terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Reforma Tributária de Temer deve instituir IVA e recriar CPMF; Será uma nova chicotada no lombo do povo

He! he! he! Na cara dura dizem que não aumentarão imposto

Reforma pode instituir IVA e recriar CPMF; governo diz que carga não subirá

Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, disse hoje (12) que governo pode substituir impostos existentes por novos como um das medidas de modernização do sistema tributário brasileiro, mas sem aumento da carga.

A afirmação de Imbassahy foi feita após o relator da Comissão Especial da Reforma Tributária, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), ter anunciado que seu relatório incluirá a criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) nacional e a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), esta última para substituir o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Após participar da reunião com o grupo que discute a modernização do sistema tributário, Imbassahy ressaltou que o governo não proporá mudanças que resultem no aumento da carga tributária. No entanto, ao ser perguntado sobre a possibilidade de substituição do IOF pela CPMF, o ministro não descartou a ideia. “Se, eventualmente, houver uma conversação nesse sentido [substituição do IOF por uma nova CPMF], ela pode até prosperar, mas prosperar sempre tendo como base a de que não haverá nenhum aumento de carga tributária.”

Hauly disse que sua proposta preservará o Imposto de Renda, mas com sugestão para que se torne progressivo “nos anos vindouros”.

“A proposta vai fortalecer os impostos patrimoniais, como IPTU [Imposto Predial e Territorial Urbano], ITR [Imposto Territorial Rural], e IPVA [Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores], ITCMD [Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação] e ITBI [Imposto de Transmissão de Bens Imóveis], que são cinco tributos sobre propriedade. Esse desenho do sistema tributário extingue nove tributos, entre eles ISS [Imposto Sobre Serviços], ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços], IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados], PIS/Cofins, Cide [Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico], Salário Educação e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido [CSLL]”, explicou o relator.

Hauly disse que pretende baixar a quase zero a carga tributária de alimentos, medicamentos, máquinas e equipamentos. “Hoje a comida no Brasil e os remédios registram 33% de carga. Isso vai para próximo de zero, realocando essa carga para setores onde as pessoas que ganham mais poderão pagar esse imposto.”

Prazo

Indicado pelo presidente Michel Temer para coordenar a reforma tributária, o assessor da Presidência Gastão Toledo disse que a ideia é ter “algo aprovado até o final do ano” pelo Congresso. No entanto, segundo ele, o andamento da proposta dependerá de negociações com parlamentares e com os estados. “Estamos estudando as várias propostas que existem, especialmente a do relator da reforma tributária no Congresso Nacional. Não é a final, que ainda está sendo elaborada. Estamos estudando o que é possível fazer com base nela ou em outras ainda sendo elaboradas.”

Toledo confirmou que o governo está “avaliando e considerando” a criação do IVA federal, proposta que foi apresentada também pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, colegiado de assessoramento da Presidência. Com relação a mudanças na tributação da renda, Toledo disse não acreditar que ocorram “neste momento”.


“A ideia é ter uma simplificação tributária suficientemente abrangente para melhorar o clima tributário no Brasil, porque o sistema hoje é antieconômico, prejudica as empresas e todos que pagam tributos, é regressivo e não coopera em nada para a eficiência da economia brasileira. O que se procura é, através da simplificação, melhorar o clima da economia nacional pela tributação”, disse o assessor.

AO VIVO: Alexandre de Moraes é sabatinado pelo Senado



Do Jornal GGN

Alexandre de Moraes será sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, nesta terça-feira (21), em sessão prevista para às 10h. Apesar de contar com ampla maioria de apoio, por ser o nome indicado por Michel Temer e com grande trânsito entre políticos do PSDB, a oposição e partidos interessados em pressionar o governo deverão dificultar a aprovação de Moraes.

Já se sabe, contudo, que é praticamente impossível impedir que o nome de Temer assuma o Supremo Tribunal Federal (STF), na vaga que antes era do ministro Teori Zavascki. Apegando-se a um histórico de vida pública e política, a oposição deverá chamar a atenção a trechos polêmicos de seu currículo.

Entre as perguntas, senadores da oposição - que se encontraram nesta segunda-feira (20) para definir as questões - devem abordar desde supostas irregularidades, como envolvimento do ministro na Operação Acrônimo, acusado de receber R$ 4 milhões entre 2010 e 2014, até a própria legitimidade de Edison Lobão (PMDB) de presidir a CCJ nesta sessão.

Engenharia reage à destruição da economia


Do Clube de Engenharia, no site Carta Maior:

O Clube de Engenharia, ao longo dos seus 136 anos, contribuiu permanentemente para o desenvolvimento do município do Rio de Janeiro, do Estado e do País. No Império, no Distrito Federal, como capital da Guanabara e capital do Estado do Rio, a ação do Clube de Engenharia foi, é, e será a de formulador de propostas de desenvolvimento econômico, político e social.

Com Pereira Passos tivemos importante contribuição na modernização do Centro do Rio. Participamos das discussões do Plano Agache, em 1928; discutimos o código de água nos anos 30 e a proposta de eletrificação, de aproveitamentos hidroelétricos do Vale do Paraíba que deram origem ao Complexo de Ribeirão das Lajes. Participamos da defesa do minério de ferro brasileiro; da constituição da Companhia Vale do Rio Doce e, no momento seguinte, da constituição da Petrobras. Atuamos ativamente na discussão do Plano Doxiadis, no governo Carlos Lacerda, e da discussão do Metrô, tanto na década de 60 como na década de 70.

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Deu no Blog do Altamiro Borges

Globo vive saia-justa no futebol



por Augusto Diniz

O impedimento da Federação Paranaense de Futebol, provavelmente a mando da Globo, de transmissão pelo Youtube do jogo entre Atlético-PR e Coritiba pelo estadual, é tão anacrônico como achar que boa parte da mídia impressa não será engolida pela internet. A emissora e a FPF acertaram os direitos do campeonato sem tratar adequadamente com os donos do espetáculo – os clubes, que foram atrás de melhor retorno financeiro.

O Flamengo já havia no início deste ano feito jogo duro com a Globo e cobrou para o campeonato estadual mais pelos direitos de imagem do que os outros times grandes cariocas, e ainda pediu para que o dinheiro não passasse pela Federação de Futebol do Rio. E foi atendido.

A Globo corre para manter o produto futebol na


Continue lendo no Blog do Nassif.

Câmara aprova projeto de formação técnica esportiva para jovens aprendizes



Por Iolando Lourenço e Luciano Nascimento - Repórteres da Agência Brasil

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou hoje (20) permissão para que empresas contratem até 10% de jovens aprendizes em atividades relacionadas a práticas desportivas de diferentes modalidades.

A proposta altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) possibilitando a inclusão de jovens aprendizes em atividades de construção, ampliação, recuperação e manutenção de instalações esportivas e de organização e promoção de eventos na área.

Os parlamentares acataram  emenda do Senado ao projeto de lei do deputado André Figueiredo (PDT-CE) que trata do tema e já havia sido aprovado pela Câmara. Por isso, o texto voltou para à Câmara para nova votação. A matéria conseguiu o apoio dos deputados, que decidiram aprovar as alterações em votação simbólica. O texto segue agora para sanção presidencial.

O deputado Anré Figueiredo disse que o projeto pretende “incentivar a formação técnico-profissional de adolescentes e jovens em áreas relacionadas à gestão e prática de atividades desportivas e à prestação de serviços relacionados à infraestrutura, organização e promoção de eventos esportivos”. Segundo ele, a emenda dos senadores aperfeiçoou ainda mais a proposta.

Antes, os deputados aprovaram um recurso do deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) para submeter à análise da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) da Câmara o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 120/15, que autoriza a passagem de hidrovias por terras indígenas. “Esse recurso não entra no mérito do projeto. Ele apenas estabelece, simplesmente, que lavra, pesquisa mineral e aproveitamento de recursos hídricos em terras indígenas devem ser examinados pela comissão”, disse Alencar.


Com isso, a matéria que já havia sido aprovada pelas comissões de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Minas e Energia; será agora submetida a análise da CDH antes de ser votada em plenário.

Ao rancor de Roberto Freire, Cléo e Daniel de seu homônimo, por Rui Daher


Do GGN, por Rui Daher

Míriam Leitão me inspira. Conversando com alguns empresários, sinto desilusão em seus olhos com os rumos do governo Temer. 

Mostram assim menos estupidez do que a costumeira. Primiero, não acreditam nas mudanças dos índices econômicos, anunciados pelas folhas e telas cotidianas e economistas-chefes de casas bancárias. 

Todos já sacaram que, passados os efeitos do aumento dos preços administrados e o arrefecimento dos preços dos alimentos a inflação cairia, independem dos juros altos e da restricão ao crédto, em país sem investimentos público e privado, sem emprego e renda, e demanda pífia.

Muitos que inflaram patos-amarelos e bateram panelas para derrubar Dilma Rousseff, perceberam a farsa Temer. Dizem que não resiste até 2018. Falam em eleições indiretas, fazem renascer soldadinhos fardados, como o ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, ou até mesmo o gari João Dória. Difícil entender como, com tanta burrice, eles ainda nos prensam no alabrado, feito um Zague, ex-atacante corintiano.


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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Reforma da Previdência deve aumentar exército de excluídos do sistema

Foto CTB

Por Railídia Carvalho

As atuais regras de acesso aos benefícios do sistema previdenciário brasileiro parecem um oásis diante da proposta de reforma da Previdência apresentada por Michel Temer. A reforma tramita no Congresso Nacional através da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287 e se caracteriza por dificultar o acesso à aposentadoria.

Em um momento de recessão e desemprego, os termos da reforma de Temer provocam espanto até em aliados.


O diretor técnico do Departamento de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz, afirmou que o atual sistema tem desafios a superar mas que não são nos moldes da proposta apresentada por Michel Temer.

“Do jeito que a proposta veio ela tem um grande objetivo, que é gastar menos com Previdência e aí se construiu uma proposta para que reduza seu custo para o governo. Acho que uma reforma orientada por esse objetivo não tem os mesmos objetivos da proteção universal e garantia de renda para as famílias”, opinou Clemente.

Para ele, a rigidez das regras vai agravar a exclusão que existe. “Não é um sistema que funciona de maneira justa e igualitária. Primeiro porque temos um contingente grande, mais de 9 milhões de pessoas em idade de se aposentar, mas que não têm direito porque não têm o tempo de contribuição e também não estão em condições de miserabilidade que lhes permita receber pela assistência. Estão em um limbo”, exemplificou Clemente.

Fim da aposentadoria

Dados da Previdência Social de 2014 mostram que 79% das aposentadorias concedidas em 2015 foi para trabalhadores com menos de 20 anos de contribuição. Pelo projeto de Temer, para receber 85% do benefício homens e mulheres têm que ter contribuído por 25 anos e ter no mínimo 65 anos. Para o benefício integral são 49 anos de contribuição.

O diretor de políticas sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Rogério Nunes, afirmou que a reforma penaliza mais ainda certos segmentos de trabalhadores. “O trabalhador do setor braçal no Brasil quando chega aos 30 anos o corpo não aguenta mais. É contribuir para não receber”, enfatizou.

Na opinião do dirigente da CTB, as exigências são gritantes e têm por objetivo enfraquecer a previdência pública. “Querem transformar o que começou como uma iniciativa dos trabalhadores em previdência privada, nos moldes do Chile. É um grande negócio para o setor financeiro visto que quem contribuiu dificilmente vai receber o benefício. É um investimento que dá lucro e sem risco para o segmento financeiro”, denunciou Rogério.

Mobilização das centrais

Segundo ele, o papel das centrais é fundamental para combater a campanha feita pelo governo e pelos meios de comunicação sobre a necessidade desse tipo de reforma. “Estão espalhando mais uma vez o medo entre a população de que a Previdência quebrou, sobre fazer sacrifícios hoje. O sacrifício que eles não falam é o de não se aposentar.”

A agenda unificada das centrais recomeçou nesta segunda-feira (20) como protestos em aeroportos para pressionar os parlamentares a rejeitarem a PEC 287. A previsão para esta terça-feira (21) é que os dirigentes das centrais se reúnam com os presidentes da Câmara e do Senado para tratar da tramitação das reformas da Previdência e Trabalhista.

Clemente também reforçou o papel das centrais em fazer o contraponto ao discurso pró-reforma do Executivo. “As centrais precisam mostrar o quanto esta matéria não está pacificada. Um olhar mais geral sobre a proposta mostra que retarda e restringe o acesso e arrocha o valor do benefício. A sociedade, que é beneficiária, deve mostrar a contrariedade. Tem que pressionar os parlamentares e que eles percebam para apresentarem alternativas.”

Fonte Portal Vermelho