quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Investigação sobre tragédia na linha-4 do Metrô foi abafada com propina, diz jornal


Jornal GGN - A investigação sobre o acidente que deixou sete mortos na linha-4 do Metrô, em 2007, quando José Serra (PSDB) era governador, pode ter sido abafada com pagamento de propina, diz reportagem da Folha de S. paulo desta quinta (17).

Profissionais ligados a três das construtoras que participaram do consórcio admitiram que negociaram o pagamento com um advogado que se dizia intermediário de um promotor de Justiça.
"Segundo as fontes ouvidas pela Folha, nas tratativas de propina em 2007 um dos representantes das empresas foi o advogado Fernando Maximiliano Neto, que já havia trabalhado no departamento jurídico da Odebrecht. Outro nome é o do advogado Ismar Marcílio de Freitas Jr., que dizia representar o então promotor Ruy Pires Galvão Filho."

Galvão foi promovido a procurador e disse não ter atuado no julgamento do caso do Metrô. Ele nega recebimento de propina, mas "aparece citado de maneira cifrada em e-mail apreendido pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, segundo a Folha apurou."

Na mensagem, funcionário da Odebrecht pede autorização para pagar o promotor. O valor seria de R$ 200 mil e a empreiteira teria de arcar com 20% disso. A propina total para abafar a investigação seria de R$ 3 milhões, segundo documentos apreendidos com a Camargo Corrêa na operação Castelo de Areia, em 2009.

A ideia era favorecer os executivos investigados no que foi o "maior acidente da história do Metrô de SP", disse o jornal.

Coincidentemente, os 14 réus das empresas processadas pela tragédia foram absolvidos em primeira instância. A Justiça aponto que a Promotoria não conseguiu provar que os acusados tinham condições de evitar a cratera e as mortes. A Promotoria também não responsabilizou nenhum funcionário de alto escalão das empresas.

O Consórcio Via Amarela era liderado pela Odebrecht e incluia, ainda, a Camargo Corrêa, OAS, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez.

As fontes da Folha, porém, não puderam confirmar que o suborno foi realmente pago. Mas o veículo salientou que o simples ato de ofertar ou solicitar propina já configura crime de corrupção, de acordo com o Código Penal.

Nesta quinta (17), o Tribunal de Justiça julgará o caso em segunda instância.


O Ministério Público abriu inquérito no mês passado para apurar a denúncia.

Nota "marota” da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEAST) de Imbituba

Prefeitura de Imbituba através da SEAST (da Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Renda), afirma que as informações solicitadas pelo Ministério Público foram repassadas. 

Em “nota marota” a Secretaria Municipal de Assistência Social (SEAST) isenta a Administração Jaison e assume que “a Seast tem o dever de verificar denúncias relacionadas a possíveis erros na caracterização de renda das famílias”, como não fizesse parte de seu trabalho a checagem  permanente dos pedidos de interessados em participar do Programa Bolsa Família, coisa que não o fez já que até morto recebia benefícios.

Portanto os órgãos de controle devem  investigar e responsabilizar, caso necessário, os  gestores da SEAST pela total falta de controle do órgão.

Afinal são mais de 450 mil reais desviados de sua finalidade.

Veja nota completa

NOTA SEAST - Benefício Bolsa Família

Governo de Imbituba, através da Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Renda – Seast esclarece que, em ação conjunta com o Ministério Público Federal, está trabalhando para solucionar as investigações sobre as irregularidades identificadas no benefício do programa social Bolsa Família.

A secretaria ressalta que o papel do município é o e realizar o cadastro de pessoas no Cadastro Único para solicitar acesso a programas sociais do Governo Federal, entre eles o Bolsa Família. Além disso, a Seast tem o dever de verificar denúncias relacionadas a possíveis erros na caracterização de renda das famílias.

Cabe destacar que o Cadastro Único é autodeclaratório, ou seja, a veracidade das informações prestadas é de responsabilidade do declarante, que busca pelo benefício, bem como a atualização de seus dados, de acordo com seus bens e renda. A concessão do benefício, seja ele de qualquer ordem, é estabelecida pelo Governo Federal em conformidade com a exigência estabelecida de, no máximo, R$ 164,00 por membro da família.

Desta forma, o município de Imbituba vem fornecendo, desde o início do semestre de 2016, todas as informações solicitadas pelo Ministério Público através de visitas domiciliares. Como consequência, o Governo Federal já providenciou o cancelamento de cerca de 70 benefícios irregulares. Além destes, outros 30 beneficiários seguem com seus benefícios bloqueados.

De acordo com a Seast, entre as irregularidades em investigação estão 103 pessoas identificadas como “empresários”. Tratam-se, em sua maioria, de empreendedores individuais, tais como: manicures, vendedores de alimentos perecíveis, catadores, entre outras ocupações. Destes, 60 já tiveram seus benefícios cancelados pelo Governo Federal, sendo que os outros não foram encontrados ou estão temporariamente impossibilitados de sacar o benefício até procurarem o cadastro único para atualização.

Foram identificados ainda cinco falecidos no programa, dos quais quatro já estão cancelados. O Ministério Público solicitou também a revisão do benefício de 12 servidores públicos, dos quais seis já tiveram seus benefícios cancelados pelo Governo Federal.

A Seast aguarda o prazo concedido às famílias com seus benefícios bloqueados para a atualização cadastral, a fim de cancelar sua participação no programa se confirmadas as incompatibilidades ou de realizar a reversão, em caso de adequação aos critérios. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

'Os extremos se encontram nas costas da democracia'


Do UOL - Blog Juca Kfouri

A que ponto chegamos


No Rio, um bando de fascistas, de esquerda, agrediu o repórter Caco Barcellos, o perseguiu, jogou objetos nele, chamou-o de golpista e o diabo a quatro.
Caco é dos melhores e mais dignos jornalistas do país e cobria a manifestação na Assembleia Legislativa fluminense.


Em Brasília, outro bando de fascistas, de direita, invadiu a Câmara dos Deputados com palavras de ordem militaristas.
Como dizia o bravo Salvador Allende, presidente eleito do Chile e deposto pelo genocida general Pinochet, os extremos se encontram nas costas da democracia.

Conheça dez histórias de corrupção durante a ditadura militar



Militares em frente ao Ministério do Exército, no Rio, em 2 de abril de 1964

Os protestos de 15 de março, direcionados principalmente contra o governo federal e a presidente Dilma Rousseff, indicaram a insatisfação de parte da população com os casos de corrupção envolvendo partidos políticos, empresas públicas e empresas privadas. Algumas pessoas, inclusive, chegaram a pedir uma intervenção militar, alegando que essa seria a solução para o fim da corrupção.
Mas será que nesse período a corrupção realmente não fazia parte da esfera política? Apesar da blindagem proporcionada pelas restrições ao Legislativo, Judiciário e imprensa, ainda assim a ditadura não passou imune a diversas denúncias de corrupção.
sobre o período ("A Ditadura Envergonhada", "A Ditadura Escancarada", "A Ditadura Derrotada" e "A Ditadura Encurralada") e reportagens da época. O primeiro item que envolve Delfim Netto contém uma resposta do ex-ministro sobre os casos. Veja:

1 - Contrabando na Polícia do Exército
A partir de 1970, dentro da 1ª Companhia do 2º Batalhão da Polícia do Exército, no Rio de Janeiro, sargentos, capitães e cabos começaram a se relacionar com o contrabando carioca. O capitão Aílton Guimarães Jorge, que já havia recebido a honra da Medalha do Pacificador pelo combate à guerrilha, era um dos integrantes da quadrilha que comercializava ilegalmente caixas de uísques, perfumes e roupas de luxo, inclusive roubando a carga de outros contrabandistas. Os militares escoltavam e intermediavam negócios dos contraventores. Foram presos pelo SNI (Serviço Nacional de Informações) e torturados, mas acabaram inocentados porque os depoimentos foram colhidos com uso de violência – direito de que os civis não dispunham em seus processos na época. O capitão Guimarães, posteriormente, deixaria o Exército para virar um dos principais nomes do jogo do bicho no Rio, ganhando fama também no meio do samba carioca. Foi patrono da Vila Isabel e presidente da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba).

2 - A vida dupla do delegado Fleury


Um dos nomes mais conhecidos da repressão, atuando na captura, na tortura e no assassinato de presos políticos, o delegado paulista Sérgio Fernandes Paranhos Fleury foi acusado pelo Ministério Público de associação ao tráfico de drogas e extermínios. Apontado como líder do Esquadrão da Morte, um grupo paramilitar que cometia execuções, Fleury também era ligado a criminosos comuns, segundo o MP, fornecendo serviço de proteção ao traficante José Iglesias, o "Juca", na guerra de quadrilhas paulistanas. No fim de 1968, ele teria metralhado o traficante rival Domiciano Antunes Filho, o "Luciano",  com outro comparsa, e capturado, na companhia de outros policiais associados ao crime, uma caderneta que detalhava as propinas pagas a detetives, comissários e delegados pelos traficantes. O caso chegou a ser divulgado à imprensa por um alcaguete, Odilon Marcheronide Queiróz ("Carioca"), que acabou preso por Fleury e, posteriormente, desmentiu a história a jornais de São Paulo. Carioca seria morto pelo investigador Adhemar Augusto de Oliveira, segundo o próprio revelaria a um jornalista, tempos depois.
Os atos do delegado na repressão, no entanto, lhe renderam uma Medalha do Pacificador e muita blindagem dentro do Exército, que deixou de investigar as denúncias. Promotores do MP foram alertados para interromper as investigações contra Fleury. De acordo com o relato publicado em "A Ditadura Escancarada", o procurador-geral da Justiça, Oscar Xavier de Freitas, avisou dois promotores em 1973: "Eu não recebo solicitações, apenas ordens. (…) Esqueçam tudo, não se metam em mais nada. Existem olheiros em toda parte, nos fiscalizando. Nossos telefones estão censurados".
No fim daquele ano de 1973, o delegado chegou a ter a prisão preventiva decretada pelo assassinato de um traficante, mas o Código Penal foi reescrito para que réus primários com "bons antecedentes" tivessem direito à liberdade durante a tramitação dos recursos. Em uma conversa com Heitor Ferreira, secretário do presidente Ernesto Geisel (1974-1979), o general Golbery do Couto e Silva – então ministro do Gabinete Civil e um dos principais articuladores da ditadura militar – classificou assim o delegado Fleury, quando pensava em afastá-lo: "Esse é um bandido. Agora, prestou serviços e sabe muita coisa". Fleury morreu em 1979, quando ainda estava sob investigação da Justiça.

3 - Governadores biônicos e sob suspeita

Em 1970, uma avaliação feita pelo SNI ajudou a determinar quais seriam os governadores do Estado indicados pelo presidente Médici (1969-1974). No Paraná, Haroldo Leon Peres foi escolhido após ser elogiado pela postura favorável ao regime; um ano depois, foi pego extorquindo um empreiteiro em US$ 1 milhão e obrigado a renunciar. Segundo o general João Baptista Figueiredo, chefe do SNI no governo Geisel, os agentes teriam descoberto que Peres "era ladrão em Maringá" se o tivessem investigado adequadamente. Na Bahia, Antônio Carlos Magalhães, em seu primeiro mandato no Estado, foi acusado em 1972 de beneficiar a Magnesita, da qual seria acionista, abatendo em 50% as dívidas da empresa.

4 - O caso Lutfalla


Outro governador envolvido em denúncias foi o paulista Paulo Maluf. Dois anos antes de assumir o Estado, em 1979, ele foi acusado de corrupção no caso conhecido como Lutfalla – empresa têxtil de sua mulher, Sylvia, que recebeu empréstimos do BNDE (Banco Nacional de Desenvolvimento) quando estava em processo de falência. As denúncias envolviam também o ministro do Planejamento Reis Velloso, que negou as irregularidades, e terminou sem punições.

5 - As mordomias do regime
Em 1976, as Redações de jornal já tinham maior liberdade, apesar de ainda estarem sob censura. O jornalista Ricardo Kotscho publicou no "Estado de São Paulo" reportagens expondo as mordomias de que ministros e servidores, financiados por dinheiro público, dispunham em Brasília. Uma piscina térmica banhava a casa do ministro de Minas e Energia, enquanto o ministro do Trabalho contava com 28 empregados. Na casa do governador de Brasília, frascos de laquê e alimentos eram comprados em quantidades desmedidas – 6.800 pãezinhos teriam sido adquiridos num mesmo dia. Filmes proibidos pela censura, como o erótico "Emmanuelle", eram permitidos na casa dos servidores que os requisitavam. Na época, os ministros não viajavam em voos de carreira, e sim em jatos da Força Aérea.
Antes disso, no governo Médici já se observavam outras regalias: o ministro do Exército, cuja pasta ficava em Brasília, tinha uma casa de veraneio na serra fluminense, com direito a mordomo. Os generais de exército (quatro estrelas) possuíam dois carros, três empregados e casa decorada; os generais de brigada (duas estrelas) que iam para Brasília contavam com US$ 27 mil para comprar mobília. Cabos e sargentos prestavam serviços domésticos às autoridades, e o Planalto também pagou transporte e hospedagem a aspirantes para um churrasco na capital federal.

6 - Delfim e a Camargo Corrêa


Delfim Netto – ministro da Fazenda durante os governos Costa e Silva (1967-1969) e Médici, embaixador brasileiro na França no governo Geisel e ministro da Agricultura (depois Planejamento) no governo Figueiredo – sofreu algumas acusações de corrupção. Na primeira delas, em 1974, foi acusado pelo próprio Figueiredo (ainda chefe do SNI), em conversas reservadas com Geisel e Heitor Ferreira. Delfim teria beneficiado a empreiteira Camargo Corrêa a ganhar a concorrência da construção da hidrelétrica de Água Vermelha (MG). Anos depois, como embaixador, foi acusado pelo francês Jacques de la Broissia de ter prejudicado seu banco, o Crédit Commercial de France, que teria se recusado a fornecer US$ 60 milhões para a construção da usina hidrelétrica de Tucuruí, obra também executada pela Camargo Corrêa. Em citação reproduzida pela "Folha de S.Paulo" em 2006, Delfim falou sobre as denúncias, que foram publicadas nos livros de Elio Gaspari: "Ele [Gaspari] retrata o conjunto de intrigas armado dentro do staff de Geisel pelo temor que o general tinha de que eu fosse eleito governador de São Paulo", afirmou o ex-ministro.

Outro lado: Em relação às denúncias que envolvem seu nome nesse texto, o ex-ministro Delfim Netto respondeu ao UOL: "Trata-se de velhas intrigas que sempre foram esclarecidas. Nunca tive participação nos eventos relatados".

7 - As comissões da General Electric
Durante um processo no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) em 1976, o presidente da General Electric no Brasil, Gerald Thomas Smilley, admitiu que a empresa pagou comissão a alguns funcionários no país para vender locomotivas à estatal Rede Ferroviária Federal, segundo noticiou a "Folha de S.Paulo" na época. Em 1969, a Junta Militar que sucedeu Costa e Silva e precedeu Médici havia aprovado um decreto-lei que destinava "fundos especiais" para a compra de 180 locomotivas da GE. Na época, um dos diretores da empresa no Brasil na época era Alcio Costa e Silva, irmão do ex-presidente, morto naquele mesmo ano de 1969. Na investigação de 1976, o Cade apurava a formação de um cartel de multinacionais no Brasil e o pagamento de subornos e comissões a autoridades para a obtenção de contratos.

8 - Newton Cruz, caso Capemi e o dossiê Baumgarten


O jornalista Alexandre von Baumgarten, colaborador do SNI, foi assassinado em 1982, pouco depois de publicar um dossiê acusando o general Newton Cruz de planejar sua morte – segundo o ex-delegado do Dops Cláudio Guerra, em declaração de 2012, a ordem partiu do próprio SNI. A morte do jornalista teria ligação com seu conhecimento sobre as denúncias envolvendo Cruz e outros agentes do Serviço no escândalo da Agropecuária Capemi, empresa dirigida por militares, contratada para comercializar a madeira da região do futuro lago de Tucuruí. Pelo menos US$ 10 milhões teriam sido desviados para beneficiar agentes do SNI no início da década de 1980. O general foi inocentado pela morte do jornalista.

9 - Caso Coroa-Brastel
Delfim Netto sofreria uma terceira acusação direta de corrupção, dessa vez como ministro do Planejamento, ao lado de Ernane Galvêas, ministro da Fazenda, durante o governo Figueiredo. Segundo a acusação apresentada em 1985 pelo procurador-geral da República José Paulo Sepúlveda Pertence, os dois teriam desviado irregularmente recursos públicos por meio de um empréstimo da Caixa Econômica Federal ao empresário Assis Paim, dono do grupo Coroa-Brastel, em 1981. Galvêas foi absolvido em 1994, e a acusação contra Delfim – que disse na época que a denúncia era de "iniciativa política" – não chegou a ser examinada.

10 - Grupo Delfin
Denúncia feita pela "Folha de S.Paulo" de dezembro de 1982 apontou que o Grupo Delfin, empresa privada de crédito imobiliário, foi beneficiado pelo governo por meio do Banco Nacional da Habitação ao obter Cr$ 70 bilhões para abater parte dos Cr$ 82 bilhões devidos ao banco. Segundo a reportagem, o valor total dos terrenos usados para a quitação era de apenas Cr$ 9 bilhões. Assustados com a notícia, clientes do grupo retiraram seus fundos, o que levou a empresa à falência pouco depois. A denúncia envolveu os nomes dos ministros Mário Andreazza (Interior), Delfim Netto (Planejamento) e Ernane Galvêas (Fazenda), que chegaram a ser acusados judicialmente por causa do acordo.

GOLPE MILITAR COMPLETA 51 ANOS; RELEMBRE


Maia determina prisão de manifestantes que invadiram o plenário da Câmara

Fascistas invadem a Câmara

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), determinou ao Departamento de Polícia Legislativa que prenda todos os manifestantes que invadiram o plenário da Câmara.
“Eles entraram no plenário, depredaram e a ordem que dei ao diretor do Depol é que todos saiam daqui presos e sejam levados com o apoio da Polícia Federal, porque nós não vamos aceitar esse tipo de abuso e de agressão ao Parlamento”, assegurou Maia.

Ele informou que foi procurado para negociar depois que o grupo já havia tomado o plenário e que, nesta condição, ele não conversaria.
“Não há negociação porque ela teria que ser feita antes da invasão. Agora, já determinei a prisão de todos.”

A maioria dos manifestantes está deixando o plenário acompanhado de policiais legislativos. “Nós vamos e voltaremos”, disse um dos manifestantes ao ser retirado do local escoltado. 

No meio da tarde, manifestantes invadiram o plenário da Câmara dos Deputados. Houve tumulto, a sessão foi suspensa e o local fechado. O grupo, formado por cerca de 50 pessoas de dez estados do país, gritava as palavras: "Queremos general". A porta de vidro que dá acesso ao plenário foi quebrada.

Invasão da Câmara prejudica apresentação de relatório com medidas anticorrupção

Manifestantes invadiram o plenário da Câmara dos Deputados, ouve tumulto, a sessão presidida por Waldir Maranhão foi suspensa Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Por Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil

invasão do plenário da Câmara dos Deputados por manifestantes na tarde hoje (16), que levou à suspensão da sessão, atrapalhou os trabalhos da comissão especial que analisa o projeto de Lei 4850/16, que trata das chamadas dez medidas de combate à corrupção.

Como a sessão plenária foi suspensa pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a reunião da comissão, que estava marcada para as 16h, não pode ser iniciada porque, formalmente, só poderia ocorrer após o prazo de duas sessões, porque houve um pedido de vista ao projeto na reunião anterior.
“Como a sessão foi suspensa, o prazo de duas sessões da Casa não foi superado. Estamos conversando com o presidente Maia para ver se ele declara a sessão encerrada. Só assim poderemos iniciar os trabalhos”, disse o presidente da comissão, Joaquim Passarinho (PSD-PA).

Por volta das 15h, um grupo de cerca de 50 pessoas invadiu o plenário da Casa aos gritos de: “Queremos general”, “Viva Sérgio Moro” e “Intervenção militar”. A porta de vidro que dá acesso ao plenário foi quebrada. A invasão ocorreu no momento em que os deputados discursavam antes do início da Ordem do Dia.

Caso Maia encerre a sessão, o relator do projeto, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), poderá apresentar as alterações feitas em seu relatório final. A expectativa de Lorenzoni é que o texto seja discutido e votado até amanhã (17).

Crime de responsabilidade
Apesar do atraso no início dos trabalhos, o deputado Felix Mendonça (PDT-BA) apresentou um voto em separado em que pede a aprovação do relatório apresentado por Lorenzoni na última quarta-feira (8). No texto, Lorenzoni propõe a inserção de crime de responsabilidade para juízes e integrantes do Ministério Público. No entanto, o relator voltou atrás e retirou este ponto do texto após reunião com integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato, na última segunda-feira (14).

Em seu voto, Mendonça argumenta que a medida está em conformidade com os aspectos de mérito e juridicidade. “Não cabendo, a nosso ver, emendas modificativas ao parecer inicial”, disse.

O deputado Fausto Pinato (PP-SP) também entregou à mesa dos trabalhos da comissão um voto em separado propondo a regulamentação de alguns pontos da proposta, como a prescrição e prazo de duração de processos e a prisão preventiva.

No primeiro ponto, Pinato se manifesta contra a instituição de um prazo para que o juiz se posicione sobre os casos. “Apesar de a população ver a prescrição como uma aliada da impunidade, ela é justamente o inverso disso, o prazo prescricional é uma sanção ao juiz moroso”, disse em seu voto. “A duração razoável do processo é uma exigência constitucional”, acrescentou
Pinato também se posicionou contra o que chamou de “excesso de prazo na prisão preventiva”, outro dos pontos abordados no relatório de Lorenzoni. “Isto porque não parece razoável que uma pessoa permaneça presa provisoriamente, enquanto ainda é presumidamente inocente, por três anos até a prolação de uma sentença e, em seguida, por mais um ano para o julgamento de apelação sem que isto seja considerado excesso de prazo apto a relaxar a custódia cautelar”, apontou.

Pinato também é contrário ao uso de provas ilícitas em processos e propôs que os juízes que tenham conhecimento do conteúdo dessas provas não possam proferir sentença ou acórdão, “devendo remeter os autos imediatamente ao seu substituto legal”.

No voto em separado, Pinato lamentou que Lorenzoni tenha retirado do texto a parte que trata de crime de responsabilidade para promotores e juízes. Segundo ele, membros do Ministério Público e do Poder Judiciário são agentes públicos que acabam tendo uma ação como agentes políticos e que portanto deveriam receber o mesmo tratamento.

“Da mesma forma que outros agentes políticos estão submetidos ao regime do crime de responsabilidade, por decorrência lógica constitucional, tais agentes políticos também devem ser submetidos a este regime jurídico”, argumentou.

Escândalo: Mais de 100 pessoas de Imbituba são suspeitas de receberem Bolsa-Família irregularmente

Até mortos constam na lista de pessoas beneficiadas


O Ministério Público Federal (MPF), em investigação, identificou 120 casos suspeitos de fraude.

O levantamento feito pelo MPF compreende o período de Janeiro de 2013 a Maio de 2016, quando a Secretária Municipal de Assistência Social era a ex-senadora Selma Elias Westphal (PMDB).

Na Secretaria Municipal a responsável pelo Departamento Administrativo Financeiro era uma indicada de Selma, Maria Regina Cardoso Farias (PMDB).
Entre os pagamentos suspeitos estão 5 Falecidos, 12 servidores públicos e 103 Empresários.

O MPF cruzou dados do Governo Federal, Tribunal Superior Eleitoral, Receita Federal e Tribunal de Contas.

Em outros municípios da AMUREL também foram identificados supostas irregularidades, no entanto, Imbituba é a “campeã” no número de suspeitas de fraudes.


Cada um dos casos agora serão investigados e confirmada as fraudes serão condenados.