Experiências latino-americanas mostram o potencial do reconhecimento do trabalho sociocomunitário, da participação popular e da territorialização das políticas para fortalecer processos de organização coletiva
Por Luís Eduardo Fernandes, Emilly Firmino Oliveira de Lima, João Oliveira, Maria Angélica Paixão Frazão, Teresa M Maia de Carvalho e Thays Santos Carvalho
O Brasil chegará às eleições de 2026 diante de um paradoxo. Os indicadores recentes do mercado de trabalho registram avanços na formalização, no rendimento médio e na massa salarial, mas essa melhora convive com uma experiência cotidiana ainda marcada pela insegurança e pela precariedade. Segundo a PNAD Contínua do primeiro trimestre de 2026, 38,1 milhões de brasileiros permanecem na informalidade, cerca de 16 milhões encontram-se em situação de subutilização da força de trabalho e 26 milhões trabalham por conta própria. Trata-se de um contingente equivalente à população da Alemanha e que evidencia a permanência de uma ampla zona de trabalho marcada por vínculos frágeis, instabilidade ocupacional e baixa proteção social.
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