esse
índice, qual esse percentual, qual esse montante? Ela chama a atenção para a
questão da violência contra a mulher. O feminicídio é uma das formas extremamente
graves da violência doméstica e familiar”.
O feminicídio é o assassinato da mulher pelo fato de
ela ser mulher. É caracterizado quanto houver uma das situações de violência
doméstica previstas na Lei Maria da Penha ou se for em decorrência de menosprezo
à condição da mulher.
Diagnóstico
Dados divulgados em outubro pela Enasp mostram que, na
ocasião, eram 3.673 casos registrados em todo o país. Minas Gerais aparece com
o maior número, 576, seguido de Rio de Janeiro, com 553, e da Bahia, com 395.
Na outra ponta, o Rio Grande do Norte registrou 12 casos de feminicídio desde
que a lei foi criada, Roraima, 16, e o Maranhão e Sergipe tiveram 20 casos
cada. Alagoas e o Piauí não haviam enviado dados para o balanço.
Uma das coordenadoras da iniciativa Dossiê Feminicídio,
Marisa Sanematsu considera positivo o engajamento do Ministério Público na
questão e destaca que o órgão é um dos parceiros da campanha Compromisso e
Atitude pela Lei Maria da Penha. Mas, para ela, é preciso avançar muito a
partir do diagnóstico apresentado.
“Acho importante, porque nós precisamos de dados. Mas a
meta é muito mais do que contar número de inquéritos. A meta de redução quer
dizer que o Ministério Público está comprometido em apurar os crimes de
homicídio, acompanhar as investigações, olhar os assassinatos para ver se são
feminicídios, o que quer dizer ter visão de gênero para fazer o trabalho. A
meta é implementar estratégias para que de fato se investigue e puna os
culpados”.
O Mapa da Violência 2015 – Homicídio de Mulheres no
Brasil, lançado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso)
Brasil, mostra que entre 1980 e 2013 o homicídio de mulheres cresceu, passando
de 1.353 em 1980 para 4.762 em 2013, com aumento de 252%. Em 1980, a taxa era
de 2,3 vítimas por 100 mil mulheres e passou para 4,8 em 2013, um aumento de
111,1%.
Antes da Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, o
crescimento da taxa de assassinato de mulheres foi de 2,5% ao ano. Depois da
lei, caiu para 1,7% ao ano. O levantamento revela que o Brasil está em quinto
lugar no ranking de países que mais matam mulheres, atrás apenas de El
Salvador, da Colômbia, Guatemala e Rússia.
Marisa, que é diretora de conteúdo do Instituto
Patrícia Galvão, instituição que trabalha com informação e direitos das
mulheres, ressalta que boa parte desses assassinatos de mulheres ocorre dentro
de casa (27,1%) e é cometida por pessoa conhecida da vítima, o que indica o
problema da violência doméstica como fator importante no desfecho trágico. Para
ela, é importante que sejam feitas campanhas de esclarecimento sobre o tema e
de capacitação dos investigadores para lidar com a questão. A diretora lembra
que nem todo assassinato de mulher é caracterizado como feminicídio.
“A gente precisa ver que em todo o processo, desde a
investigação até o julgamento, é preciso ter uma visão de gênero. Tentar
identificar o que o fato de a vítima ser mulher alterou no sentido dos
acontecimentos. No feminicídio íntimo, que ocorre dentro de casa, não é apenas
olhar para uma cena de crime e falar que matou por ciúmes. Ninguém está olhando
o contexto de violência que precedeu aquele desfecho. Se os investigadores
começarem a olhar para as denúncias de violência doméstica com mais atenção,
com mais sensibilidade, podemos conseguir evitar muitas mortes, muitos
desfechos trágicos”.
De acordo com ela, o coordenador da Enasp, conselheiro
Valter Schuenquener, informou no seminário em Brasília que o Cadastro Nacional
do CMNP deve ser lançado em março, para fazer o registro dos casos de violência
doméstica por estado.
Click pesquisa na integra:
A impunidade como alvo - Conselho Nacional do
Ministério ...
sábado, 17 de dezembro de 2016
O tesouro do navio espanhol que afundou no Farol de Santa Marta

Por Valmir Guedes em seu Blog
Reza a lenda que um navio espanhol teria naufragado nos
costões do Farol do Cabo de Santa Marta (ainda sem o farol), no ano de 1737.
Os marujos sobreviventes, antes de prosseguirem viagem
a pé até a Vila de Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis), teriam
enterrado em algum local daquela região lagunense, quem sabe numa caverna, o
baú cheio de riquezas que traziam a bordo. Barras de ouro, prata e dobrões,
frutos das pilhagens nas colônias do Oceano Pacífico, como o Peru, Bolívia e
Chile, com destino a Europa.
No meio do caminho foram trucidados pelos índios na
região de Paulo Lopes e levaram para a eternidade o mapa do local exato onde
foi enterrado o tesouro. Lenda? Verdade? É o que veremos a seguir:
A região do Cabo de Santa Marta é repleta de histórias,
lendas, mitos e mistérios.
O local é também conhecido pelos inúmeros naufrágios
acontecidos ao longo dos séculos.
Mesmo antes da construção e inauguração do Farol de
Santa Marta, em 11 de junho de 1891, a região já acumulava vasto repertório.
Já nos primeiros cem anos após a descoberta do Brasil,
foram vários os expedicionários que passaram por Santa Catarina, sendo a região
os últimos portos para abastecimento dos navegantes europeus em direção ao
Estreio de Magalhães e ao Rio da Prata.
Por exemplo, foram doze as expedições espanholas, de
1516 a 1599 que aportaram em nosso litoral. Entre elas a primeira de Juan Diaz
Solis (1516), Dom Rodrigo de Acuña (1526) Sebastião Caboto (1526), Alonso
Cabrera (1538) e Álvar Nuñes Cabeza de Vaca (1541).
Sobre piratas e corsários
Quantos aos piratas, os mais famoso da história foram
Sir Francis Drake, Henry Morgan, Martin Tromp e James Lancaster. Este último,
inclusive, esteve no Brasil, em 1595.
No litoral catarinense aqui passou em fins do ano de
1582, o famoso corsário inglês Edward Fenton, aliás, companheiro do também
lendário Francis Drake. Atuava sob proteção da rainha da Inglaterra. Fenton,
por exemplo, havia saqueado a costa do Peru, com seus dois galeões Leicester e
Edward, com mais de 500 homens a bordo.
Fundeado na Enseada de Garopaba, então conhecida com
porto Don Rodrigo, batizou-o de Bay of Good Comfort (Porto do Bom Conforto).
Outros piratas que atacaram o litoral brasileiro foram
Thomas Cavendish (1591), e os franceses Jean-François Du Clerc (1710) e René
Duguay-Trouin (1711).
Alguns historiadores fazem distinção entre corsários e
piratas. Os primeiros contavam com uma carta de corso, isto é, com autorização
do rei ou rainha para saquear os navios e colônias de reinos inimigos. Já a
denominação mais comum, a de pirata, seria pura e simplesmente para os ladrões
do mar, que viviam às margens das leis, promovendo saques às cargas de qualquer
embarcação.
Nau espanhola trazia o tesouro

Desenho de
uma nau espanhola de 200 ton construída entre 1536 e 1540
O lagunense Saul Ulysséa autor dos livros “Laguna de 1880” e “Coisas Velhas”, entre outros, num escrito intitulado “Naufrágios” e publicado no jornal O Albor, de 26 de julho de 1947, nos conta sobre a lenda do tesouro do navio afundado no Cabo de Santa Marta.
Diz Ulysséa:
“(...) O segundo naufrágio de que há notícias, ocorreu ao sul do Cabo de Santa Marta, de uma nau espanhola denominada “Santa Marta”, em 1737.
Há afirmativa que aquele Cabo tomou a denominação de Santa Marta, em consequência deste naufrágio.
Afirmam historiadores que o naufrágio deu, em consequência de uma sublevação (motim) a bordo, o que faz crer que a nau foi propositalmente encalhada na praia.
Para a Vila da Laguna vieram duzentos náufragos que foram socorridos pelo fidalgo João de Távora, residente aqui.
Este antigo naufrágio originou uma lenda que passou através dos séculos.
Diz a lenda: Uma nau espanhola denominada “Santa Marta”, navegava do Pacífico para a Espanha, conduzindo barras de ouro e de prata, além de outros valores, das colônias espanholas do Pacífico, ali naufragando. Foram salvos os valores e não podendo a tripulação conduzi-los, resolveram enterrá-los no morro próximo que tomou em consequência desse naufrágio a denominação de Santa Marta.
Nessa data remota, segundo a lenda, não havia população no litoral, senão em Desterro, para onde seguiram em busca de auxílio.
De volta trazendo cargueiros, foram massacrados pelos indígenas, no lugar denominado Paulo Lopes, não sobrevivendo quem soubesse o lugar onde fora enterrado o tesouro.
Aí a lenda não explica como se pode saber do massacre, a menos que do Desterro tivesse seguido com a tripulação, um ou mais homens que escapasse.
Baseados nessa lenda, já tem sido procurado o tesouro”.

Evidentemente que a história, oral, atravessou gerações e foi modificada aqui e ali. O próprio nome do navio dos piratas, “Santa Marta” e que teria batizado o Cabo, não parece corresponder à verdade.
Segundo o historiador Lucas Boiteux, o Cabo de Santa Marta ganhou este nome em 1502, quando o comandante André Gonçalves teria chegado à região em 23 de fevereiro daquele ano, dia em que se festeja Santa Marta, segundo o calendário romano.
Aliás, no mapa-múndi, mais conhecido como Planisfério de Cantino, elaborado por um cartógrafo em 1502 e adquirido pelo italiano Alberto Cantino, o Cabo de Santa Marta teria sido assinalado com este nome no mapa. O documento encontra-se na Biblioteca Estense, na cidade de Modena, na Itália.
Dizer também que "não havia população no litoral, se não em Desterro", é também meio que forçar a barra. Afinal Laguna já havia sido fundada por Domingos de Brito Peixoto e logo seria transformada em Vila.
Há testemunhos afirmando que ao longo dos tempos, muita gente já foi vista na região do Cabo de Santa Marta procurando o tesouro enterrado pelos espanhóis, inclusive utilizando-se de medições e aparelhos detectores de metais. Ao que se sabe até hoje o local e o baú contendo as barras de ouro e prata não foram encontrados.
A lenda e o mistério do tesouro do Farol de Santa Marta continuam, despertando curiosidades e sonhos, atravessando séculos e gerações.
Senador Lindbergh Farias tem direitos políticos suspensos por quatro anos
Do Debate Progressista
A justiça Fluminense suspendeu, por quatro anos, os
direitos políticos do senador Luiz Lindbergh Farias Filho. A decisão é da juíza
Nathalia Calil Miguel Magluta, titular da 5ª Vara Cível da Comarca de Nova
Iguaçu e Mesquita, na Baixada Fluminense.
Ele foi condenado pelo Tribunal de Justiça do RJ por
ter permitido o uso promocional de sua imagem, em dezembro de 2007 e no
primeiro semestre de 2008, quando era prefeito de Nova Iguaçu e se candidatava
à reeleição.
Em nota, o senador informou que irá recorrer da
sentença. Segundo o texto, “a matéria já foi julgada em 2011, pelo STF, que
decidiu pelo seu arquivamento, com 10 votos a favor, por entender não haver
indícios” para o processo.
Na época em que era prefeito, de acordo com o TJ,
Lindbergh distribuiu caixas de leite e cadernetas de controle de distribuição
com o logotipo criado para o seu governo impresso no material. Na sentença, a
juíza também condenou o ex-prefeito ao pagamento de multa no valor de R$ 480
mil.
“O réu usou seu cargo e o poder a ele inerente para
beneficiar-se em sua campanha à reeleição. O réu causou dano ao gastar verba
pública na criação do símbolo, sua inserção em campanhas e sua propagação,
associada a seu nome, em situações em que não era necessário. Faltou à conduta
do réu impessoalidade, economicidade e moralidade. Posto isso, condeno o réu
Luiz Lindbergh Farias Filho à suspensão dos direitos políticos por 4 (quatro)
anos e ao pagamento de multa civil no valor de R$ 480 mil reais”, ressaltou a
magistrada na sentença.
A denúncia é do Ministério Público, que moveu ação
civil de improbidade administrativa. Nas alegações, o MP defendeu que, além do uso
do logotipo estilizado e das cores da Prefeitura nas caixas de leite, a
promoção pessoal ficou ainda mais evidente nas cadernetas sociais que foram
distribuídas para cerca de seis mil famílias, para o controle do recebimento
periódico do leite, nas quais constava expressamente o nome do prefeito.
Leia mais no G1
Controle de peso corporal com redução calórica? Uga, uga! Tô fora!, por Janduí Tupinambá
Controle de peso corporal com redução calórica? Uga,
uga! Tô fora!
por Janduí Tupinambán, no GGN
Se nossa receita mensal
cai, gastamos menos. Assim funciona a lógica de nossa economia doméstica. A
mesma coisa para nosso corpo.
Se consumíamos 2500
calorias/dia e passamos a consumir 2000 calorias/dia, nos adaptamos para
queimar 2000 e não 2500 calorias.
A redução calórica para os
obesos é, na verdade, irrelevante a longo prazo. O foco não pode ser nas
calorias que entram e sim, nas calorias que saem. Se você conseguir manter as
calorias que saem em um nível alto, então você tem uma chance de perder peso. O
Princípio da Redução Calórica (abreviação americana CRaP – Calories Reduction
as Primary) não irá absolutamente te ajudar a perder peso. Este método na
literatura possui uma taxa de 99% de falha.
Existe um deprimente
reality show nos EUA, The Biggest Loser, em que os participantes obesos são,
além de humilhados, submetidos a restrição calórica e malham que nem uns
malucos. Uma pesquisa acompanhou 14 participantes deste programa idiota e
constataram: 13 deles voltaram aos seus pesos “normais” de antes do início do
show.
Um estudo com 14 pessoas é
pouco, concordo. Então vamos a uma pesquisa da Human’s Healty Iniciative – um
programa nascido em 1991 patrocinado pela agência governamental do governo dos
EUA – National Institutes of Health – preocupados com a saúde da mulher de meia
idade.
Neste estudo 50.000
mulheres foram submetidas a uma redução calórica de 350 calorias. A expectativa
era uma perda de 13.6kg/ano. Depois de 7 anos a perda foi de 13.6 * 7 = 95kg?
Não. Foi de apenas 110 gramas. Isto mesmo, gramas. Pausa pra chorar,
coitadinhas.
Uma pesquisa ainda em 1950
já tinha demonstrado que a redução calórica leva o metabolismo basal a
despencar (energia basal: aquela que gastamos somente para estar vivos).
Nesta pesquisa o cientista
Ancel Keys (1904 – 2004) submeteu indivíduos a uma dieta de 1500 calorias / dia
e os forçaram a caminhar 20 milhas por semana bem ao estilo The Biggest Loser.
Interessante como os americanos adoram esta palavra Loser.
Mas, enfim, o que
aconteceu com o metabolismo basal dessas pobres criaturas? Eles comeram por
volta de 30% a menos e o metabolismo basal caiu aproximadamente 30%. Uma conta
simples e darwiniana: o corpo percebeu que o mar não estava pra peixe e
economizou energia. Os indivíduos sentiram frio, cansaço e fome. É o que em
nutricionismo se chama “modo fome” ligado.
Com este modo ligado, os hormônios da fome ficam enfurecidos e o
pouquinho a mais que se como é o suficiente para ganhar o pouquinho de peso que
foi perdido à custa de muito sofrimento. E o pior: o “modo fome” ligado além de
levar à uma queda acentuada do metabolismo basal, preserva esta queda por até 5
anos seguidos mesmo após o abandono da restrição calórica!
O leitor mais astuto
concluirá: ora, então, a restrição calórica não se sustenta e a médio prazo ela
contribui para ganho de peso! É isso?
Sim, é isso!
Sendo assim, não podemos
culpar estas vítimas de dietas com restrições calóricas. Elas não são culpadas
de nada. Não é falta de força de vontade. A verdade é que a regra “Coma menos e
mova-se mais” estabelecida pelas dietas convencionais repressoras é garantia de
fracasso. A regra está equivocada. Comer
de 3 em 3 horas? Pior ainda!
Sendo assim, vamos começar a mudar nossos conceitos.
Aprendemos até aqui que:
1. Cortar calorias coloca nosso corpo no
modo fome. E isso é uma péssima notícia.
2. A chave para perder peso a médio e longo
prazo é manter nosso metabolismo basal não diminuindo nossa saída de calorias.
O que devemos fazer para
não entrarmos no modo fome e desregular para baixo nosso metabolismo basal? É a
própria fome ou jejum prolongado. Temos que deixar nosso corpo sentir fome.
Calma. Vamos tentar entender o que está acontecendo
quando ficamos em jejum:
a) Algumas mudanças hormonais acontecem as
quais não existem quando estamos em restrição calórica.
b) O corpo percebe que você está sem comida.
c) Aí, começa a aparecer os hormônios do
crescimento.
d) Noradrenalina começa a surgir e a
insulina cai. São os chamados hormônios “contra regulatórios” que naturalmente
entram em ação quando estamos em jejum.
e) Os hormônios do crescimento mantêm a
massa magra e não deixa o metabolismo basal cair.
Em 4 dias de jejum, por
exemplo, o metabolismo basal não cai pelo contrário, aumenta em 12%.
Vamos tratar a questão por
um lado evolutivo. Imagine que você é um homem da caverna vivendo
“tranquilamente” há 1 milhão de anos atrás no Norte do planeta. É inverno e
Papai Noel ainda nem existia! Lá se vão 4 dias sem comer. Bem, dois dias atrás
você comeu uma pelota de neve com vezes de um mamífero qualquer (arghhh!).
Neste cenário, se seu corpo entrasse no modo fome a coisa complicaria:
letargia, cansaço, frio e sem energia para procurar comida. Os dias passariam e
os sintomas do modo fome só aumentariam seu tormento. Beleza. Se assim fosse
todos os problemas atuais da humanidade estariam resolvidos: você morreria e a
espécie humana seria apenas mais uma que não teria dado certo neste planeta.
Mas não é isto que
aconteceu. Pelo contrário. Nossos genes são bem mais espertos, já diriam Darwin
e Richard Dawkins. Seu corpo abre o generoso estoque de energia armazenada.
Você passa a utilizar as suas gorduras. Você está com fome. Muita fome. Sua
fome mantém seu metabolismo basal nas alturas e assim, você tem energia
suficiente para ir atrás de comida de verdade e ainda dar umas porradas no cara
da caverna ao lado que está sempre de olho nas suas fêmeas. É isso aí! Chega de
cocô de alce congelado! Vamos à caça!
E enquanto você estiver
com fome o modo fome não é ligado até que suas reservas cheguem em perigosos 4%
- o que é muito raro (prova disto são seus bilhões de descendentes que você
deixou por aqui). E melhor ainda: você não usa sua própria proteína como fonte
de energia. Seria o mesmo que usar partes de um motor de um carro como
combustível. Já imaginou ficar sem gasolina na estrada e jogar a embreagem do
carro no tangue de combustível para acabar de chegar? A evolução não é idiota
como este idiota motorista.
Nosso corpo segue sempre o
caminho mais fácil. Gorduras possuem mais energia e são mais fáceis de serem
quebradas do que as proteínas. Isto é: gastamos menos energia para obter
energia da gordura do que gastamos para obter da proteína. Com a fome, enzimas
que facilitam o acesso às células adiposas são liberadas e assim, você vai à
caça e não morre de fome no inverno – nem perde suas namoradas para o vizinho!
Recapitulando, ficamos assim:
1. Cortar calorias vai te colocar no modo
fome. Seu metabolismo basal vai cair. Se
ferrou. Vai sair menos calorias e você não vai perder peso.
2. A chave para perder peso a longo prazo é
manter o metabolismo basal que significa: manter as calorias de saída no alto.
3. “Comer menos e se movimentar mais” já se
mostrou falho. Cuidado: esta regra furada é a preferida da maioria dos médicos
e nutricionistas. Corra desta turma!
4. A fome ou o jejum não o coloca no modo
fome, pelo contrário. Dispara os hormônios do crescimento que ajudam você a
queimar gorduras.
Significa que o processo
de perda de peso sempre implica em sofrimento onde somos torturados com
restrição calórica ou temos que passar fome? Que merda!
Calma. Não é bem assim.
Podemos emagrecer comendo com prazer até se fartar. Como eu que perdi 12 quilos
em 4 meses brincando de comer.
Quer saber como?
Ah! Ia me esquecendo: o
cara da foto é parente meu. E seu também!
Abraços a todos!
Este post foi inspirado e
baseado no artigo de Jason Fung:
https://www.dietdoctor.com/biggest-loser-fail-ketogenic-weight-loss-study-success
Porque Temer não irá ao Capão Redondo, por Sérgio Saraiva
A pesquisa IBOPE mostra que o governo Temer é uma
unanimidade, consegue ser reprovado por todos os estratos sociais deste país.
Mas chama a atenção a rejeição entre os jovens da periferia de capitais e
cidades com mais de 100 mil habitantes.
Por Sergio Saraiva no GGN
O
coxinha, o perifa e o governo Temer
Para analisar a pesquisa IBOPE de dezembro de 2016 em
relação ao governo Temer, criei dois estratos sociais: o coxinha e o perifa.
O coxinha mora no sul e sudeste, tem curso superior,
mais de 35 anos e ganha mais de 5 salários mínimos.
O perifa, por óbvio, mora na periferia, tem até o curso
médio, menos de 35 anos e ganha até 2 salários mínimos.
O
coxinha e o governo Temer
O coxinha está decepcionado com Temer. Mais de 70% dos
coxinhas consideram o governo Temer igual ou pior que o governo Dilma.
Imagino a cabeça do coxinha. Bateu panela, vestiu
camisa amarela e foi para a rua. Vibrou com a queda de Dilma e esperava acordar
em Miami – que acredita ser o primeiro mundo – no dia seguinte ao impeachment.
O coxinha não se importa com a PEC 55 – tem convênio
médico pago pela empresa e sempre bancou a educação dos filhos em escola
privada. Mas, agora, perdeu o emprego e não sabe se irá se aposentar.
Próximo de 45% dos coxinhas consideram Temer como ruim
e péssimo e somente 13% como bom e ótimo. Cerca de 70% dos coxinhas não aprovam
e nem confiam em Temer.
O perifa e o governo Temer
O perifa vingou-se do PT nas eleições de 2016, mais uma
vez votou no aventureiro que se apresentou como “o novo”. Mas não se engana com
Temer.
Cerca de 80% dos perifas consideram o governo Temer
igual ou pior que o governo Dilma.
E em uma inusitada concordância com os coxinhas, algo
próximo de 47% dos perifas consideram o governo Temer como ruim e péssimo e 13%
o consideram ótimo e bom. E, igualmente aos coxinhas, algo próximo de 70% não
aprovam e nem confiam em Temer.
Poderia
se bem pior. O governo Temer é ainda desconhecido por mais de 10% dos mais
velhos, dos menos escolarizados e dos moradores das pequenas cidades. Essa foi
a proporção dos que não souberam ou não responderam à pesquisa
Porque Temer não visita o Capão Redondo
Agora, nada se compara à rejeição que Temer recebe dos
jovens das periferias das capitais e das cidades maiores, com mais de 100 mil
habitantes. É nesse segmento que se encontram aqueles que consideram o governo
Temer ruim ou péssimo em porcentagens maiores que 50%. Nas periferias, chega a
mais de 60%. Mais de 70% da periferia não aprovam e 80% não confiam em Temer.
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