domingo, 6 de fevereiro de 2022

SUDESTE E ESCOLARIZADOS AFUNDAM BOLSONARO


 Por Altamiro Borges em seu blog

O "capetão" está definhando. A Folha informa que "Jair Bolsonaro perdeu quatro de cada dez eleitores que votaram nele no primeiro turno de 2018... O esvaziamento se deu com intensidade em dois segmentos que haviam impulsionado sua candidatura na última campanha: o Sudeste, região mais populosa do país, e o eleitorado com ensino superior".

 Baseado na pesquisa do Datafolha, o artigo de Bruno Boghossian publicado neste sábado (5) afirma que "há um ponto de partida duplo para esse derretimento. O humor de eleitores mais escolarizados e das grandes cidades do Sudeste virou na primeira metade de 2020, na fase em que Bolsonaro expôs seu negacionismo diante da pandemia e Sergio Moro deixou o governo".

 O colunista da Folha até parece torcer pelo ex-juizeco e ex-ministro do fascista, que segue empacado nas pesquisas e gera dúvidas sobre a manutenção da sua candidatura. Ele afirma que Sergio Moro “capturou parte dos votos” do presidente. “Atualmente, ele marca percentuais acima da média entre eleitores com curso superior (13%) e no Sudeste (12%)”.

 Mas ele mesmo pondera que “o alinhamento a Moro sugere que parte desses segmentos continua no mesmo campo político e pode retornar para Bolsonaro caso ele permaneça como o nome mais viável da direita até o dia da votação”. E ainda observa que “outra parcela de eleitores desses grupos aderiu à candidatura de Lula”.

 O desempenho de Lula entre os jovens

 “O petista registra nesses setores um crescimento significativo em relação ao desempenho de Fernando Haddad no primeiro turno de 2018. Os números favorecem o ex-presidente porque esses segmentos foram marcados pelo antipetismo na última campanha. Hoje, no Sudeste, Lula aparece com 43% das intenções de voto – perto da melhor marca do PT na região em pesquisas às vésperas do primeiro turno (45% em 2002)”.

 O articulista da Folha ainda agrega outro elemento muito importante: “Uma variação interessante também é vista entre os jovens. Bolsonaro teve sua maior queda proporcional na faixa de 16 a 24 anos – grupo em que Lula tem seu melhor desempenho. Nenhum desses eleitores podia votar quando o petista venceu as disputas de 2002 e 2006”.

 

 

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