quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Mais de 500 pescadores artesanais de todo o Brasil ocupam na manhã de hoje (22) o Ministério do Planejamento

O Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais do Brasil (MPP) é formado por homens e mulheres que produzem alimentos saudáveis e contribuem para a soberania alimentar do país. O trabalho desses grupos preserva as águas, as florestas, os manguezais e a cultura dos nossos ancestrais. “Somos Pescadores e Pescadoras e lutamos para defender o nosso território”.

Cerca de 500 pescadores e pescadoras artesanais de várias partes do Brasil acabam de ocupar na manhã de hoje (22/11) o Ministério do Planejamento, em Brasília (DF). Os pescadores e pescadoras fazem parte do Movimento dos Pescadores e Pescadoras artesanais (MPP), da CONFREM (Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas Costeiras e Marinhas), da Articulação Nacional das Pescadoras (ANP) e a ocupação do ministério foi motivada pela total desestruturação das políticas de pesca do país, o que, segundo os manifestantes, tem colocado a Pesca Artesanal no seu pior momento da história.

No dia do Grito da Pesca Artesanal, os manifestantes protestam contra a desestruturação das políticas de pesca no país

Os pescadores criticam a falta de recursos e o desmonte da politica de pesca no país. Os manifestantes reivindicam ao ministério a revisão dos cancelamentos e suspensões dos Registros Gerais de Pesca (RGP), que vem acontecendo desde 2014 e que somados aos cancelamentos mais recentes já atingem quase 600 mil pescadores e pescadoras em todo o Brasil. O RGP é um documento obrigatório para o exercício da pesca e precisa ser renovado anualmente. Os cancelamentos têm acontecido de maneira arbitrária e tem levado à criminalização de vários pescadores e pescadoras no exercício da profissão. A não renovação dos RGPs, que se agravou desde a extinção do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), também tem dificultado o acesso à benefícios previdenciários e ao seguro-defeso, benefício recebido pelos pescadores quando a pesca é proibida para garantir a reprodução dos peixes.


Na pauta de reivindicações, os pescadores e pescadoras afirmam que eles “têm sido criminalizados pelas ações dos próprios agentes públicos, sendo que as medidas tomadas atingem frontalmente os trabalhadores e trabalhadoras da pesca e não resolvem as fraudes, motivação pela qual o governo justifica tamanhas medidas discriminatórias. Somam-se a isto diversas outras medidas que vem prejudicando a vida dos trabalhadores e trabalhadoras em geral ao qual os pescadores estão inseridos”.  Os pescadores e pescadoras ainda afirmam que desde 2015 que não foi liberado qualquer recurso para investimentos para a Pesca Artesanal que se soma ao desmantelamento de várias políticas fundamentais para segurança alimentar das comunidades.

Outra preocupação dos manifestantes é que o modo de vida das comunidades pesqueiras se encontra ameaçado por grandes empreendimentos econômicos, como a indústria do turismo, petrolífera, pelas usinas eólicas, entre outros, que tem colocado em risco os territórios pesqueiros.

Pauta de reivindicações
- Editar uma portaria que torne válida as carteiras suspensas, canceladas e protocoladas dos pescadores e pescadoras artesanais;

- Retomada urgente com uma força tarefa do processo de renovação das carteiras de pescador profissional, da inserção dos registros iniciais, protocolados, no sistema e recepção de novas carteiras;

- Revogar do decreto 8967:
a) Parágrafo 12 do art. 1º que diz que quando houver pesca alternativa nos municípios não será devido o seguro defeso;

b) Retirar a clausula do decreto que impede que as pescadoras que atuam na cadeia produtiva da pesca tenham acesso ao seguro defeso;

- Desburocratizar o acesso ao defeso: O Estado não pode cobrar dos pescadores e pescadoras artesanais o que não tem as condições de viabilizar. Ex.: Exigência do TIE, ROL de equipagem, CIR; exigência alteração de nomes técnicos das espécies no RGP; desrespeito a denominação tradicional das áreas de pesca;

- Garantir orçamento para investimento nas políticas para a pesca artesanal: infra-estrutura de apoio a produção e comercialização, assistência técnica, melhoria e modernização da frota; capacitação e formação;

- Retomar a estatística pesqueira e apoiar as iniciativas de automonitoramento – Apoio ao projeto de automonitoramento;

- Garantir infra-estrutura e recursos humanos suficiente com conhecimento técnico nos estados, regionalizando os escritórios da SEAP;

- Criar o Instituto Nacional da Pesca Artesanal;

- Ampliar a oferta de cursos de habilitação marítima para os pescadores e pescadoras artesanais em todos os estados;


- Estabelecer convênios com os governos estaduais para viabilizar a emissão dos RGP’s;

Fonte: http://peloterritoriopesqueiro.blogspot.com.br/2017/11/mais-de-200-pescadores-artesanais-de.html


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Crescente desemprego em Imbituba é reflexo da desastrosa gestão do Turismo


Governo Rosenvaldo Junior (PT) enviou a Câmara de vereadores de Imbituba projeto solicitando 270 mil para incrementar o Turismo. Desse montante 150 mil é para iluminação natalina e 130 mil para o réveillon.

Na sessão do dia 20 de novembro o Vereador Anderson Teixeira (PSD) salvou a desastrosa legislatura 2017, enquanto a cidade largada nesses dez meses só disse amém ao governo PT/PMDB.

Contundente, Anderson mostrou que não se faz turismo sem investimento e planejamento. Veja os dois vídeos na íntegra:



Quem manda na prefeitura é o prefeito? ou o primeiro ministro sem pasta


Depois da primeira crise política com o pedido de demissão do vice-prefeito de Imbituba Luiz Gonzaga Carvalho (PMDB), o governo Rosenvaldo Junior (PT) está prestes de parir a segunda e pode ser detonada pelo fisiologismo, segundo confidenciou ao blog no final de semana um advogado cujo escritório atua com figuras de proa da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

Ele não quis dar detalhes, mas assegurou que o estrago será grande se a articulação do 1º ministro, sem pasta, da prefeitura e alguns vereadores da situação se consumar.

Conforme apurou o blog o possível remanejamento do duro Secretário da fazenda, Jari Luiz Dalbosco (íntimo de Rosenvaldo) para um cargo pomposo, mas decorativo abre a torneira para a politicalha de sempre estender seu poder.

Quem manda na prefeitura é o Prefeito ou o 1º ministro sem pasta?

É esperar para ver.

Urgente! MEC manda estados e municípios reduzirem salários de professores!

Veja vídeo abaixo

O desgoverno Temer (PMDB), através do Ministério da Educação, está orientando prefeitos e governadores a reduzirem salários de professores da educação básica pública de todo o País. A gravíssima denúncia é do prof. João Correia, dirigente do Sinte-Pi, um dos maiores sindicatos de trabalhadores em educação do Brasil. O MEC atualmente é dirigido por Mendonça Filho (DEM-PE). (Ver vídeo mais abaixo).

De acordo com o líder sindical, a redução salarial é para ser feita através da reformulação dos planos de carreira dos educadores. Medida foi tomada agora em novembro e está em consonância com a PEC 55 (PEC da Morte), que prevê congelamento de investimentos em educação por vinte anos. Prefeitos e governadores que não se adequarem a tal orientação serão penalizados através da retenção de repasses federais.




Fonte: Dever de Classe

Operação Seival da PF e MP prende 75 entre políticos e empresários em Laguna

O nome da operação é alusivo ao nome da embarcação usado por Giuseppe Garibaldi na Tomada de Laguna, que culminou com a proclamação da República Juliana durante a Guerra dos Farrapos. Há uma praça na cidade como o nome Seival, na região do Mar Grosso.


Leia abaixo matéria completa no G1

Polícia diz que foi comprovado desvios de materiais, que deveriam ser utilizados na reforma de um colégio local, para uma obra particular de um 'influente agente político da cidade' (Foto: Polícia Civil/Divulgação).

Polícia e MP deflagram operação contra fraudes em licitações em Laguna

Fonte G1

Foi deflagrada nesta terça-feira (21) a Operação Seival, que investiga crimes contra fraudes em licitações em Laguna, no Sul de Santa Catarina. Um vereador e outros políticos são investigados. Os nomes deles não foram divulgados.
Ao todo, 76 ordens judiciais, sendo sete prisões preventivas, seis prisões temporárias, 25 mandados de condução coercitiva e 38 mandados de busca e apreensão são cumpridas por 90 policiais civis na região. Um vereador é investigado.

As medidas cautelares foram expedidas após a investigação de três inquéritos policiais. A operação é feita em conjunto entre a Polícia Civil e o Ministério Público de Santa Catarina.

Mais de 70 ordens judiciais são cumpridas na região de Laguna (Foto: Polícia Civil/Divulgação)


1º inquérito
De acordo com a polícia, um grupo de empresários "frustraram o caráter competitivo de duas licitações, mediante ajuste prévio dos preços ofertados".
A investigação apontou que uma organização criminosa atua na área de licitações em Laguna, "especificamente, na realização de obras e fornecimento de materiais, e que possui entre os seus integrantes, um vereador da cidade, que foi licenciado do cargo para exercer a função de secretário municipal".

A polícia afirma que o vereador, que teve sua campanha financiada pela organização criminosa, "praticou atos ilícitos para atender exclusivamente interesses privados em detrimento do interesse público, inclusive articulou para obter licitações em benefício do grupo, bem como intermediou junto à Secretária da Fazenda para liberação de dinheiro após a realização de obras ou serviços".

Um dos empresários teria recebido verba da prefeitura referente ao fornecimento de materiais de construção para a Secretária de Obras por meio de um decreto emergencial por causa das chuvas de dezembro de 2016. A suspeita é que o pagamento foi intermediado pelo vereador, que na época era secretário municipal.

2º inquérito
A Polícia Civil afirma que o vereador, no período que atuou como secretário municipal, ordenou para que seus subordinados aprovassem os candidatos indicados por ele, além de vazar informações sigilosas.
"Os candidatos beneficiados já possuíam prévio vínculo com a secretaria ou com o então titular da pasta, tendo sido aprovados em uma avaliação prática bastante obscura, sendo que sequer atendiam os requisitos mínimos para o exercício do cargo", conforme a investigação.

3º inquérito
Após uma denúncia anônima, teve início o terceito inquérito. De acordo com a polícia, a própria população "observava as constantes fraudes que ocorriam no município. Foi possível comprovar os constantes desvios de materiais, que deveriam ser utilizados na reforma de um colégio local, para uma obra particular de um influente agente político da cidade".

Ao longo da investigação, outros delitos foram descobertos. A polícia informou que todos possuem envolvimento de políticos locais, que agiam mediante recebimento de propina para beneficiar amigos ou funcionários.

90 policiais civis participam da Operação Seival (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

O que é racismo estrutural?

Assista vídeo

O filósofo do direito e presidente do Instituto Luiz Gama Silvio Almeida, autor de "Sartre: direito e política" (http://bit.ly/2aJaNLA) destrincha didaticamente o conceito de racismo estrutural neste depoimento à TV Boitempo.

domingo, 19 de novembro de 2017

MP do trilhão rende ao Brasil o prêmio Fóssil do Dia na COP23


Governo golpistas de Temer/PSDB recebeu na conferencia COP23, em Bonn, o troféu Fóssil do Dia pela política de implantação da maior alta em suas emissões em 13 anos.

O prêmio mais tradicional das Conferências da ONU sobre Mudanças Climáticas, o Fóssil do Dia, está indo para o Brasil hoje. Não por causa dos seus negociadores, mas por causa do presidente. De acordo com o grande grupo de ONGs ambientais que selecionam os vencedores do prêmio – uma brincadeira para sinalizar aqueles que tornam as negociações climáticas mais difíceis – o Fóssil de hoje vai ao Brasil por causa da Medida Provisória enviada por Temer ao Congresso que pode dar às empresas de petróleo US$ 300 bilhões em subsídios para perfurar suas reservas offshore.

O Fóssil do Dia é uma tradição das negociações climáticas que teve início em 1999 – quando a COP também foi realizada em Bonn, na Alemanha. A premiação foi iniciada pela NGO alemã Forum e é conduzido pela Climate Action Network (CAN): seus membros elegem os países que julgaram ter feito o seu “melhor” para bloquear o progresso nas negociações ou na implementação do Acordo de Paris durante as negociações das Nações Unidas sobre mudanças climáticas.

Veja abaixo a declaração lida pelas ONGs ao premiar o Brasil com o prêmio fóssil:

Brasil acometido pela febre do petróleo
O Fóssil para hoje vai para o Brasil, por propor um projeto de lei que poderia dar às companhias de petróleo US $ 300 bilhões em subsídios para perfurar suas reservas offshore. 

Você ouviu isso certo, US $ 300 bilhões.
Pensemos sobre isso por um minuto – é aproximadamente o valor de uma Torre Eiffel ou seis torres de Londres. Basicamente, uma quantidade insana de dinheiro. Também é cerca de 360 ​​vezes mais do que o mundo inteiro fornece em apoio anual para financiamento de resiliência climática e desastre nos Pequenos Estados insulares em desenvolvimento, destacando como os fluxos de financiamento do clima atual são diferentes em comparação com os subsídios maciços de combustíveis fósseis.

O Brasil, o gigante verde sul-americano, a terra dos biocombustíveis sustentáveis ​​e o orgulhoso portador de uma mistura de energia com baixa emissão de carbono, é a mais nova vítima da febre do petróleo.

Uma Medida Provisória enviada ao Congresso pelo presidente Michel Temer, que pode ser votada nas próximas semanas, abre o país a um frenesi do petróleo, dando às empresas um pacote de isenções fiscais que podem ascender a US $ 300 trilhões nos próximos 25 anos. O ministro do Meio Ambiente do Brasil chamou o projeto de lei “inaceitável“.

A taxa de aprovação pública da Temer é de 3%, aproximadamente a mesma que a margem de erro das pesquisas. Mas certamente, as grandes empresas de petróleo têm uma opinião sobre ele melhor do que os eleitores brasileiros.
O objetivo da medida é acelerar o desenvolvimento da camada de pré-sal ultra-profunda, uma reserva do petróleo offshore que se pensa conter 176 bilhões de barris recuperáveis. Se esse óleo fosse queimado, o Brasil sozinho consumiria 18% do orçamento de carbono restante por 1,5 graus, acabando com nossas chances de afastar o mundo de uma catástrofe climática.

O engraçado é que o governo brasileiro parece estar totalmente ciente de que está cometendo uma falta. Como um funcionário do governo disse com franqueza, “o mundo está indo em direção a uma economia de baixo carbono. Haverá petróleo no chão, e esperamos que não seja nosso “.
O cinismo flagrante da administração Temer está em contraste com a posição bastante progressiva tomada pela delegação brasileira em Fiji-em-Bonn. Enquanto os diplomatas aqui pedem biocombustíveis como uma solução climática e pressionam para a ambição pré-2020, de volta para casa, a atitude é “drill, baby, drill!”.

Brasil, você faz uma cara boa, mas abaixo daquela camada de tinta verde encontra-se uma petrocracia em construção. É hora de levar subsídios absurdos e destiná-los a um melhor uso, mais verde.    

[Baixe aqui o documento de expectativas do OC]


Fonte: Observatório do clima