terça-feira, 2 de outubro de 2018

Sérgio Moro entra na campanha

Vai ficar difícil convencer alguém de que ele não está também em campanha. (Foto Orlando Brito)

A seis dias das eleições, o juiz Sergio Moro levantou o sigilo sobre um dos termos de colaboração premiada do ex-ministro Antônio Palocci, que detalha o suposto loteamento de cargos na Petrobras em troca de financiamento para o PT. Moro sempre terá uma justificativa jurídica para cada um de seus atos, mas vai ficar difícil convencer alguém de que ele não está também em campanha.
Ex ministro dos governos Lula e Dilma depõe perante o juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato

A delação de Palocci, acertada em abril com a Polícia Federal, já tem muitas partes conhecidas, e não teve o efeito de tirar votos do PT ou de Lula até agora. Mas a esperança é a última que morre, e os movimentos antipetistas já se animaram.

Afinal, veremos, nos meios de comunicação, mais transcrições de gravações, depoimentos e relatos de reuniões citando Lula e outros personagens dos governos do PT, dos quais Fernando Haddad fez parte. A poucos dias de se encontrar com as urnas, na reta final da escolha, o eleitor será lembrado de tudo o que se falou de PT e Petrobras ao longo da Lava Jato. Mesmo que não tenha nada novo, isso será apresentado com estardalhaço pelos adversários.


Não se sabe se a revelação de parte da delação de Palocci terá maior influência sobre o resultado do primeiro turno da eleição, que tende a botar Jair Bolsonaro e Haddad no segundo turno. Mas pode ajudar a estancar, ou reduzir, o crescimento acelerado que poderia levar o petista a chegar em primeiro lugar à etapa final da eleição.

Acima de tudo, o que o episódio mostra é a insistência do Judiciário em marcar seu protagonismo, interferindo no processo eleitoral a qualquer dia e a qualquer hora, no papel de dono da bola que assumiu desde a Lava Jato.

Também faz parte desse efeito a queda-de-braço dentro do STF em torno da entrevista do ex-presidente Lula, autorizada por Lewandowski, cassada por Fux num raro gesto de censura à imprensa e hoje autorizada de novo por Lewandowski. Depois dizem que o Judiciário não está em campanha.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

STF mantém cancelamento de 125 mil títulos de eleitores catarinenses


Por Agência Brasil via DC

Por 7 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira, dia 26, rejeitar pedido de liminar feito pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) para evitar o cancelamento dos títulos de eleitores que não realizaram o cadastramento por biometria nas localidades que foram escolhidas pela Justiça Eleitoral.

De acordo com a Justiça Eleitoral, cerca de 3,3 milhões de eleitores não vão votar nas eleições de outubro porque não compareceram aos cartórios eleitorais nos municípios em que houve o recadastramento para identificação biométrica e devido a outras restrições.  Em Santa Catarina, foram 125.185 títulos cancelados entre 2016 e 2018.

Na ação, o PSB alegou que são inconstitucionais as resoluções do TSE que disciplinaram o cancelamento do título como penalidade ao eleitor que não realizou o cadastro biométrico obrigatório dentro do prazo, porque resultaram no indevido cerceamento do direito de votar.

O PT e o PCdoB também participaram do processo. Segundo as legendas, o maior número de eleitores que não poderão votar está na Região Nordeste. Para os partidos, a maioria dos títulos cancelados é de cidadãos humildes que não tiveram acesso à informação para cumprir a formalidade.

A data limite para cadastramento e atualização da situação foi 9 de maio. De acordo com o TSE, 60.173 catarinenses acertaram a situação eleitoral para este pleito.

Eleitores em 2018

No Brasil: 
147.302.354
Total de eleitores no Brasil em 2018
3.368.447
Eleitores com título cancelado no Brasil em 2018

Em Santa Catarina: 
5.070.212 
Total de eleitores em SC - em 295 municípios
125.585
Eleitores com título cancelado em SC - em em 43 municípios

Registros cancelados antes das Eleições 2018, 2016 e 2014:


quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Ziraldo sofre AVC e está internado em estado grave no Rio

Criador do Menino Maluquinho está internado em CTI no Pró-Cardíaco 
(Foto Fernando Frazão/Agência Brasi)

Por Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

O cartunista e escritor Ziraldo, 85 anos, sofreu um acidente vascular cerebral hemorrágico nesta quarta-feira (26) e está internado em estado grave no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, zona sul do Rio. O hospital informou, em nota, que o cartunista e escritor Ziraldo Alves Pinto deu entrada na instituição no início da tarde com quadro de acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico. O paciente encontra-se internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) da unidade e seu estado de saúde é grave.

Carreira

Ziraldo é cartunista, desenhista, jornalista, cronista, chargista, pintor e dramaturgo brasileiro. Ele é o criador do personagem de quadrinhos infantil Menino Maluquinho. Foi um dos fundadores do jornal O Pasquim, que fez muito sucesso com suas entrevistas e humor crítico durante o regime militar.

O cartunista nasceu em Caratinga, Minas Gerais, no dia 24 de outubro de 1932. Seu nome vem da combinação dos nomes de sua mãe, Zizinha e o de seu pai Geraldo. Desde criança já mostrava seu talento para o desenho. Com seis anos, teve um desenho seu publicado no jornal Folha de Minas.

Ziraldo estudou no Grupo Escolar Princesa Isabel. Em 1949 foi com a avó para o Rio de Janeiro, onde estudou por dois anos no Mabe (Moderna Associação de Ensino). Em 1950, retornou para Caratinga e concluiu o científico no Colégio Nossa Senhora das Graças.

Jornal El País publica trecho da Embaixada do Brasil na Noruega que compromete Bolsonaro


Trecho do telegrama da Embaixada do Brasil na Noruega que informa que a ex-mulher de Bolsonaro relatou ter sido ameaçada de morte por volta de 2009:  Rubens Valente


Leia matéria completa no conceituado Jornal El País: 

terça-feira, 25 de setembro de 2018

SEGUNDO ITAMARATY, EX-MULHER AFIRMOU TER SOFRIDO AMEAÇA DE MORTE DE BOLSONARO


Com informações da Folha de S. Paulo

Ex-mulher afirmou ter sofrido ameaça de Bolsonaro

A ex-mulher do candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, Ana Cristina Valle, denunciou ao Itamaraty, em 2011, que recebeu ameaça de morte do ex-deputado federal – motivo que a levou a deixar o país. Como prova, consta um telegrama reservado arquivado no órgão, consultado pelo jornal Folha de S. Paulo – que divulgou a notícia na tarde desta terça-feira, 25.

Na época, o casal travava uma disputa judicial sobre a guarda do filho do casal, então com 12 anos. O documento diz: A senhora Ana Cristina Siqueira Valle disse ter deixado o Brasil há dois anos [em 2009] ‘por ter sido ameaçada de morte’ pelo pai do menor [Bolsonaro]. Aduziu ela que tal acusação poderia motivar pedido de asilo político neste país [Noruega]”.

Ana Cristina disse ainda, em um trecho registrado no telegrama, que foi procurada pelo vice-consulado do Brasil na Noruega, onde viajara na ocasião –  e que o oficial “estava agindo em nome do deputado federal Jair Bolsonaro”.
Atualmente Ana Cristina, ex-servidora da Câmara Municipal de Resende (RJ), usa o sobrenome “Bolsonaro”  e também está na disputa eleitoral como candidata a deputada federal pelo Podemos.

Em entrevista à Folha, o diplomata, professor do Instituto de Ciência Política da UnB (Universidade de Brasília), disse se recordar do conteúdo do documento. Contou que, em julho de 2011, foi acionado por escrito pelo Itamaraty, em Brasília, e também procurado por Bolsonaro, com quem conversou por telefone. Segundo Cardim, Bolsonaro estava contrariado com o fato de sua ex-mulher ter viajado, sem a sua autorização, com o filho para a Noruega.

Ex-servidora da Câmara Municipal de Resende (RJ), Ana Cristina usa o sobrenome “Bolsonaro” e é candidata a deputada federal pelo Podemos. Confira a matéria completa no site da Folha.

Do Catraca Livre

5 minutos do pensamento de Jair Bolsonaro (você aguenta?)

vídeo 5 minutos jair bolsonaro
Vídeo com apenas 5 minutos de duração revela o pensamento do candidato Jair Bolsonaro (PSL) sobre temas variados. Imagens repercutiram e deixaram internautas estarrecidos

Um vídeo com apenas 5 minutos de duração revela o pensamento do candidato Jair Bolsonaro (PSL) sobre temas variados.

Questionado a respeito dos altos salários dos políticos no Brasil, Bolsonaro se irrita e dispara:

“O que é que um deputado federal tem? 33 mil de salário por mês, ok? 90 mil para contratar funcionários. 40 mil para passagem aérea, transporte, gasolina, almoço. Se é muito, não sei. Eu uso quase tudo. Pra mim é o suficiente e não abro mão do que estou recebendo!”


“Se eu abrir mão disso, vou ter que pagar telefone do meu bolso? Correspondência do meu bolso? Aí não dá!”, conclui Bolsonaro.

No vídeo, Bolsonaro diz também que seu sangue é superior ao de um homossexual. As imagens mostram ainda as opiniões do candidato sobre pobres, mulheres, negros e torturadores.

São 5 minutos. Assista:


Fonte: Pragmatismo politico

#ELENÃO: MULHERES ORGANIZAM MANIFESTAÇÃO CONTRA BOLSONARO EM TUBARÃO


Segundo pesquisa Ibope publicada esta semana, 50% do público feminino não votariam de jeito nenhum no candidato do PSL. Entre os homens, a rejeição chega a 33%

Por Notisul

O movimento de mulheres contra o candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro do Partido Social Liberal (PSL), que ganhou as redes sociais após a criação de um grupo no Facebook que conta com mais de 2 milhões de integrantes, sairá às ruas no Brasil e em algumas cidades pelo mundo (Lisboa, Porto e Coimbra, em Portugal; Berlin, na Alemanha; Lyon, na França; Galway, na Irlanda;  Barcelona  na Espanha; Sidney e Gold Coast na Austrália; Londres  na Inglaterra e Haia na Holanda, entre outras) no próximo sábado,  para manifestar o seu repúdio ao candidato à Presidência pelo PSL.

Em Tubarão, o ato também ocorrerá no próximo sábado (29), a partir das 15h, na Praça Willy Zumblick. Embora “Mulheres Unidas Contra Quem Não Nos representa - Tubarão-SC”  é o principal mote, este evento é apoiado por pessoas de todos os gêneros, com milhares de homens, que também confirmaram presença ou mesmo apoiam o protesto. “Esperamos a reunião de boa parte da comunidade tubaronense. Temos a adesão neste movimento de grupos LGBT, do movimento negro e de muitos homens. O ato será pacífico”, conta a empreendedora e uma das organizadoras do movimento, Tatiana Matias.

Há algumas semanas, diversas reações nas redes sociais desencadearam o movimento  hashtag  #elenao. De acordo com Tatiana, o desacolhimento da maioria das pessoas do público feminino ocorre por causa de declarações e atos vistos como polêmicos de Bolsonaro,  entre eles de usar uma palavra de baixo calão contra uma deputada e posteriormente, dizer que ela “não merecia ser estuprada”; além de ter destratado uma jornalista que o entrevistava e por fim, ressaltar que os homens ‘fraquejaram’ ao ter filhas, e não ver problema na diferença salarial entre homens e mulheres. “Este candidato representa o atraso no país. Ele se mostra contra tudo aquilo que lutamos. Não podemos compactuar com declarações machistas, racistas, misóginas e com o preconceito num todo”, pontua.

Tatiana destaca , que a cada dois segundos, uma mulher é vítima de violência física ou verbal no Brasil, conforme dados do Relógios da Violência do Instituto Maria da Penha. “Não se pode admitir que, sob a fala da liberdade de expressão, qualquer candidato ou partido político, ofenda as mulheres, reforçando a cultura machista e misógina que, infelizmente, ainda insiste em matar muitas de nós todos os dias”, resume.