segunda-feira, 15 de novembro de 2021

ITAMAR ASSUMPÇÃO E OS NEGROS DITOS DAS METRÓPOLES

Músico vanguardista, ele levou a umbigada e a música caipira ao undigrudi paulistano. Desvelou a poesia concreta das esquinas – e o chão encharcado de sangue negro das cidades. Rebelde, nunca capitulou às leis do mercado e estereótipos

Por Rosa Couto – OUTRASPALAVRAS

Uma proposta de escuta

A música pode afetar partes distintas de nosso cérebro como nenhuma outra manifestação artística. Através dela mobilizamos afetos, memórias, revivemos sentimentos bons e ruins. As músicas que nos rodeiam nos dizem muito sobre quem somos, o mundo em que vivemos e nosso meio social, mas nem sempre temos controle sobre o que escutamos e sobre nossas preferências auditivas, um mercado escolhe e escuta por nós. Portanto, ter uma escuta ativa é uma forma de afirmar nossa humanidade num mundo de objetificação em que somos apenas números.

No que se refere à obra de Itamar Assumpção, músico ligado à movimentação cultural que ficou conhecida como Vanguarda Paulista, não há nada que eu possa dizer que não seja melhor compreendido pela escuta atenta de suas músicas. Por isso, antes de ler, ouça.

Beba na fonte>https://outraspalavras.net/poeticas/itamar-assumpcao-e-os-negos-ditos-das-metropoles/


 

O QUE FOI A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA DO BRASIL; ENTENDA O SIGNIFICADO DO 15 DE NOVEMBRO


 Por Esmael Morais

Sobre a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889

A Proclamação da República Brasileira aconteceu no dia 15 de novembro de 1889, há 132 anos. Esse movimento foi resultado de um levante político-militar que deu inicio à República Federativa Presidencialista. Destacou-se a figura de Marechal Deodoro da Fonseca como responsável pela efetiva proclamação e como primeiro Presidente da República brasileira em um governo provisório (1889-1891).

Marechal Deodoro da Fonseca foi herói na guerra do Paraguai (1864-1870), comandando um dos Batalhões de Brigada Expedicionária. Sempre contrário ao movimento republicano e defensor da Monarquia como deixa claro em cartas trocadas com seu sobrinho Clodoaldo da Fonseca em 1888 afirmando que apesar de todos os seus problemas a Monarquia continuava sendo o “único sustentáculo” do país, e a república sendo proclamada constituiria uma “verdadeira desgraça” por não estarem, os brasileiros, preparados para ela.

A crise no Império
O ultimo gabinete ministerial do Império, o “Gabinete Ouro Preto”, sob a chefia do Senador pelo Partido Liberal Visconde do Ouro Preto, assim que assume em junho de 1889 propõe um programa de governo com reformas profundas no centralismo do governo imperial. Pretendia dar feição mais representativa aos moldes de uma monarquia constitucional, contemplando aos republicanos com o fim da vitaliciedade do senado e adoção da liberdade de culto. Ouro Preto é acusado pela Câmara de estar dando inicio à República e se defende garantindo que seu programa inutilizaria a proposta da República. Recebe críticas de seus companheiros do Partido Liberal por não discutir o problema do Federalismo.

Os problemas no Império estavam em várias instâncias que davam base ao trono de Dom Pedro II:

  • A Igreja Católica: Descontentamento da Igreja Católica frente ao Padroado exercido por D. Pedro II que interferia em demasia nas decisões eclesiásticas.
    O Exército: Descontentamento dos oficiais de baixo escalão do Exército Brasileiro pela determinação de D. Pedro II que os impedia de manifestar publicamente nos periódicos suas críticas à monarquia.
  • Os grandes proprietários: Após a Lei Áurea ascende entre os grandes fazendeiros um clamor pela República, conhecidos como Republicanos de 14 de maio, insatisfeitos pela decisão monárquica do fim da escravidão se voltam contra o regime. Os fazendeiros paulistas que já importavam mão de obra imigrante, também estão contrários à monarquia, pois buscam maior participação política e poder de decisão nas questões nacionais.
  • A classe média urbana: As classes urbanas em ascensão buscam maior participação política e encontram no sistema imperial um empecilho para alcançar maior liberdade de econômica e poder de decisão nas questões políticas.

A Proclamação da República
A República Federativa Brasileira nasce pelas mãos dos militares que se veriam a partir de então como os defensores da Pátria brasileira. A República foi proclamada por um monarquista. Deodoro da Fonseca assim como parte dos militares que participaram da movimentação pelas ruas do Rio de Janeiro no dia 15 de Novembro pretendiam derrubar apenas o gabinete do Visconde de Ouro Preto. No entanto, levado ao ato da proclamação, mesmo doente, Deodoro age por acreditar que haveria represália do governo monárquico com sua prisão e de Benjamin Constant, devido à insurgência dos militares.

A população das camadas sociais mais humildes observam atônitos os dias posteriores ao golpe republicano. A República não favorecia em nada aos mais pobres e também não contou com a participação desses na ação efetiva. O Império, principalmente após a abolição da escravidão tem entre essas camadas uma simpatia e mesmo uma gratidão pela libertação. Há então um empenho das classes ativamente participativas da República recém-fundada para apagar os vestígios da monarquia no Brasil, construir heróis republicanos e símbolos que garantissem que a sociedade brasileira se identificasse com o novo modelo Republicano Federalista.

A Maçonaria e o Positivismo
O Governo Republicano Provisório foi ocupado por Marechal Deodoro da Fonseca como Presidente, Marechal Floriano Peixoto como vice-presidente e como ministros: Benjamin Constant, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Campos Sales, Aristides Lobo, Demétrio Ribeiro e o Almirante Eduardo Wandenkolk, todos os presentes na nata gestora da República eram membros regulares da Maçonaria Brasileira. A Maçonaria e os maçons permanecem presentes entre as lideranças brasileiras desde a Independência, aliados aos ideais da filosofia Positivista, unem-se na formação do Estado Republicano, principalmente no que tange o Direito.

A filosofia Positivista de Auguste Comte esteve presente principalmente na construção dos símbolos da República. Desde a produção da Bandeira Republicana com sua frase que transborda a essência da filosofia Comteana “Ordem e Progresso”, ou no uso dos símbolos como um aparato religioso à religião republicana. Positivistas Ortodoxos como Miguel Lemos e Teixeira Mendes foram os principais ativistas, usando das alegorias femininas e o mito do herói para fortalecer entre toda a população a crença e o amor pela República. Esses Positivistas Ortodoxos acreditavam tão plenamente em sua missão política de fortalecimento da República que apesar de ridicularizados por seus opositores não esmorecem e seguem fortalecendo o imaginário republicano com seus símbolos, mitos e alegorias.

A nova organização brasileira pouco ou nada muda nas formas de controle social, nem mesmo há mudanças na pirâmide econômica, onde se agrupam na base o motor da economia, e onde estão presentes os extratos mais pobres da sociedade, constituída principalmente por ex-escravizados e seus descendentes. Já nas camadas mais altas dessa pirâmide econômica organizam-se oligarquias locais que assumem o poder da máquina pública gerenciando os projetos locais e nacionais sempre em prol do extrato social ao qual pertencem. Não há uma revolução, ou mesmo grandes mudanças com a Proclamação da República, o que há de imediato é a abertura da política aos homens enriquecidos, principalmente pela agricultura. Enquanto o poder da maquina pública no Império estava concentrado na figura do Imperador, que administrava de maneira centralizadora as decisões políticas, na República abre-se espaço de decisão para a classe enriquecida que carecia desse poder de decisão política.

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O ex-ministro Aldo Rebelo é uma espécie de Dom Quixote, que em périplo pelo País luta pela conclusão de uma obra inacabada chamada “Brasil”.

Na sua recente visita a Curitiba, Aldo lançou seu livro “O Quinto Movimento” com reflexões e propostas para a construção inacabada do país.

A base de suas ideias é de simples entendimento para o leitor e estudioso do tema:

  • retomada do desenvolvimento econômico;
  • retomada do desenvolvimento científico;
  • retomada do desenvolvimento tecnológico; e
  • retomada do desenvolvimento social.

O ponto de partida de Aldo Rebelo consiste na referência de quatro movimentos que construíram o Brasil:

  • do marco zero, em 1.500 até o Tratado de Madrid, em 1750;
  • da epopeia da independência até o 7 de setembro de 1922;
  • de 1822 até a abolição da escravatura, em 1888; e
  • da proclamação da República aos dias atuais.

TRIÂNGULO ELEITORAL: SP, MINAS E RIO DE JANEIRO CONCENTRAM ARTICULAÇÕES CONTRA BOLSONARO

Especialistas destacam o papel de Kassab na construção do cinturão eleitoral São Paulo, Minas e Rio - (crédito: ED ALVES/CB/D.A.Press)

Jorge Vasconcellos

Com 61,6 milhões de eleitores (42% de todos os brasileiros aptos a votar), os três maiores colégios eleitorais do país são palco de intensas negociações partidárias, de olho na disputa presidencial de 2022. Estão em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, a pouco menos de um ano do pleito, os principais pré-candidatos e as articulações mais importantes. Os movimentos políticos das últimas semanas sinalizam que, a partir desses estados, deve ser formado um poderoso cinturão contra o avanço do projeto de reeleição do presidente Jair Bolsonaro.

Beba na fonte>https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2021/


 

domingo, 14 de novembro de 2021

ANÁLISE: MARIGHELLA E GIOCONDO, HISTÓRIAS QUE SE CRUZAM NA RESISTÊNCIA AO REGIME MILITAR



Dois filmes e duas histórias que mostram um passado de radicalização política....(Fotos : Carta Maior/htmoviefit.me/Reprodução)

Por Luiz Carlos Azedo

Vale a pena ver o filme Marighella, dirigido por Wagner Moura, com Seu Jorge esbanjando talento na telona, no papel de Carlos Marighella, em 1969, no auge da atuação da Ação Libertadora Nacional (ALN), o grupo guerrilheiro que liderava e foi dizimado pelo delegado Sérgio Fleury.

Em contraponto, sugiro também o documentário Giocondo Dias, Ilustre Clandestino, de Vladimir de Carvalho, disponível no Canal Brasil, que reúne depoimentos sobre o líder comunista que substituiu Luiz Carlos Prestes na Secretaria-Geral do PCB...

Beba na fonte>https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2021/11/4963071-analise-marighella-e-giocondo






DOIS ANOS DE REFORMA DA PREVIDÊNCIA DESTACA DESIGUALDADES

Aposentados da classe média foram os mais afetados pela mudança de regras, que acabam comprometendo pensão de herdeiros

Por Jornal GGN

A reforma da Previdência completou dois anos na última sexta-feira (12/11), e pode-se dizer que seus efeitos foram ambíguos até o momento.

De um lado, o governo Bolsonaro e seus apoiadores comemoraram as diversas mudanças realizadas, que acabaram por reduzir a estimativa de aposentadorias e pensões e a favorecer o ajuste fiscal.

Contudo, os críticos dizem que a previsão inicial indicava uma economia acima de R$ 1 trilhão em 10 anos, mas esse número foi posteriormente ajustado para R$ 855 bilhões.

Além disso, a reforma acabou por excluir os militares e não considerou as diferenças existentes no país – desta forma, não se tem muito que celebrar.

Até mesmo aqueles que defenderam a adoção das reformas apontam erros de cálculos, como mostra reportagem do jornal Correio Braziliense.

Um desses erros é o cálculo de pensão de falecido na ativa: com as novas regras, o montante da pensão será calculado com base na aposentadoria por incapacidade.

Desta forma, os herdeiros poderão receber menos da metade do valor estabelecido como “cota família”.

Por fim, outro ponto citado por especialistas é a obrigatoriedade da aposentadoria em 65 anos para os homens e 62 anos para as mulheres.

Seguindo os especialistas, isso deve fazer com que um grande número de pessoas (em especial os mais pobres) financie um sistema que não terão acesso.

 


 

NOVA ONDA DE COVID-19 NA EUROPA E NA ÁSIA DEVE SERVIR DE ALERTA PARA O BRASIL


 Por Regina Castro (Agência Fiocruz de Notícias)

Segundo os pesquisadores do Observatório Covid-19 Fiocruz, responsáveis pelo Boletim, embora os dados recentes no Brasil indiquem a manutenção da tendência geral de queda dos indicadores monitorados desde o início da Covid-19, é importante destacar que a pandemia não acabou e que o risco de recrudescimento permanece com a proximidade da temporada de festas e de férias, com maior circulação e concentração de pessoas em diversos ambientes.

Beba na fonte> https://portal.fiocruz.br/noticia/nova-onda-de-covid-19-na-europa-e-na-asia-deve-servir-de-alerta-para-o-brasil

UBER, 99, RAPPI E LAVAMOVE DEVEM REGISTRAR MOTORISTAS EM CARTEIRA IMEDIATAMENTE, DIZ MPT

Procuradores afirmam que as quatro empresas de transporte e entrega por aplicativo cometem fraudes trabalhistas ( Foto Marcelo Camargo / Agência Brasil)

 Por Daniel Giovanaz - Brasil de Fato

Ministério Público do Trabalho em São Paulo (MPT-SP) ajuizou quatro ações civis públicas na última segunda-feira (8) contra empresas de aplicativo de transporte, acusadas de fraude trabalhista.

As multinacionais Uber (EUA), 99 (China), Rappi (Colômbia) e Lalamove (Hong Kong) são alvos das ações, baseadas em investigações que constataram a existência de vínculo de emprego com motoristas e entregadores em todo o Brasil [clique no nome das empresas para ler cada ação, na íntegra]. 

Beba na fonte>https://bdf.sh/f/a0p0o