sábado, 19 de novembro de 2016

Protesto na balsa é neste sábado


Priscila Loch -  Coluna Contexto - Notisul


Todos que se sentem prejudicados com os valores cobrados na travessia da balsa, em Laguna, são convocados a comparecer neste sábado, a partir das 9 horas, à manifestação organizada pelos moradores das comunidades da Região da Ilha. 

Eles reivindicam desconto de 50% para que mora na Ponta da Barra, Passagem da Barra, Campos Verdes, Santa Marta, Canto da Lagoa, Cigana e Farol de Santa Marta e ‘aposentadoria’ das balsas menores, que não oferecem as condições mínimas de conforto aos passageiros, especialmente em dias de chuva e vento. 

“Estamos nos reunindo para buscar encaminhamentos de solução para o que vem causando transtorno a quem usa a travessia. 

Não é uma ação de uma pessoa, ou somente dos membros da Uapi (União das Associações de Pescadores da Ilha), mas das pessoas que utilizam a balsa”, reforça Maria Aparecida dos Santos Ramos, a Cida, vice-presidente da entidade.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Grammy Latino premia grandes nomes da música brasileira



Djavan levou o Grammy de Melhor Canção em Língua Portuguesa

O Grammy Latino 2016 premiou grandes nomes da música brasileira, na noite desta quinta-feira (17), em Las Vegas. Djavan, Martinho da Vila, Elza Soares, Paula Fernandes, Hamilton de Holanda, Céu, Ian Ramil, Almir Sater, Renato Teixeira e a banda Scalene são os brasileiros que ganharam os prêmios.

Djavan levou o Grammy de Melhor Canção em Língua Portuguesa, com a composição Vidas pra contar. O cantor também havia sido indicado para as categorias Gravação do Ano, Melhor Álbum do Ano e Melhor Cantor e Compositor.

Martinho Da Vila foi premiado na categoria Melhor Álbum de Samba/Pagode com o disco De bem com a vida, destinado apenas a artistas brasileiros.

Elza Soares conquistou o prêmio de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira junto com Almir Sater e Renato Teixeira, que receberam o Grammy de Melhor Álbum de Música de Raízes Brasileiras.

Indicada na categoria de Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa, a banda de origem brasiliense Scalene conquistou o primeiro Grammy de sua carreira, com o álbum Éter.

A 17ª edição do Grammy Latino também premiou o brasileiro Hamilton de Holanda, que venceu a categoria Melhor Álbum Instrumental pelo disco Samba de Chico, em homenagem a Chico Buarque.
Paula Fernandes e Céu foram eleitas pelos melhores álbuns de música Sertaneja e Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa. O cantor Anderson Freire foi premiado como Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa, pelo CD Deus Não Te Rejeita.

Outros artistas brasileiros, entre eles Tiago Iorc, Sophia Abrahão, Michel Teló, Lucas Lucco e Leonardo foram indicados ao Grammy Latino 2016, mas não foram premiados.

EBC

Garotinho consegue habeas corpus para ser transferido a hospital

"Não cabe à autoridade judiciária avaliar o quadro clinico do segregado", argumentou a ministra

Ministra Luciana Lóssio concedeu habeas corpus para Garotinho, para que ele seja transferido a um hospital. Caso tenha alta, ele poderá ficar em prisão domiciliar até que o TSE avalie o caso. A ministra disse que levará o caso ao plenário na semana que vem.

"Não cabe à autoridade judiciária avaliar o quadro clinico do segregado", argumentou a ministra. Segundo ela, a decisão de levar Garotinho para o presídio de Bangu é uma "atitude temerária ante o risco de gravame à integridade física do custodiado".

Do Correio Brasiliense

Jovem de 26 anos é recordista de nomeações em concursos públicos

Kalebe Dionísio fez 29 concursos públicos em cinco anos. Aos 22 anos foi nomeado Oficial de Justiça

Ser aprovado é fácil, difícil é o sacrifício que a aprovação requer." Esse é o mote do gênio dos concursos, recordista em nomeações, Kalebe Lael Costa Dionísio. De João Pessoa, capital da Paraíba, para todo o Brasil. É esse o perfil do jovem que aos 22 anos de idade já era servidor Tribunal Regional do Trabalho na 6ª Região. Hoje, aos 26 anos, Kalebe é o jovem com maior número de nomeações em concursos públicos federais segundo o ranking RankBrasil. No total, foi selecionado em 10 cargos.

História de Sucesso
A saga de Kalebe começou em 2008 e foi até 2013, quando finalmente foi aprovado para a carreira dos sonhos, o cargo de Oficial de Justiça no Tribunal Regional do Trabalho do estado da Paraíba. Começou os estudos aos 17 anos, enquanto esperava o resultado do vestibular para o curso de Direito na Universidade Federal da Paraíba. Na época, se inscreveu para dois concursos no mesmo dia, ambos de nível médio: pela manhã o TRF da 5ª Região e no período da tarde o INSS. Segundo ele, foi um erro que cometeu, porque os concursos tinham editais bem diferentes. Mas dessa experiência ele tirou bons aprendizados.

Motivado inicialmente pela necessidade de ajudar nas contas de casa e estimulado de perto pelos pais, que o encorajavam a buscar estabilidade financeira, Kalebe tomou como objetivo de vida ser aprovado em um bom concurso. Em um período de cinco anos fez 29 concursos, mais a prova do vestibular. Desses, foi classificado para 22 e nomeado para dez.

Kalebe conta que não pensou em desanimar após não ter sido convocado nas primeiras provas: “Continuei fazendo concurso, na verdade, porque eu não tinha sido chamado ainda pra nenhum”. Para ele, o importante é nunca se deixar desanimar: “concurso se faz para passar e até passar”. Segundo ele, é importante que o candidato se prepare para todas as provas que for fazer e eu não desanime até alcançar o cargo sonhado.

Estratégia Vencedora
Do período em que passou fazendo concursos tirou aprendizados para a vida inteira. Lições essas que hoje ele compartilha no site pessoal, desenhado especialmente quem está se preparando para concursos públicos. “Comecei a fazer o site como hobby, motivacional para concurseiros. Comecei a ouvir muitos concurseiros, dúvidas e questões. Acabei entrando nessa área e criei um curso online”.

Kalebe conta que criou a própria metodologia de estudos, e é ela que compartilha no curso, voltado para técnicas de estudo para todos os tipos de concursos públicos: “Acabei criando essa metodologia de estudo na base da tentativa e erro, e eu vi que deu certo. O objetivo é ensinar a estudar. Porque tem muita gente que acha que estudar é só pegar uma apostila e ler e assistir uma videoaula”.

A dica que Kalebe deixa para os concurseiros de plantão é de não desanimar e seguir o seu sonho. “Depois que chegar a um certo nível procura algo que dê prazer. Porque é muito melhor ter vontade de sair de manhã pra trabalhar do que sair se lamentando ou esperar ansiosamente toda semana a sexta feira chegar.”

Fonte Correio Brasiliense

O negócio da delação,do Twetter de Marcelo Rubens Paiva


Justiça aceita denúncia contra 22 pessoas e 4 empresas por tragédia de Mariana

O rompimento da barragem do Fundão, que deixou 19 mortos, completou um ano no dia 5 de novembro Léo Rodrigues/Agência Brasil

Léo Rodrigues - Correspondente da Agência Brasil

A Justiça Federal aceitou a denúncia apresentada no mês passado pelo Ministério Público Federal (MPF) contra 22 pessoas envolvidas no rompimento da Barragem de Fundão, localizada próxima ao distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG). Dessas, 21 são acusadas de inundação, desabamento, lesão corporal e homicídio com dolo eventual, que ocorre quando se tem a intenção ou assume o risco de matar. A Samarco, responsável pela estrutura, e suas acionistas Vale e BHP Billiton também se tornaram rés por diversos crimes ambientais. O engenheiro Samuel Loures e a empresa VogBR responderão pela emissão de laudo enganoso sobre a estabilidade da barragem.

Considerada a maior tragédia ambiental do Brasil, o episódio que deixou 19 mortos completou um ano no dia 5 de novembro de 2016. A lama de rejeitos que se espalhou destruiu comunidades, devastou a vegetação nativa e poluiu a Bacia do Rio Doce. Ainda estão dispersos 43 milhões de metros cúbicos de lama entre a barragem que se rompeu e a Usina Hidrelétrica de Candonga.


Entre os réus estão diversos funcionários da Samarco: Ricardo Vescovi, presidente afastado; Kleber Luiz Terra, diretor afastado de Operações e Infraestrutura; e três gerentes. Onze integrantes do Conselho de Administração, que incluem representantes da Vale e da BHP Billiton, também são acusados. A condenação por todas as acusações podem gerar penas individuais de até 54 anos de prisão, além de multas e reparação dos danos causados às vítimas.

A Samarco, Vale e BHP Billiton haviam sido denunciadas pelo MPF por 12 crimes ambientais previstos, entre eles poluição, inundação, desmoronamento, crimes contra a fauna e a flora, crimes contra ordenamento urbano e contra o patrimônio cultural. As penas para as empresas incluem multas, interdições temporárias, proibição de contratos com o Poder Público e prestação de serviços comunitários, tais como custear programas de órgãos e entidades ambientais e executar de obras em áreas degradadas.

A aceitação da denúncia foi assinada pelo juiz Jacques de Queiroz Ferreira na última quarta-feira (16). Ele também determinou a prioridade de tramitação e a retirada de sigilo do processo. Os réus têm um prazo de 30 dias para responder às acusações.

Em nota, a Samarco informou que ainda não foi citada no processo. A empresa afirmou também que a denúncia do MPF desconsidera os depoimentos apresentados ao longo das investigações que comprovam o desconhecimento prévio de riscos nas estruturas.

A Vale também divulgou nota à imprensa repudiando a denúncia, qual, segundo a empresa, teria desprezado "as inúmeras provas apresentadas, a razoabilidade, os depoimentos prestados em quase um ano de investigação que evidenciaram a inexistência de qualquer conhecimento prévio de riscos reais". O texto acrescenta que a mineradora jamais praticou atos de gestão operacional na Samarco, tampouco na barragem de Fundão e que, aos membros do Conselho de Administração e dos comitês de Assessoramento da Samarco, sempre foi assegurado que a barragem de Fundão era regularmente avaliada, não só pelas autoridades legalmente competentes, como também por um renomado grupo de consultores internacionais independentes.

"Saliente-se ainda que a segurança em geral, especialmente a de barragens, foi a todo tempo uma premissa a ser fielmente observada, sendo uma das diretrizes institucionais do Conselho de Administração, nunca tendo havido, sequer, qualquer mera recomendação por parte de seus membros de redução de investimentos nessa área. Inclusive existem atas do próprio conselho onde se constata a segurança como prioridade número um", finaliza a nota.

Na mesma linha, a BHP Billiton também criticou a atuação do MPF e informou que dará suporte à defesa de seus funcionários. "A decisão da Justiça Federal não significa um juízo de culpabilidade, mas trata-se de etapa processual que marca o início da tramitação da ação penal", acrescenta a empresa em nota. Procurada pela Agência Brasil, a a VogBR ainda não retornou aos contatos.


Lama de rejeitos se espalhou e destruiu comunidadesLéo Rodrigues/Agência Brasil
"Ganância"


A ação penal do MPF foi protocolada no dia 19 de outubro. O documento de 272 páginas faz um histórico dos problemas ocorridos na barragem. Em apresentação realizada na ocasião, os procuradores consideraram que a ganância da Samarco foi a causa da tragédia. Documentos internos da mineradora de 2015 obtidos pelo MPF traziam um prognóstico em caso de rompimento da barragem, apontando a possibilidade de aproximadamente 20 mortes e paralisação das atividades da empresa por até dois anos.

Mesmo consciente dos riscos, a empresa teria priorizado os resultados econômicos em detrimento das práticas de segurança. "A Samarco tinha uma gerência que atuava na gestão de riscos. Em vez de paralisar as operações da barragem, a empresa continuou mantendo sua operação de forma irresponsável", disse o procurador Jorge Munhós.

*Matéria ampliada às 14h08 para incluir a posição da BHP Billiton

Movimentos sociais criticam flexibilização da Lei de Agrotóxicos

Em discussão na Câmara dos Deputados, flexibilização aumentaria o consumo de agroquímicos no país (Reportagem Globo Rural)

Em duas atividades realizadas na Câmara dos Deputados, movimentos sociais criticaram as tentativas de flexibilização da atual e ainda fraca legislação por entenderem que aumentaria o consumo de agroquímicos no país.

Em dia de grande mobilização, entidades do movimento do campo, da Saúde Coletiva e dos trabalhadores rurais lançaram na Câmara Federal o ante-projeto lei que institui o Programa Nacional de Redução no Uso de Agrotóxicos (Pronara) e amplia as formas de controle social sobre os venenos. O documento foi entregue ao presidente da Comissão de Legislação Participativa. Em segida, entidades e parlamentares que apoiam a proposta foram recebidos pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que se comprometeu a criar colegiado para avaliar a matéria.

No início da tarde de 08 de novembro, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco –  a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, o Greenpeace, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), a Via Campesina, a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), entre outros, fizeram o ato de lançamento do ante-projeto lei no Salão Verde da Câmara dos Deputados. Na sequência, o ato  dirigiu-se para o Hall da Taquigrafia, onde os vários movimentos expuseram suas avaliações e pautas sobre o tema.

Geraldo Lucchese, membro do GT Visa, representou a Abrasco e ressaltou o papel do Dossiê Abrasco: Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde como instrumento científico e de pressão social e criticou as tentativas de flexibilização da Lei de Agrotóxicos, debatida na Comissão Especial do PL 6299/2002. 

“Recentemente, publicamos um dossiê espelhando todas as consequências do uso abusivo e indiscriminado de agrotóxicos, e elas são muitas. É um problema que afeta a saúde de todos os brasileiros. (…) Esse PL vai no sentido contrário do que está ocorrendo no mundo inteiro, que é fazer um uso racional e restrito desses produtos, quando não a completa eliminação. Essa química tem um impacto no cotidiano das pessoas, na água que tomamos e no ar que respiramos”, explicou Lucchese.

Lideranças falaram também da importância de resgatar a proposta do Programa Nacional para a redução do uso dos agrotóxicos (Pronara) como ponto de partida para viabilizar esta nova proposta apresentada à Câmara, convertendo assim em uma política nacional.

“Ele foi produzido a muitas mãos, pela sociedade civil, mas nunca chegou a ser sancionado e foi engavetado”, lembrou Carla Bueno, que entregou o documento ao deputado Chico Lopes (PCdoB-CE), presidente da Comissão de Legislação Participativa. O colegiado é o responsável pelo recebimento de propostas legislativas formuladas pela sociedade civil.

A pauta mobilizou outros parlamentares. “Falar em agrotóxico é falar em veneno. A bancada ruralista é forte, tem cerca de 150, 170 parlamentares nesta Casa, e nós precisamos formar uma frente com a sociedade civil pra trazer esse debate pro parlamento”, disse Ivan Valente, deputado federal por São Paulo e  líder do PSOL na Casa.

Outro aspecto levantado pelos movimentos e instituições foi a questão da saúde dos trabalhadores que atuam na cadeia produtiva. “O veneno está na mesa, e o Ministério Público sabe disso. Nós sabemos que o veneno está no campo, no ambiente de trabalho, e produzindo um custo social e previdenciário muito alto, com altos índices de enfermidades nos trabalhadores. Isso é muito preocupante”, disse Pedro Serafim, procurador regional do Trabalho no Distrito Federal. Leia mais aqui. 

Sobre o mesmo aspecto falou também Marcos Rochinski, coordenador geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Brasil (Contraf Brasil).  “Nós, dos movimentos sociais, lutamos pela agroecologia. Do outro, há grandes empresas com imenso poder econômico, multinacionais com grande capital financeiro e político, que inclusive compõe a bancada ruralista no Congresso, que colocam justamente a causa contrária. 

Eles, ruralistas, querem promover a morte com a distribuição de alimentos cheio de agrotóxico”. Leia mais aqui.

Como está o andamento dos projetos?: Dentre as propostas, capitaneadas pela bancada ruralista na Câmara, estão a retirada do poder de veto da Anvisa e do Ibama no processo regulatório – o que enfraquece o peso de análises do ponto de vista da saúde pública e do meio ambiente -, a centralização de todas as decisões regulatórias no Ministério da Agricultura – por meio de uma Comissão indicada majoritariamente por este ministério – e a mudança no termo “Agrotóxico” por “Defensivos Fitossanitários”. A Comissão Especial “pegou uma carona” no PL 6299/2002, de autoria do então Senador Blairo Maggi, já apreciado no Senado que acelerou o processo legislativo para as mudanças na Lei de Agrotóxicos. O relatório final ainda não foi apresentado.

Fonte: ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva