segunda-feira, 26 de novembro de 2012

"Saúde Pública é dever do Estado e direito do cidadão


“Mistanásia - a morte miserável"
Aguinel Bastian Junior,
Presidente da Associação Catarinense de Medicina

"O que assistimos nos hospitais públicos de Santa Catarina é o exemplo mais concreto e duro de MISTANÁSIA. A morte miserável de pessoas pobres. O Poder Público não tem o direito de optar, nem a prerrogativa de elencar prioridades quando os direitos fundamentais da cidadania estão em pauta. É dever do Estado PARAR TUDO em prol das necessidades essenciais. DEVE suspender campanhas, realocar recursos de investimentos de outra ordem, enxugar seus recursos humanos administrativos e consequentes cabides de emprego e CUMPRIR a missão primeira de um governante democrático: atender o CIDADÃO nas suas necessidades mais essenciais: SAÚDE, SEGURANÇA PÚBLICA e EDUCAÇÃO.

Enquanto isso não for feito estamos diante da condição inegável de FALÊNCIA DO ESTADO, passível de intervenção por parte da sociedade civil organizada e do poder público federal. As Entidades Médicas notificaram o Estado de Santa Catarina, na figura de sua Secretaria de Estado da Saúde, sobre a iminente inviabilidade ética de funcionamento das emergências dos hospitais públicos e consequente interdição das mesmas pelo Conselho Regional de Medicina de SC.

Não cabe ao cidadão discernir sobre os momentos da administração pública, atribuir responsabilidade a essa ou àquela gestão porque no prisma do povo o governo é único, com projetos e responsabilidades continuadas, que não podem ser restringidas às marcas divisórias dos 4 anos de governo, tão convenientemente usadas como DESCULPA pra não fazer ou por não ter feito. Na ótica do cidadão valem mais os projetos de Estado do que os projetos de Governo.

Na mesma medida, não cabe ao poder público se escusar atribuindo as falências aos seus predecessores, mesmo que isso seja fato. Ao pleitear a função de dirigir o Estado, a equipe que o faz assume a realidade como ela é e herda as benesses e as mazelas. Qualquer entendimento diferente é puro casuísmo e assunção de incompetência.
Sem relegar Segurança Pública e Educação, me cabe opinar sobre a Saúde.

As Entidades Médicas representadas pelo Conselho Superior das Entidades Médicas - COSEMESC - têm reiteradamente denunciado as carências de recursos humanos nos hospitais da rede pública em Santa Catarina, seja por meio das cartas de "apelo ao governador" publicadas ativamente na imprensa, seja através dos "Boletins do COSEMESC" veiculados pelos sites das Entidades Médicas. A atual greve dos servidores é um direito constituído do trabalhador e expõe o desmantelamento das estruturas públicas da saúde.

Não defendemos a desassistência e enaltecemos os que se desdobram enfrentando a precariedade e atendendo os doentes, mas penalizar primariamente o servidor público pelos prejuízos de uma greve tão indesejada é BATER NO MAIS FRACO. Nós médicos apoiamos o direito de greve dos funcionários da saúde DESDE QUE RESPEITADO O DEVER DE MANTER OS ATENDIMENTOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA. Clamamos aos funcionários em greve que RESPEITEM essa indispensável pauta pra que não percam o apoio dos profissionais médicos, da sociedade e da imprensa.

Finalizando, se MISTANÁSIA pode ser definida como a morte miserável dos excluídos e, se como cidadãos não pactuamos com o processo de "reificação“ (transformação em coisa) e "nadificação" do indivíduo, combatemos explicitamente a impunidade e concordamos que a responsabilidade do Estado (na figura de seus representantes eleitos) transcende a linha do tempo, só temos uma retórica coerente: cobrar do poder público constituído a responsabilidade pela desassistência e pelas mortes de nossos irmãos catarinenses abandonados na doença."

AIDS - Relação sexual sem uso de camisinha é o vilão em Laguna

O grande desafio do serviço público é conscientizar a população sobre a importância de realizar o teste, cujo exame é totalmente gratuito e sigiloso.

Relação sexual sem uso do preservativo é o principal meio de contágio pelo vírus transmissor da Aids, o HIV. Em Laguna, das 402 pessoas atendidas pelo programa DST/Aids, mantido pela prefeitura, quase todas foram contaminadas desta forma. Estima-se que para cada pessoa confirmadamente soropositiva, existam pelo menos mais três infectados, conforme metodologia de cálculo do Ministério da Saúde.

“Muitos desconhecem que estão com a doença”, confirma a coordenadora do programa, psicóloga Christiane Nunes. Do total de soropositivos em Laguna, 168 possuem o vírus, mas não desenvolveram a doença. São 89 mulheres e 79 homens nesta situação. Os outros 234 casos são de cidadãos já com a enfermidade (93 mulheres e 141 homens).

O teste que detecta o HIV é gratuito e pode ser feito na unidade central (posto da carioca), das 7 às 8 horas, de segunda à sexta-feira. Não precisa de autorização médica e nem estar em jejum. O sangue colhido é encaminhado para o Laboratório Central do Estado (Lacen) e o resultado sai em aproximadamente 30 dias.
“É muito importante que as pessoas tomem consciência e façam o teste, especialmente se esteve em situação de risco, como nos casos de relação sexual sem preservativo”, exemplifica a coordenadora, ao completar: “todo o processo é sigiloso”.

O diagnóstico precoce possibilita um tratamento eficaz e mais rápido, o que reduz os riscos de morte e melhora consideravelmente a qualidade de vida. No Brasil, hoje, existem 530 mil pessoas que vivem com HIV. Deste total, o Ministério da Saúde calcula que 135 mil não sabem que estão infectados.


Serviço

Em Laguna, quem precisar de auxílio ou mais informações sobre o teste, pode entrar em contato diretamente com a coordenadoria de vigilância epidemiológica por meio do telefone 3644-2378

 
 De Notisul

AIDS CONHEÇA E PREVINA-SE



Sintomas da AIDS

Os primeiros sintomas da AIDS manifestam-se dentro de 3 a 6 semanas após a infecção com o vírus HIV. Mas, grandes partes dos indivíduos só apresentam os principais sintomas da AIDS após aproximadamente 8 a 10 anos da data da contaminação.

Os primeiros sintomas

Os primeiros sintomas da infecção com o vírus HIV, causador da AIDS podem surgir após aproximadamente 1 mês da contaminação, podendo ser:
      Febre alta;
      Mal estar;
      Dor de garganta e
      Tosse seca.

Estes sintomas duram em média 14 dias e podem ser confundidos com outras doenças, como a gripe por exemplo. Nesta fase, mesmo que se faça o teste do HIV o resultado será falso-negativo.Ou seja, o indivíduo está contaminado com o HIV, já pode infectar outros mas a doenças ainda não consegue ser detectada pelo exame.

Principais sintomas da AIDS

Os principais sintomas da AIDS surgem, em média após 10 anos da contaminação. São eles:
      Febre persistente;
      Tosse seca prolongada;
      Suor noturno;
      Edema dos gânglios linfáticos por mais de 3 meses;
      Cefaleia;
      Dor articular ou muscular;
      Cansaço ou perda de energia;
      Rápido emagrecimento. Perder 10% do peso corporal num mês, sem dieta;
      Candidíase oral ou genital persistente;
      Diarreia há mais de 1 mês e
      Manchas avermelhadas ou pequenas erupções na pele.
Estes sintomas surgem quando o organismo apresenta poucas células de defesa e elevada taxa de carga viral. Nestes, a contagem do Linfócito T CD4 deve ser de aproximadamente 200 quando, num indivíduo adulto saudável este número deveria estar entre 800 a 1200 por mm³ de sangue.
Nesta fase surgem doenças oportunistas como a hepatite viral, tuberculose, pneumonia e toxoplasmose.

Por norma, a AIDS manifesta-se através de diferentes fases, onde:
      Fase 1: Há uma infecção aguda, que pode ser confundida com outras doenças;

      Fase 2: É caracterizada como assintomática e perdura por anos;

      Fase 3: Quando os principais sintomas da AIDS manifestam-se

      Fase 4: Quando as doenças oportunistas aparecem.

Formas de contágio da AIDS

      Relação sexual sem preservativo com indivíduo contaminado com o vírus HIV;
      De mãe para filho através da gravidez; parto ou amamentação;
      Partilha de seringas;
      Contato direto de tecido não íntegro com o sangue ou outras secreções de um indivíduo contaminado.


Como identificar a AIDS

AIDS é uma doença que pode ser identificada através do teste do HIV que pode ser feito a partir de 30 dias do comportamento de risco, como ter relações sem preservativo ou partilhar seringas, por exemplo.

Trinta dias após este primeiro teste, recomenda-se repetir o exame mesmo que o resultado do primeiro dê Negativo. Isto serve para comprovar a presença de anticorpos Anti-HVI 1 e Anti-HIV 2 no organismo, evidenciando ou não a doença.

Ainda se repete o exame após 3 a 6 meses, devido à possibilidade de o indivíduo se encontrar na janela imunológica, quando a doença ainda não pode ser identificada apesar do indivíduo já estar contaminado.

Tratamento correto

O tratamento da AIDS é feito com a toma de um coquetel de medicamentos, que fortalecem o sistema imune e combatem o vírus ao mesmo tempo. O coquetel assim como todos os exames são fornecidos gratuitamente pelo governo. Alguns exemplos de medicamentos contra AIDS são:
      Etravirina,
      Tipranavir,
      Tenofovir,
      Lamivudina e
      Efavirenz.

Acompanhamento psicológico, nutricional e a prática regular de atividade física também são importantes durante o tratamento.
É importante que o indivíduo siga o tratamento corretamente para travar a evolução da doença e ajudar a controlar a epidemia de AIDS no mundo.

De Tua Saúde

domingo, 25 de novembro de 2012

FALTA EMPENHO E COMPROMISSO PARA COIBIR A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

O Sul do Estado de Santa Catarina é capenga na criação de mecanismos oficiais para coibir o abuso da violência contra a mulher, apesar de ter duas mulheres em postos chaves no Governo do Estado:  a Secretaria de Justiça, Ada de Luca e a Coordenadora Estadual da Mulher, Selma Elias Westphal.
Faltam ações
A região Lagunar não "foge as regras", as mulheres estão a deriva, em se tratando de apoio contra a violência.
Faltam abrigos para mulheres e seus filhos vítimas de violência doméstica, para não dizer que não existem;
Faltam Delegacias Especializadas no atendimento a mulheres vítimas de violência;
Falta serviço telefônico gratuito - SOS Mulher e um serviço de atendimento psicológico para as mulheres vítimas de violência;
E acima de tudo falta empenho e compromisso com as mulheres e suas famílias.

Dia Internacional de Luta pelo fim da Violência contra a Mulher

Todo apoio à CPMI! Pelo apoio à Campanha: “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – a lei é Mais Forte”.

A União Brasileira de Mulheres(UBM), nos seus 24 anos de história e de lutas em defesa dos direitos e emancipação da mulher, neste 25 de novembro de 2012, Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres, reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos humanos da mulheres como instrumento da construção de um mundo justo, fraterno e solidário.

UMA DATA DE LUTAS!

A Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres completa 21 anos e é realizada de 25 de novembro a 10 de dezembro. No Brasil, começa com o Dia da Consciência Negra (20 de novembro) e se encerra com o Internacional dos Direitos Humanos.

Esta data dia 25 de novembro, Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres, émarcado pelo assassinato brutal das irmãs Minerva, Pátria e Maria Tereza, pela bravura de“Las Mariposas”, como eram conhecidas, uma vez que utilizavam este nome secreto nas
atividades clandestinas, na tentativa da busca pela liberdade política de seu país, a República Dominicana.

UMA REALIDADE QUE PRECISA MUDAR!

Temos o direito humano a uma vida sem violência, por isso é que quando se materializa a violência contra a mulher, principalmente a violência doméstica, todo mundo perde. O enfrentamento tem que combinar uma discussão ampla, que nos permita desvendar e
desconstruir as amarras da cultura milenar que estruturou e consolidou as desigualdades de gênero.

O enfrentamento da violência contra as mulheres é tarefa complexa que exige mais processos articulados e estratégias de caráter público. Devemos nos informar cada vez, exercer o controle social e cobrar as políticas públicas, é preciso trazer o que está na lei para a
vida das mulheres.

POLITICAS PÚBLICAS, JÁ!

Exigimos que as Convenções e os Tratados Internacionais ratificados pelo Brasil sejam implementados em sua integralidade. Exigimos que o Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, seja efetivado com controle social democrático, denunciando estados e
municípios descomprometidos e omissos, realizando articulação entre as várias instâncias de governo e o movimento feminista de forma a concretizar seus princípios e propostas de
ações na vida das mulheres brasileiras. Exigimos a execução do Pacto Nacional de
Enfrentamento à Violência contra a Mulher que prioriza açõesvoltadas pra as mulheres negras, indígenas e da zona rural. Exigimos a defesa intransigente da Lei Maria da Penha.

PELA COMPLETA APLICAÇÃO DA LEI MARIA DA PENHA!

A Lei Maria da Penha é um instrumento na luta pelo fim da violência contra as mulheres, por isso precisamos estar vigilantes á sua efetiva aplicação, para que aumente o número de juizados especializados e de serviços de atendimento ás vítimas e agressores, pois sem isso,
contamos apenas com a parte repressiva da lei e isso não é suficiente para garantir a integridade e dignidade das vítimas. Defendemos a implantação e apoio às Secretarias e
organismos de politicas para as mulheres.

 
Fonte:  UBM
 

APRASC - Carta aberta à sociedade catarinense e eleições

Na próxima semana, 27, 28, 29 (entre terça e quinta), acontecerão às eleições da Diretoria e o Conselho Fiscal da Associação de Praças do Estado de Santa Catarina para o triênio 2012-2015. 
A votação será feita com urnas itinerantes percorrendo todas as regiões do estado e uma fixa na sede da entidade, no centro de Florianópolis
 
Carta Aberta 
Uma Carta Aberta à Sociedade foi lançada nesta sexta-feira (16) pela Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (Acorsc) e pela Associação de Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Santa Catarina (Aprasc). O documento de cinco páginas traz uma sé­rie de motivos para a situação crítica da segurança em Santa Catarina, ainda maior agora, com ataques a ônibus, viaturas e prédios públicos em diferentes cidades. Em um dos pontos, intitulado “Os investimentos em segurança pública são pífios”, afirma que “faz anos que os governos em Santa Catarina se limitam a comprar equipamentos, sem o devido estudo de necessidade e aplicabilidade, nem sempre resultando em benefícios ou melhoria da segurança pública para a população”. Noutro trecho, o documento relata: “Pouco se investe na aquisição de equipamentos de proteção individual, em sua renovação, no recrutamento, seleção, capa­citação ou valorização do profissional”. Em que pese o tom pesado do documento, ao final vem o apelo: “Finalmente, rogamos para que os po­liciais e bombeiros militares de todo o estado atuem com firmeza e deter­minação na busca incessante da paz, mas que se mantenham firmes no propósito de respeito às leis, defesa da comunidade e dos princípios da dignidade da pessoa humana”. O que a sociedade espera agora, diante do pânico que se instalou, é a tomada de providências firmes e que cul­minem com a rápida volta à normalidade.

 De Central de Notícias

POR DENTRO DO PCC


'Vida se paga com vida, sangue se paga com sangue'
Maior organização criminosa brasileira vive um momento de franca expansão e já conta com representantes em 21 estados e no Distrito Federal, além de Paraguai e Bolívia. A facção movimenta pelo menos R$ 72 milhões anuais com o comércio de drogas e mensalidades pagas por 13 mil integrantes, dos quais 6 mil estão em presídios paulistas, 2 mil nas ruas de São Paulo e 5 mil em outros estados, segundo relatório reservado da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça.
A expansão para outros estados estava prevista desde os primeiros estatutos da organização, mas ganhou força nos últimos dois anos, de acordo com levantamentos dos órgãos de inteligência. Desde julho do ano passado, a promotores trocam informações sob o comando do Grupo Nacional de Combate a Organizações Criminosas (GNCOC). Os dados obtidos pelo grupo mostram que apenas entre janeiro e setembro de 2011 foram realizados 90 "batismos" de novos integrantes em Minas Gerais e 56 na Bahia, estados que mais se destacam pelo crescimento da organização em seus presídios. Houve aumento significativo também em Mato Grosso do Sul (45) e Paraná (27), estados estratégicos em função do fornecimento de drogas via Paraguai e Bolívia, além de Espírito Santo (30) e Pernambuco (21).
Principal responsável pela atual crise de segurança em São Paulo, a mensagem espalhada entre os integrantes da facção cobrando a morte de dois policiais para cada integrante assassinado nas ruas foi captada em 8 de agosto, mas o governador Geraldo Alckmin (PSDB) só admitiu a existência da guerra entre o grupo e a polícia 83 dias depois, em 30 de outubro. Atualmente, 135 das 152 unidades prisionais de SP são controladas pela organização. Em reunião dia 6 de novembro, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, revelou a Alckmin preocupação com a expansão pelo país.
Desde o início deste ano, 96 policiais militares foram mortos em São Paulo (em todo ano passado foram 47). O "salve" de agosto, espécie de comunicado interno da facção criminosa, determina que os PMs a serem assassinados devem ser da mesma corporação responsável pela morte de integrantes da organização. Pelo menos duas execuções por parte da elite da PM paulista, a Rota, teriam motivado os ataques, de acordo com o texto.
A reação dos policiais aos ataques, com mais mortes, foi um dos motivos que levaram à queda do secretário de Segurança Antonio Ferreira Pinto, que perdeu o controle da tropa, segundo avaliação do governo paulista. Desde janeiro, 4.107 pessoas morreram no estado de São Paulo, contra 3.610 no mesmo período do ano passado - um aumento de 14%. Em outubro, foram 176 mortes na capital, contra 82 no mesmo mês de 2011.
A atuação dos integrantes da facção pelo Brasil é supervisionada por membros chamados de "sintonia dos estados", que respondem diretamente ao comando. Eles dividem entre si as áreas de influência, cada um com seu caixa próprio, alimentado por mensalidades, lucros de rifas e doações. A maior dificuldade nos outros estados é manter os integrantes fiéis à facção quando deixam as unidades prisionais. Diferentemente de São Paulo, onde a presença marcante de integrantes nas ruas facilita o controle sobre infiéis.
Cada integrante fora da cadeia era obrigado a pagar R$ 600 mensais à organização. Desde meados deste ano, com o fortalecimento do combate ao grupo, o preço subiu para R$ 850. Em troca da mensalidade, o integrante obtém benefícios no caso de ser preso (advogado e ajuda financeira para a família), além do direito de se identificar como integrante da facção.
Se os primeiros estatutos da facção davam mais ênfase à "luta pela liberdade, justiça, paz e igualdade", a última versão trata do fortalecimento do crime e da cobrança pela morte de policiais a cada execução de integrantes. "Vida se paga com vida, sangue se paga com sangue", diz o texto.
A expansão da organização fora de São Paulo se deu a partir da prisão de criminosos paulistas ligados à facção em outros estados. O grupo mantém um livro de controle único para novos adeptos, alimentado com dados transmitidos dos estados e com numeração por ordem de chegada. Foi dessa forma que se constatou serem mais de 5 mil. Em São Paulo, o controle é feito pelo número de matrícula dos detentos no sistema prisional.  
Por Sérgio Roxo (sergio.roxo@sp.oglobo.com.br) | Agência O Globo