domingo, 12 de novembro de 2017

Devemos combater as 'fake news'

Foto Digitalks

A Jornalista Angie Holan, vencedora do premio Pulitzer demonstrou que os Fake News (notícias falsas) foram subestimados nas eleições americanas que levaram Donald Trump e tudo que ele representa a Casa Branca.  

No caso Brasileiro devemos estar alertas, não subestimar as notícias falsas (fake News) espalhadas por grupos financiados por interesses antinacionais de grandes corporações que espalham o ódio, a intriga, a calúnia e a intolerância visando emplacar seu projeto para o Brasil.

O alerta foi dado e deve ser compreendido por todos que lutam por um Brasil soberano que inclua o povo no projeto de nação.

Traidores da nação não merecem perdão!

Leia abaixo, a entrevista da Jornalista Angie Holan, vencedora do premio Pulitzer.

Não achamos que 'fake news' seriam tão importantes, diz jornalista americana

Por Marco Aurélio Canônico (FolhaPress)

Menosprezar o impacto que as "fake news" -notícias falsas, geralmente criadas com objetivo político ou financeiro- poderiam ter nas eleições foi um erro que jornalistas, eleitores e políticos dos EUA cometeram na campanha presidencial de 2016.

A opinião é da jornalista americana Angie Holan, editora do site de checagem de fatos Politifact, e vem como alerta para que os brasileiros não repitam os equívocos que transformaram a disputa entre Hillary Clinton e Donald Trump num embate de muitas agressões e poucas ideias.
Repórter no time que ganhou o Prêmio Pulitzer de 2009 pela checagem de fatos nas eleições americanas do ano anterior, Holan diz que seu trabalho de atestar a veracidade das declarações de políticos tornou-se mais relevante sob o governo de um presidente com pouco apreço pela verdade.
Ela conversou no Rio, onde participa, neste domingo (12), do Festival 3i - Jornalismo Inovador, Inspirador e Independente, criado por oito organizações de jornalismo on-line e pelo Google News Lab. Em sua mesa ("Polarização e Eleições"), a americana vai discutir a importância de fazer bom jornalismo e checagem de fatos numa época de divisão política radical e de ânimos exaltados.

* Pergunta - O Brasil deve ter uma campanha eleitoral tumultuada em 2018. O que a última eleição americana pode nos ensinar?

Angie Holan - Para jornalistas, diria que devem tratar as "fake news" com seriedade. Deveríamos ter feito mais checagem de fatos em cima dessas notícias falsas durante a eleição, mas não achamos que fossem ser um fator tão importante quanto foram. Nos EUA, os candidatos não queriam discutir os grandes temas, mas se atacar: Hillary atacava a falta de preparo de Trump para o cargo, e Trump atacava Hillary e todos os demais por não fazerem um bom trabalho. Mas não eram acusações embasadas. O público também tem a responsabilidade de estar bem informado. E os políticos têm as obrigações de sempre: divulgar suas posições, participar de debates. Há uma ideia de que, se os jornalistas fizessem seu trabalho melhor, as campanhas seriam melhores, mas não sei se é verdade. Às vezes, os políticos só querem apelar às emoções das pessoas, e não temos poder de ditar o tipo de campanha que eles devem fazer.

Como os leitores podem se blindar das notícias falsas?

Angie Holan -  devem estar sempre desconfiados quando usam redes sociais, especialmente o Facebook. Se virem uma manchete surpreendente, do tipo "meu Deus, não acredito nisso", devem checar, mesmo que tenha vindo de amigos ou da família. Se virem algo muito emocional ou virulento, ou que diz as piores coisas sobre um dos candidatos, têm a responsabilidade de checar, de ir mais fundo. Nas redes sociais, os títulos são os mais enganadores.
Então sugiro ao público que seja muito cauteloso com os títulos e textos curtos que vê nas redes sociais. Leia mais reportagens aprofundadas.

O próprio termo "fake news" tem sido usado de forma deturpada, não?

Angie Holan - Sim. Nós, checadores de fatos, definimos "fake news" como notícias inventadas que se passam por textos jornalísticos. Trump define como notícias de que ele não gosta. Ele frequentemente trata notícias de empresas jornalísticas de tradição, com procedimentos e práticas de reportagem, como "fake news". Como jornalistas, precisamos reagir a isso, dizer que aquilo não é notícia falsa, mas reportagem de verdade, ainda que alguém não goste. Se os políticos repetem mentiras seguidamente, precisamos corrigi-los repetidamente. Por exemplo, Trump vive repetindo que os EUA são o país com os impostos mais altos do mundo, e não somos.

Trump é um exemplo de político que usa as redes sociais para falar diretamente ao público, ignorando a imprensa. Isso enfraquece o jornalismo?

Angie Holan - Todos os políticos têm o direito de falar diretamente com os eleitores, passando as mensagens como quiserem. O problema é que, ao mesmo tempo em que Trump usa o Twitter, ele evita as entrevistas coletivas da imprensa, que é quando os questionamentos sobre a Presidência são feitos. E temos problemas com sua porta-voz [Sarah Sanders] que, quando questionada sobre as imprecisões de Trump, diz que ele está certo, mesmo com evidência em contrário.

A mídia americana o critica mais do que fez com outros presidentes? Há exageros?

Angie Holan - Para jornalistas profissionais, é muito importante que o princípio da verdade oriente suas reportagens. Trump diz coisas que são incorretas, repetidamente. Nunca saberemos se ele acha que o que diz é verdade, mas quando a imprensa busca reportar com precisão e ele diz coisas incorretas, isso cria muita tensão nessa relação. É por isso que ele tem uma relação tão antagônica com a imprensa. Dito isso, o presidente Barack Obama não amava a imprensa, tinha muitas reclamações e sua administração foi muito dura contra os "whistleblowers", gente que trabalhava no governo e vazava [informações] para a imprensa.

Como o governo Trump afetou a vida dos jornalistas que fazem checagem de fatos?

Angie Holan - Ele não mudou nosso trabalho, temos um método estabelecido para checagem: procuramos evidências, fontes originais, falamos com um amplo espectro de especialistas. A diferença é que o nível de imprecisão dele é maior do que o de outros políticos, então trabalhamos mais.

Qual a responsabilidade do Google e do Facebook na disseminação das "fake news"?

Angie Holan - O Facebook foi surpreendido em 2016 pelo poder de suas ferramentas e por como elas podiam ser usadas por atores estrangeiros ou extremistas políticos. Tem tomado alguns passos para corrigir isso, mas é cedo para saber se vai funcionar. Nós [PolitiFact] temos uma parceria com o Facebook para fazer checagem de "fake news", mas ainda é inicial. O Google também tem levado em conta sua responsabilidade em promover um ambiente midiático responsável, tem tentado destacar organizações com histórico de bom jornalismo. Isso é animador. Origem: Louisiana (EUA) Carreira Mestre em jornalismo pela Universidade Columbia, é editora do Politifact, principal site americano de checagem de fatos em declarações de políticos. Foi repórter no time que ganhou o Prêmio Pulitzer de 2009 pelo trabalho de checagem de fatos nas eleições presidenciais de 2008 nos Estados Unidos

sábado, 11 de novembro de 2017

1° dia da Reforma Trabalhista: o que muda nos processos judiciais

Advogado fala sobre as principais reviravoltas na lei; processos favorecem empresas e patrões

Por Taciana Dutra - Brasil de Fato

As alterações previstas para entrar em vigor hoje (11) nas leis trabalhistas, através da reforma trabalhista de Temer, mudam não somente a forma como o trabalhador se relacionará com o emprego e o patrão. Mudam também a forma que o direito e a Justiça do Trabalho poderão atuar na defesa do trabalhador, obedecendo a leis regidas para privilegiar a parte economicamente mais forte da relação: o patrão.

O advogado trabalhista Jairo Lélis, que atua há 18 anos na defesa do trabalhador junto à Justiça do Trabalho, aponta algumas dessas mudanças que, segundo ele, irão surpreender muita gente que precisar acionar a Justiça.

Os custos por reclamação passarão a ser cobradas por item reclamado, havendo isenção de pagamento somente em casos de pobreza atestada pelo reclamante, quando em área cível, ou na Justiça do Trabalho, quando os ganhos mensais do trabalhador na referida causa forem iguais ou superiores a 40% do piso do INSS, que equivale hoje a R$2.200 reais. Caso o reclamante precise remarcar a audiência por qualquer que seja o motivo, terá que pagar por isso.

A Justiça passa a adotar o princípio da Sucumbência Recíproca, onde a parte que perde o recurso do item reclamado paga pelo seu custo processual, isto é, o que o empregado reclamar e for indeferido, terá os custos pagos pelo empregado.

Quem tiver salário igual ou superior a R$8 mil reais, não mais poderá acionar a Justiça do Trabalho, terá que recorrer a um “Conselho Arbitral de Direito”, formado por um conselheiro particular junto ao empregador.

A empresa poderá se valer da Quitação Anual, que é um documento assinado pelo trabalhador ao final de um ano. O documento declara em tese que todas as pendências foram pagas pelo empregador naquele período. Na prática, isso anula a possibilidade de reclamação posterior.

Os mecanismos antes utilizados pela Justiça através de ação direta do juiz para garantir indenização do trabalhador, como execução e penhora de bens da empresa condenada, não serão mais de responsabilidade da Justiça. Caberá ao trabalhador a cobrança judicial da indenização através dos meios disponíveis.

Com a prevalência do negociado sobre o legislado, as horas-extras passam a ser um acordo particular entre empregado/empregador, sem interferência do sindicato. Torna quase impossível que o empregado ganhe recurso referente a isso na Justiça, caso venha a se sentir lesado. O banco de horas também passa a ser combinado entre patrão/empregado sem possibilidade de interferência do sindicato, e mais uma vez, na prevalência do combinado sobre o legislado, o patrão dará as cartas e o empregado não poderá questionar posteriormente caso se sinta lesado.

“O trabalho é o mecanismo que possibilita ao pobre sua inserção na economia de maneira digna, não podemos compreender como uma democracia pode pretender melhorar a economia pela fragilização do agente trabalhador”, completa Lelis, que lembra que a maioria das nações economicamente fortes, possuem leis trabalhistas rigorosas, centrais e sindicatos fortalecidos.

Edição: Camila Salmazio

Dobra o valor pago em diárias e o número de comissionados na Câmara de Vereadores de Imbituba

Já são R$ 73 mil, contra R$ 32 mil em todo o ano de 2016

O valor gasto em diárias na Câmara de Vereadores de Imbituba, desde janeiro, já é mais que o dobro do que foi gasto em todo o ano passado. A despesa chegou a R$ 73 mil em 10 meses, contra R$ 32 mil gastos de janeiro a dezembro de 2016.

Segundo informação do Legislativo o aumento se deve à aposta na formação dos servidores, mas os critérios não são transparentes.

O valor das diárias este ano é elevado se comparado ao ano passado e já se fala na passagem do trem da alegria de uma estação a outra.

Comissionados

Mas os problemas não ficam somente com as diárias, em janeiro de 2017 a Câmara de Vereadores de Imbituba iniciou com 16 servidores efetivos, 03 efetivos em Cargo Comissionado, 14 servidores comissionados, 03 efetivos em Cargo Comissionado.

Resumindo: A Câmara iniciou o ano com 19 servidores efetivos e 17 comissionados. 

Em 10 meses de gestão do Presidente Renato Ladiada, principal articulador da base de apoio do Prefeito Rosenvaldo Junior (PT), a Câmara de Vereadores de Imbituba se transforma em um cabide de emprego escancarado.  
  
Os números não mentem: são 17 servidores efetivos, 02 efetivo em Cargo Comissionado, 31 servidor comissionado, 02 efetivo em Cargo Comissionado.

Resumindo: mais que dobrou o numero de comissionados que já somam 33.

Acham que acabou? Não mesmo.

Passagens

Em 2016, segundo o portal da transparência da Câmara de Vereadores de Imbituba não houve nenhum gasto em passagens.

Já em 2017 o gasto com passagens quadruplicou chegando ao absurdo valor de R$ 4.741,02 mil, conforme dados portal da transparecia.

Apesar do momento propicio para inversão da lógica, não se vislumbra no horizonte qualquer mudança de critérios pra disciplinar gastos abusivos, muito pelo contrario podemos chegar ao Natal com presente amargo e inédito à população.

Golpe e traições à origem de tudo isso

O apoio velado do prefeito eleito Rosenvaldo Junior (PT) levou o Vereador Renado Ladiada à Presidência da Câmara de Vereadores de Imbituba e por consequência a construção de uma maioria governista que não existia na Câmara já que em tese a oposição detinha 8 dos 13 vereadores eleitos.

Entenda

No apagar das luzes o Vereador Renato Ladiada, Robertinho e Beto Pereira eleitos pela oposição, rompem acordo que levaria o oposicionista vereador Anderson Teixeira (PSD) a Presidência da casa e passam a fazer parte da base do Prefeito Rosenvaldo (PT). Como prêmio Ladiada é eleito Presidente da Câmara com votos de vereadores fiéis ao governo. Robertinho e Beto se beneficiam do status de situação e tudo que isso representa.

Com a maioria conquistada na câmara os governistas aprovam o que querem em contra partida fazem vistas grossas a gestão do Legislativo e por consequência são responsáveis politicamente da farra das diárias e dos comissionados, que nestes dez meses marcou a gestão do Presidente da Câmara Renato Ladiada.

Até parece um filme da recente história da República onde o governo Petista se aliou ao pior que pariu a política brasileira e deu no que deu. 

O PT de Imbituba foi pelo mesmo caminho e vai pagar o preço.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Adesivo para Alzheimer de graça no SUS: saiba como conseguir

Distribuído gratuitamente pelo SUS, o adesivo tem menos efeitos colaterais e ajuda a amenizar os principais sintomas do Alzheimer

Por Manuela Pagan - vix.com

O Mal de Alzheimer é uma doença ainda sem cura que atinge principalmente as pessoas idosas e é conhecida principalmente por provocar esquecimentos.

De agora em diante, o SUS passará a oferecer o adesivo de rivastigmina, um tratamento que ajuda a amenizar os sintomas do Alzheimer. O medicamento já estava disponível em cápsulas e solução oral, mas o patch, que tem vantagens como menor impacto sobre o sistema gastrointestinal, ainda não estava incluído. 

Veja a seguir como ele age e quem poderá receber essa terapia.

Adesivo de rivastigmina no SUS: como age
A rivastigmina é um inibidor da colinesterase, classe de medicamentos que inibe a degradação da acetilcolina, um neurotransmissor relacionado à memória. Além da melhora da cognição, há também ação sobre os sintomas comportamentais e alterações funcionais da doença. 

Já estão disponíveis no SUS as cápsulas e as gotas da rivastigmina, mas o patch só chegou agora.

De acordo com o relatório produzido pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, a Conitec, náuseas e vômitos costumam ser fatores que dificultam o seguimento do tratamento com a rivastigmina oral. O adesivo, que mostrou-se tão eficaz quanto as cápsulas e as gotas, foi criado pensando em evitar esses efeitos adversos.

Quem receberá o tratamento
A resolução de incorporação do medicamento no SUS, publicada no Diário Oficial da União, não especifica para que portadores do Alzheimer será oferecido o tratamento. Espera-se, então, que todo paciente que tenha recomendação e prescrição médica para usar o adesivo tenha acesso a ele. Segundo a Conitec, ele está recomendado para pessoas com Alzheimer leve a moderadamente grave.

Prevenção do Alzheimer

8º Seminário Estadual de Agroecologia divulga Manifesto de Santa Rosa de Lima

O manifesto defende a agroecologia como um modo de vida, em contraponto ao agronegócio; reivindica ações e políticas públicas de incentivo à produção agrícola sustentável e protesta contra ameaças ao meio ambiente e à agricultura familiar

Durante dois dias (26 e 27 de outubro), em Santa Rosa de Lima, Capital Catarinense da Agroecologia, agricultores, acadêmicos, técnicos, extensionistas, pesquisadores e demais interessados e defensores de temas relacionados à produção agrícola sustentável – um público estimado em mais de 900 pessoas – acompanharam palestras e oficinas abordando assuntos como agroturismo, bio construção, pagamentos por serviços ecossistêmicos, economia solidária, agricultura urbana, educação do campo, entre outros.

O 8º Seminário de Agroecologia foi promovido por entidades representativas, associações, cooperativas e movimentos sociais ligados à agricultura familiar e à agroecologia, com apoio de órgãos governamentais e prefeitura municipal e entidades locais como Agreco, Sintraf (Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar), Associação de Agroturismo Acolhida na Colônia, cooperativa de crédito Cresol e Centro de Formação em Agroecologia.

A Comissão Organizadora do 8º Seminário Estadual de Agroecologia, divulgou oficialmente nesta terça-feira (31), o Manifesto Agroecológico de Santa Rosa de Lima.

Click a seguir:

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Diário Oficial publica lei que institui o Dezembro Vermelho, de prevenção à aids


O objetivo da campanha é chamar a atenção da população sobre a importância de prevenir e combater o vírus HIV


Por Agência Brasil

A lei que institui a campanha nacional de prevenção ao HIV/aids e outras infecções sexualmente transmissíveis, denominada Dezembro Vermelho, está publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (8).

De acordo com a lei, sancionada pelo presidente Michel Temer, a campanha terá foco na prevenção, assistência, proteção e promoção dos direitos humanos das pessoas que vivem com HIV/aids e será constituída de um conjunto de atividades e mobilizações relacionadas ao enfrentamento da doença.

As atividades e mobilizações da campanha serão desenvolvidas de acordo com os princípios do Sistema Único de Saúde(SUS), de modo integrado em toda a administração pública, com entidades da sociedade civil organizada e organismos internacionais.

Entre outras ações, estão previstas a iluminação de prédios públicos com luzes de cor vermelha, promoção de palestras e atividades educativas, realização de eventos que tratem do tema e veiculação de campanhas na mídia.


terça-feira, 7 de novembro de 2017

Planos de saúde serão obrigados a oferecer 18 novos procedimentos em 2018


Por Bruno Bocchini - Agência Brasil

A partir de janeiro de 2018, a cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde será ampliada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A nova listagem terá a inclusão de 18 novos procedimentos, entre exames, terapias e cirurgias, além da ampliação de cobertura para outros sete, incluindo medicamentos orais contra o câncer. Pela primeira vez, um medicamento para tratamento da esclerose múltipla foi incluído.

A atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde será publicada amanhã (8) no Diário Oficial da União e passa a valer a partir do dia 2 de janeiro. A nova lista é obrigatória para todos os planos de saúde contratados a partir da entrada em vigor da Lei nº 9.656 de 1998, ou àqueles que foram adaptados à lei.

A ampliação da cobertura pode levar a aumento das mensalidades. Após a publicação da Resolução Normativa que amplia a lista obrigatória, a inclusão das novas coberturas é avaliada por um ano pela ANS. Caso a agência identifique impacto financeiro, este será avaliado no cálculo do reajuste do ano seguinte.

Entre os novos procedimentos obrigatórios está um medicamento imunobiológico para tratamento de esclerose múltipla, além de oito medicamentos orais para tratamento de cânceres de pulmão, melanoma, próstata, tumores neuroendócrinos, mielofiborese e leucemia. Também está entre as novas obrigações a realização de um exame PET-CT - para diagnóstico de tumores neuroendócrinos. A lista completa das incorporações está disponível no site da ANS.

As operadoras que não cumprirem a nova listagem serão punidas com multas de R$ 80 mil por infração cometida. Para denunciar eventuais descumprimentos, o consumidor deve entrar em contato com a ANS e fazer a reclamação. Os canais de atendimento são: Disque ANS: 0800 701 9656 – atendimento telefônico gratuito, disponível de segunda a sexta-feira, das 8 às 20 horas (exceto feriados); o Portal da ANS; e o Núcleos da ANS, que funcionam com atendimento presencial de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h30 (exceto feriados), em 12 cidades localizadas nas cinco regiões do país.

Rol de procedimentos
Para saber se o procedimento receitado pelo médico está entre os obrigatórios, os consumidores podem consultar o site da agência

A lista de procedimentos obrigatórios cobertos pelos planos de saúde é atualizada a cada dois anos pelo Comitê Permanente de Regulação da Atenção à Saúde (Cosaúde), formado por representantes de órgãos de defesa do consumidor, prestadores de serviços, operadoras de planos de saúde, conselhos e associações profissionais, e representantes de beneficiários. Depois de discutida no Cosaúde, a proposta final de revisão é submetida a consulta pública no site da ANS.

Edição: Amanda Cieglinski